A cigana Sulamita

Sulamita gosta de vermelho e dourado, usa uma rosa vermelha nos cabelos negros e compridos, adora lenços coloridos como todos os ciganos. Sua pedra preferida é quartzo-citrino ou quartzo amarelo. Na cintura usa lenço dourado, de franjas longas que fica marrado para o lado esquerdo. É a protetora das mulheres grávidas, a que toma conta dos partos difíceis. Sulamita também faz magia pro amor. de espirito vivido é faceira, admiradora por todos que a veem, principalmente o sexo oposto. Suas magias geralmente são feitas com e frutas e folhas (da própria fruta). Sulamita e sua história Sulamita foi uma cigana muito bonita, muito feliz, diz ela que só conheceu a tristeza quando após sua passagem em seu retorno ao nosso mundo como espírito cigano, até então não tinha ouvido, vivido ou sentido tristeza de forma alguma,pois conta a lenda que ela tinha sido prometida, como era de costume as crianças serem prometidas ainda pequenas,para um cigano e quando atingiu a idade de entendimento ela e um outro cigano se apaixonaram,então planejaram numa noite de lua cheia sua fuga e assim o fizeram passaram aquela noite de amor juntos e na manhã seguinte quando ele acordou percebeu que ela não estava mais ali com vida,Sulamita havia desencarnado, porém por isso ela hoje quando acontece a incorporação deste espírito diz não ter conhecido a tristeza, e também é por isso que essa cigana atua de acordo com o que precisamos, ex: se estamos c/problemas de amor ela resolve, se estamos c/problemas de saúde ela resolve, se precisamos de prosperidade ela também resolve através de suas magias, essa cigana trabalha muito c/frutas, inclusive ela nos faz uma limpeza espíritual ou vulgarmente falando descarrego de corpo inteiro, fora outras magias as quais ela também trabalha, com decorrer do tempo estaremos falando mais sobre essas magias. Adora trabalhar só com frutas e com as folhas dos pés das mesmas frutas. Faz sua magia com folhas de maça, para o amor; folhas de pêra, para a saúde; folhas de uva, para união; folhas e flores de mamão, para afastamentos; umbigo de banana, para feitiços; folha de fruta-de-conde, para aproximação; folhas de laranja, para acalmar fúrias; folhas de caqui, para tirar o mal. Ela gosta de trabalhar com a fogueira, jogando nela as folhas secas, conforme o problema de cada um. Ela faz uma amarração para casamento colocando um pedaço do quartzo-citrino em cima de cada uma das folhas de maça, fruta-de-conde e uva-verde com que trabalha; depois, joga por cima flores de laranjeira. Ela afirma que o casamento sai antes de três Luas cheias.Sulamita, que Bel-Karrano (Deus-Céu) ilumine muito seu espírito para que você possa ajudar quem precisa de sua ajuda.

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São Cipriano – O Santo da Quimbanda

Venerado pela igreja, adorado pelos feiticeiros, respeitado pelos magos…

São Cipriano, bispo de Antioquia, passou para a história co­mo um már­tir e ganhou a fama co­mo o mago mais conhe­cido do mundo.

Nascido no século III d.C., segundo a len­da, ele logo entrou para a irmandade dos magos depois de uma estadia entre os persas.

Na sa­grada terra do culto do fogo, ele aprendeu as ar­tes adivinhatórias e in­vocatórias.

Os ances­trais espíritos e gênios eram conhecidos por Ci­priano, que mantinha con­tato fre­qüente com o Mundo Invisível.

Voltando para sua cidade natal, Ci­priano começou exercer sua ren­tável pro­fissão.

Logo adquiriu fama e era pro­cu­ra­do por nobres, comerciantes e guer­rei­ros.Certo dia um cavalheiro apaixo­nado pe­diu um feitiço amoroso, um “filtrum”, co­mo chamamos em magia natural.

O al­vo era a bela e jovem Justina, nobre vir­­gem cobiçada por muitos ricos senho­res.

Justina havia sido recentemente con­ver­tida a uma nova e estranha religião…

Seus seguidores adoravam um judeu cru­cificado da Palestina que tinha feito muitas curas e profecias.

Aos olhos dos antio­que­nos isso era até engraçado.

Por que adorar um homem, se existiam tantos deu­ses e gênios?

