Conexão mediúnica – Abertura dos trabalhos

Por mais que tenhamos elementos de ritos, defumação, atabaques, folhas, cheiros e sons, que nos dão as percepções que nos estimulam através de símbolos que podem ser visuais, sonoros ou estar em palavras faladas e alegorias litúrgicas, é somente por meio da elevação psíquica interna de cada membro da corrente mediúnica, que poderemos conseguir chegar ao padrão vibratório coletivo necessário ao alinhamento com as falanges espirituais que nos envolvem de maneira consciente, efetiva e amorosa. Devemos viver e sentir com intensidade o que está se passando durante a abertura dos trabalhos. Nessa ocasião está sendo levado a cabo um momento sagrado de expansão das nossas potencialidades anímicas, mediante forças cósmicas que nos permitirão sintonizar às instalações do nosso templo interior, e estar em contato com o benfeitor espiritual que nos guia mediunicamente e protege durante todos os atendimentos caritativos dos consulentes. 
– do livro INICIANDO NA UMBANDA

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Pai Oxossi e o Mistério Caboclo

Pai Oxossi na Umbanda foi sincretizado com São Sebastião, santo católico, que reune muitas das características do arquétipo de Oxossi, assim sendo suas festividades ocorrem em 20 de janeiro.

Pai Oxossi rege a 3ª linha de Umbanda a linha do conhecimento, em seu polo positivo, junto com Mãe Obá, em seu polo negativo.

O elemento de Pai Oxossi é o vegetal, seu campo de força são as matas, bosques e florestas.

Em geral os filhos de Oxossi são curiosos, gostam de viajar, estudar, fazem amizades e passam a confiar nas pessoas muito facilmente.
Preferem ficar em locais ao ar livre a ficar em locais fechados, não gostam de monotonia, conversas tolas e pessoas falsas.
Costumam ser galanteadores, confiáveis, leais, sensíveis às necessidades do próximo, muito prestativos e gostam muito de falar.
Entretando podem ser também críticos ácidos, liguarudos, respondões, vingativos e briguentos.

Cor: verde
Velas: verde, branca
Sincretismo: São Sebastião
Frutas: todas
Flor: flores do campo
Número: 5
Planeta: Mercúrio
Bebidas: vinho tinto ou cerveja clara

Nossos queridos Caboclos e Caboclas são sem sombra de dúvidas alguns dos guias que mais chamamos ao terreiro para nos auxiliar em nossas dores e angústias.

São doutrinadores por natureza e atuam nas 7 linhas e irradiações divinas, nos ligando assim, aos nossos queridos Pais e Mães Orixas.

Temos caboclos e caboclas atuando sob o amparo dos 14 Pais e Mães Orixás, alguns trabalhando sob o amparo de mais de um Orixá para poder nos auxiliar ainda mais.

Seu ponto de força também são as matas onde podem e devem ser oferendados sempre que necessário.

A seguir passarei uma oferenda simples para se pedir o Axé de Pai Oxossi e outra para se pedir o Axé de nossos Caboclos e Caboclas.

É claro que quando uma entidade nos passar uma oferenda a ser realizada ela nos passará de acordo com nossa necessidade ou de acordo com as especificidade daquilo que se precisa alcançar, sendo assim alguns elementos podem diferir, diminuir ou serem acrescidos.

A seguir uma oferenda simples para Pai Oxossi.

Antes de se oferendar Pai Oxossi e/ou seus caboclos devemos oferendar a esquerda de Pai Oxossi para entrar em seus domínios para assim podermos assessar o lado sagrado.

Oferenda para os Senhores Exus e Senhoras Pomba Giras de Oxossi

1 vela preta
1 vela vermelha
1 vela verde
1 cigarro de filtro branco
1 charuto
1 champanhe rosé
1 garrafa de água ardente

No chão ao lado esquerdo de onde se pretende arriar a oferenda fazer um triângulo com as velas sendo no vértice, que aponta pra cima, ficará a vela verde, no vértice esquerdo a vela preta e novertice direito a vela vermelha.
Acender as velas e circular o triângulo com as bebidas depoitando as garrafas dentro do triângulo.
Acender o charuto e o cigarro e colocar, respectivamente, na boca da garrafa de água ardente e de champanhe.
Ajoelhar e pedir licença aos Exus, Exus Mirins, Pomba Giras e Pomba Giras Mirins de Pai Oxossi para arriar sua oferenda só então começar a montar a oferenda para Pai Oxossi.

Oferenda para Pai Oxossi:

1 pano verde (quadrado 1mx1m ou 50cmx50cm)
7 velas verdes
7 velas brancas
frutas variadas
flores do campo
cerveja clara

Na mata pedir licença aos Exus, Exus Mirins e Pombogiras que guardam o ponto de Força de Pai Oxossi e então dispor o pano verde no chão, arrumar as frutas e as flores encima do pano circular com as velas de forma intercalada, 1 verde, 1 branca, até completar, acender as velas e circular a oferenda com a cerveja clara.

Então ajoelhar, fazer a invocação e os pedidos.

Oferenda para os Caboclos e Caboclas:

7 velas verdes
frutas variadas
flores do campo
água de coco ou caldo de cana (garapa)
7 pembas verdes
1 folha de bananeira

Proceder como na oferenda a Pai Oxossi, pedir licença aos Exus, Exus Mirins e Pombogiras que guardam a mata então coloque a folha de bananeira no chão e por cima dela arrume as frutas, as flores e as pembas verdes, circule com as velas verdes, acender as velas, em seguida ciruclar com o líquido escolhido.

Fazer a invocação e os pedidos

Espero que tenham gostado desse artigo.

Um abraço fraterno

Daniel

Rituais da Umbanda na Semana Santa

Muitos terreiros de Umbanda dão início as comemorações da Semana Santa na quarta-feira santa com o fim da quaresma.

Muito antes do cristianismo o povo africano já respeitava a quaresma, porém com um significado diferente dos fatos relacionados a vida de Jesus Cristo.

Enquanto os cristãos celebram a morte e a ressurreição de Cristo, os africanos celebram o Lorogun, período em que os orixás entram em guerra contra o mal, para trazer o pão de cada dia para seus filhos. Continue lendo “Rituais da Umbanda na Semana Santa”

Tatuagens são permitidas ao trabalhador espírita?

Em princípio, cabe lembrar que a Doutrina Espírita nada proíbe. No entanto, dota os indivíduos de elementos para reflexão para que decidam conscientemente. Não é a utilização de tatuagens que desmerecerá o caráter de uma pessoa. No entanto, alguns tipos de tatuagens, com motivos funestos, classificam-se como inconvenientes e impróprias para um trabalhador espírita.

Segundo Divaldo Pereira Franco, respeitado médium e orador espírita, pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings, são almas que ainda trazem reminiscências vivas de encarnações em épocas bárbaras, quando guerreiros sanguinários se utilizavam desses meios para se impor frente aos adversários.
Necessário sairmos da superficialidade. A questão cultural é muito importante para entendermos porque alguns povos adotam certos costumes estranhos a outras culturas. Na Tailândia, fronteira com Myanmar, antiga Birmânia, existe uma tribo isolada onde as mulheres cultuam pescoços longos. Para tal, utilizam argolas no pescoço, desde a infância, para provocar o aumento do pescoço.
Para os integrantes da tribo, todo este procedimento é muito natural, pois faz parte de suas crenças e seus costumes. Trata-se de culto ao corpo e a beleza, sem conotação de auto-agressão.
Nota-se que a compreensão espiritual dos nativos dessa tribo é bastante diferenciada do restante do mundo. Essas particularidades de entendimento implicam em conseqüências diferentes no mundo espiritual, pois cada qual está na situação de elevação espiritual que já tenha conquistado.
É necessário compreender o indivíduo de forma integral. As reações expressas no corpo são conseqüências de seus pensamentos e estes resultados das crenças, experiências e visão de mundo. Tudo é muito relativo até que se descubra como funcionam determinadas Leis Divinas. A Doutrina dos Espíritos não proíbe – esclarece. Não condena – conscientiza. Não se coloca ‘em cima do muro’, mas mostra como construir e trilhar o melhor caminho.
Uma tatuagem por si só não faz ninguém melhor ou pior. No entanto, perguntemos o que está por trás dessa tatuagem? Quais sãos os sentimentos, os anseios, as crenças daqueles que cobrem seus corpos com tais símbolos.
É preciso compreender as razões de alguém tatuar todo o corpo, camuflando-se de si mesmo. Grande parte o faz conduzido pelo modismo. Outros tantos ainda se encontram presos a hábitos de outras encarnações, que transitam do inconsciente para o consciente do indivíduo, resultando na transfiguração do indivíduo.
O Espiritismo não julga, porém compreende que, com o amadurecimento, o Espírito cultivará apenas os valores que nortearão sua verdadeira vida. Tatuagens, piercings, são todas práticas transitórias. Convém perceber, contudo, se tais pessoas estão abaladas, desequilibradas emocional e espiritualmente. O que as faz quebrar a barreira do bom senso e do discernimento? Por que provocam para si as dores e sofrimentos?
Frente a tais perguntas, a Doutrina Consoladora busca no íntimo do ser o seu real problema. Convida-o ao auto-conhecimento e ao exercício do auto-aprimoramento. Recomenda bom senso, amor a si mesmo, equilíbrio e a busca incessante ao Pai Criador, o único que poderá nos preencher de alegria e felicidade.
Hoje a moda cobre o corpo de desenhos e objetos. Amanhã o mundo será coberto de almas verdadeiramente engajadas no trabalho de servir, deixando de lado o culto exterior – superficial – para as conquistas de valores espirituais duradouros.
Analisemos a alma para descobrir o porquê do estado do corpo. Compreendamos o profundo para entender claramente o superficial. O certo e o errado, o bem e o mal nada mais são que experiências condizentes ou não com as Leis Naturais. Valorizar o corpo e a alma é ensinamento que todos os homens compreenderão e, então, já não discutiremos assuntos superficiais, mas assuntos da alma. Deixando do lado o embrulho para valorizar o conteúdo.
(Retirado do site OSGEFIC)

Falangeiros de Ogum

Falangeiros dos Orixás ou simplesmente Falangeiros são os representantes diretos de cada Orixá.
Não são espíritos, mas sim a própria vibração do Orixá. Diferem-se dos capangueiros (estes sim, espíritos desencarnados, com luz e sabedoria) que trabalham para determinado Orixá.
Para melhor entendimento os falangeiros são as qualidades dos Orixás, exemplo:

Ogum (Orixá) + Beira-Mar (qualidade do Ogum que trabalha à Beira do Mar em sintonia com Iemanjá e Xangô) = Ogum-Beira Mar.
Este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos atinentes a conquista material e de prosperidade.

Ogum (Orixá) + Sete Ondas (qualidade de Ogum que trabalha no mar em sintonia com o povo do mar) = Ogum Sete Ondas.
Este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos atinentes a conquistas diplomáticas.

Ogum (Orixá) + Pedreira (qualidade de Ogum que trabalha nas pedreiras e cachoeiras em sintonia com Oxum e Xangô) = Ogum da Pedreira, Ogum das Sete Pedreiras, Ogum da Cachoeira, etc.
Este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos pertinentes a assuntos relacionados à Justiça e à família.

Ogum (Orixá) + Megê (qualidade de Ogum que trabalha em sintonia com a Linha das Almas) = Ogum Megê.
Este desdobramento de Ogum, gerado pela união dos elementos terra (Omulu) e fogo, está presente nos assuntos atinentes a desmanche de magia.
Ogum (Orixá) + Matinata (regência da Lua, noite e madrugada em sintonia com Oxalá) = Ogum Matinata. Está relacionado a regências e a fé.

Ogum (Orixá) + de Lê (qualidade de Ogum mesclado com Xangô, trabalha com a Lei) = Ogum de Lê. Este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos atinentes à execução de justiça.

Ogum (Orixá) + Rompe-Mato (qualidade de Ogum mesclado com Oxossi) = Ogum Rompe-Mato.
Este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos pertinentes a coisas de solução rápida, revigorantes e de conquista de espaço de maneira geral.

Ogum (Orixá) + de Ronda/Naruê (guardião e vigilante dos caminhos, trabalha em sintonia com Exu) = Ogum de Ronda, Ogum Naruê.
Está relacionado a rondar, proteger, guardar e prevenir.
Salve esta falange maravilhosa! Ogum iê!

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Acesse: www.perolasdamacumba.com.br

O trabalho de Ectoplasmia nos Terreiros de Umbanda

O Ectoplasma

O fluído chamado ectoplasma é a substância mais utilizada pelos caboclos e pretos velhos nas curas. O ectoplasma se torna vital, já que os espíritos não o têm, por se tratar de um fluido animalizado (doado pelos médiuns) que se “materializa” no plano etéreo.

Nas cirurgias astrais realizadas nos terreiros, é utilizado na recomposição de tecidos e regeneração celular.

Nos trabalhos de desmanche das magias negativas, potencializamos o ectoplasma, direcionando-o aos lugares onde se encontra a origem do feitiço mórbido, que geralmente são objetos vibratoriamente magnetizados e que continuam a vibrar no Plano Astral muito tempo, mesmo após a decomposição física dos materiais utilizados.

Os médiuns de incorporação que têm previsto no seu programa de vida a tarefa por dentro da Umbanda, são grandes doadores desse fluido vital. Ocorre que eles foram previamente sensibilizados pelos técnicos do lado de cá antes de reencarnarem, com o intento de “escoarem” abundantemente o ectoplasma, assim como o grande fluxo de água ininterrupto lavra o leito do rio para chegar ao mar.

– do livro EVOLUÇÃO NO PLANETA AZUL

Como ocorre a reforma íntima na Umbanda?

Encorajado pelos pais de terreiros, o filho então guarda a esperança de melhorar, resguarda-se cada vez mais na produção de pensamentos contraditórios, habitua-se a ocupar-se algumas horas por semana em compromissos de treinamento espiritual, freqüenta assiduamente o terreiro recebendo novas recomendações e advertências, esperança e esclarecimento sobre a responsabilidade humana. Assim, ele mesmo dinamiza energias debilitadas, fortifica a sua vontade, corrige as explosões de cólera, quebra o seu orgulho e vaidade, atento às obrigações humildes, e, sem dúvida, termina por sintonizar-se ao nível das correntes superiores, buscando as forças para superar os reveses e as tragédias tão comuns a todos os homens! Após ganhar no Além amigos poderosos e as promessas dos pais de terreiros, que também se comoveram com sua desdita, prometendo-lhe soluções benfeitoras, fortifica-se realmente, estabelecendo condições favoráveis para a ajuda espiritual! Ademais, à medida que o filho empreende seu melhoramento íntimo, também reduz suas queixas e aos poucos se conforma com os percalços da vida, aceitando os efeitos daninhos de suas próprias imprudências pretéritas.
As incorporações disciplinadas durante os rituais indutores aos estados superiores de consciência, assistidas pelos Guias Astrais, gradativamente vão interiorizando no psiquismo do medianeiro os atributos positivos que ele vivencia em seu mundo íntimo, quando em transe faz a caridade; dá passe e realiza os aconselhamentos espirituais junto aos consulentes.

– pesquisa para elaboração do texto: livros A MISSÃO DA UMBANDA e MEDIUNIDADE DE TERREIRO.

Os 10 mandamentos da Umbanda

Os 10 Mandamentos que governam a Umbanda são:
1) Sempre responder o mal com o bem;
2) A intolerância com a fraternidade;
3) A calúnia com o perdão;
4) A incredulidade com a fé;

5) A indiferença com a caridade;
6) A arrogância com humildade;
7) A intriga com a compreensão;
8) A descrença com a esperança;
9) A perseguição com a tolerância e,
10) O ódio com o amor.

Diferencie o transe de Falangeiros dos Orixás na Umbanda

transe de de Falangeiros dos Orixás

O transe na Umbanda é mediúnico e acontece para que haja a comunicação oral dos espíritos manifestantes com os consulentes. É a tradicional incorporação, em que o corpo astral da entidade comunicante interpenetra o corpo astral do médium. Obviamente a intensidade deste mecanismo varia de médium para médium, em conformidade com sua sensibilidade; da irradiação intuitiva à semi-consciência, situação em que o medianeiro lembra-se vagamente do que falou nas consultas.


Os cultos ritualísticos que manifestam os Orixás se dão preponderantemente por um processo arquetípico anímico de transe, que flui do inconsciente do sensitivo, sem incorporação por uma entidade externa ( acontece de dentro para fora ). Os Orixás de regra não falam e se manifestam nas danças e a partir do transe ritualístico se “humanizam”, expressando-se no corpo de quem os “recebe”. O gestual simbólico que realizam revive o mito antigo e harmoniza o ambiente e o inconsciente coletivo dos circunstantes, que se ligam reciprocamente por laços de afinidade espiritual, no mais das vezes fruto de encarnações passadas em clãs religiosos africanos, e aí rememoram a mitologia ancestral pelos movimentos, vestes, sons, cores e gestos das manifestações – estados alterados e superiores de consciência.


Os centros umbandistas ligados a uma ancestralidade africana mais acentuada, podem concomitantemente com os espíritos falangeiros praticarem em seus ritos internos os toques, cantos e louvações litúrgicas para os Orixás, acomodando-se pacificamente o transe anímico ao mediúnico, eis que os mentores da Umbanda do lado de cá convivem harmoniosamente com a diversidade. Em verdade são “infinitas” as possibilidades de interpolações rituais, dado a liberdade que todo sacerdote umbandista juntamente com seus Guias Astrais tem de elaboração litúrgica. Esta “elasticidade” de opções fortalece a Umbanda sem descaracterizar seu corpo normativo central, ditado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, permitindo que cada terreiro tenha uma “identidade” própria, contudo todos sendo Umbanda. Ao contrário do que preconizam muitos cidadãos afeitos as purezas doutrinarias e cartilhas prontas, temerosos do desconhecido e de “novidades”, acomodados que estão no tédio do já sabido assim como a preguiça não pula de galho tão facilmente.

– do livro REZA FORTE.
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Exú no Kardecismo

Exú no Kardecismo

Salve amados irmãos é com muita alegria que recebo esta oportunidade para falar de Exu e vou aproveitá-la para esclarecer um assunto que me parece polêmico: o fato de existir ou não Exu trabalhando junto as correntes kardecistas.
Bem uma coisa é clara, para todos nós, em sua forma característica, eles não incorporam no kardecismo , isso é fato, mas afinal tem ou não espíritos no grau de “guardiões” a proteger o trabalho Kardecista ?

Para que cada um julgue e considere segundo suas concepções do que é um Exu, vou me limitar apenas a transcrever alguns trechos de livros da série “Nosso Lar” de André Luiz , psicografado por Chico Xavier:

* De súbito, um companheiro de alto porte e rude aspecto apareceu e saudou-nos da diminuta cancela, que nos separava do limiar, abrindo-nos passagem. Silas no-lo apresentou, alegremente. Era Orzil, um dos guardas da mansão, em serviço nas sombras. A breve instante, achávamo-nos na intimidade de pouso tépido. Aos ralhos do guardião dois dos seis grandes cães acomodaram-se junto de nós, deitando-se nos aos pés. Orzil era de constituição agigantada, figurando-se nos um urso em forma humana. No espelho dos olhos límpidos mostrava sinceridade e devotamento. Tive a nítida idéia de que éramos defrontados por um penitenciário confesso, a caminho da segura regeneração. “Ação e Reação” pg 62

*Três guardas espirituais entraram na sala , conduzindo infeliz irmão ao socorro do grupo. “Nos Domínios da Mediunidade” pg.53

*Apenas o irmão Cássio, um guardião simpático e amigo, de quem o assistente nos aproximou, demonstrava superioridade moral.”Nos Domínios da Mediunidade ” pg.251

Bem não precisamos nos alongar não é, encontraremos o mesmo tema abordado em várias outras obras de cunho Espirita-Kardecista, só para citar mais uma, do autor J.R.Rochester, que se é polemico no entanto tornou-se um clássico, temos na obra “Os Magos” um certo Abin-ari espirito sem luz que vive de retirar de nosso meio os espíritos rebeldes e “larvais” que se voltam contra a humanidade.

Espero Ter ajudado na compreensão do mistério Exu, que formam uma hierarquia muito forte de trabalhos espirituais no astral, onde muitas destas hierarquias já estavam formadas antes da Umbanda, mas que por ela foram absorvidas sem deixar de prestarem o seu trabalho a outras religiões ou grupos espiritualistas, onde estiver um “guarda do astral”, um “guardião da luz para as trevas”, um “penitenciário confesso” trabalhando no resgate e proteção entre a luz e as trevas lá estará o que na Umbanda se chama Exu, no caso do kardecismo vimos estes guardiões trabalhando no astral, só não tem eles ali a liberdade de ação que encontram na Umbanda de incorporar, fazer descarrego, barganhar com outros incorporados, trabalhar na magia… Porque tudo isso não cabe dentro da dinâmica Kardecista é próprio de Umbanda.

Um abraço de vosso irmão em Oxalá.

Crédito: Alexandre Cumino.