Cipriano preparou um filtrum e nada acon­­teceu.

O cavalheiro apaixonado re­cla­­mou e exigiu o dinheiro de volta.

Nosso mago, muito contrariado e não acostu­ma­­do a falhar, refez a poção e adicionou um conjuro especial.

Nada!

Agora a coisa era para valer!

O Mestre Cipriano convocou o Rei dos Gênios em pes­­soa.

Dentro do círculo mágico ele or­de­­nou e o terrível Jinn se fez presente.

O gênio explicou que Justina era serva de uma entidade de maior magnitude e nada poderia fazer…

Dito e feito.

Movido pela curiosidade Cipriano vai até Justina.

Estabelece uma rica conversa com ela e percebe na garota uma luz espe­cial.

Dias depois, o poderoso Cipriano se con­vertia ao Cristianismo primi­tivo,

que nesta época era uma re­ligião cheia de magia, sa­be­doria e simplicidade.

Afinal, o Cristianismo nas­cente era o her­deiro da religião dos velhos ma­gos da Pérsia.

Não esta­vam os três grandes ma­gos persas diante do me­nino Jesus na noite de Na­tal?

Cipriano e Justina mor­rem juntos durante a perseguição aos cristãos.

Séculos depois, curan­dei­ros e benzedores eu­ro­pe­us vão pedir a Cipria­no, que virou santo, fa­vo­res e saberes.

O culto de São Cipriano chegou ao Brasil com os degredados portugueses perseguidos pela Inquisição.

Na memória eles traziam as fórmulas, orações e magias ciprianas.

Bem mais tarde os primeiros “livros de São Cipriano” chegaram aqui.

Com a chegada dos negros escravos, os Mulojis (xamãs) bantus tomaram conhe­cimento da tradição do mago de Antioquia.

Boa coisa!

Na Kimbanda Cipriano era con­siderado um Makungu (ancestral divi­ni­zado) e digno de culto.

Em Angola os Mu­lojis já cultuavam Santo Antonio, que se encarnou numa profetisa bantu cha­ma­­da Kimpa Vita.

Por isso, dentro do cul­­to de Cipriano os xamãs botaram muitas mirongas e mandingas.

O tempo passou e a Kimbanda virou Quimbanda.

Elementos da feitiçaria ocultis­ta e mesmo da magia negra penetraram nos ensinamentos dos sábios Tios e Tias africanos.

São Cipriano entrou nos mistérios da noite.

O respeito virou medo e assombro.

O santo ganhou Ponto Cantado, Riscado e Dançado.

Pulou do altar para o chão de terra, virou chefe de Linha e Falange, vestiu toga negra e até adquiriu um gato preto!

Na Lua Cheia de agosto ele tem festa à meia-noite, junto com a Comadre Salomé e os Compadres Bode Preto e Ferrabrás.

Até uma Fraternidade Mágica ele ganhou, quando Dom Fausto, um cu­randeiro,

encontrou um frade agonizando perto de um local desértico.

Examinando o doente, ele notou que o religioso fora mordido por uma vene­nosa serpente e estava à beira da morte.

Dom Fausto o carregou até sua casa e o curou com a ajuda de preciosas ervas.

Como agradecimento, o frade presenteou o curandeiro com uma velha cruz de ma­deira.

Noites depois, na pobre casinha de Dom Fausto, ocorreu um fato sobre­na­tural.

Uma estranha e misteriosa luz ema­nou da cruz, preenchendo todo o am­biente.

O curandeiro acordou e viu, ao la­­do da cruz iluminada, a figura de um velhinho barbado com mitra na cabeça.

O personagem que segurava um cajado, sorriu para ele e disse:

-“ Venho até você e peço…

Crie uma fraternidade de bons homens e mulheres, façam a caridade e curem em nome de Deus.”

O curandeiro, admirado, perguntou:

– “Quem é você?”

O espírito respondeu:

– “Sou Cipriano!”

Dias depois, Dom Fausto reuniu seus tios, alguns primos e contou o ocorrido.

Nasceu assim uma Fraternidade de cura sob a proteção de São Cipriano.

Isto acon­teceu no século XVIII, em Dezembro de 1771.

Durante algum tempo o piedoso gru­po só admitiu parentes.

Porém, se­gundo orientações espirituais, foram sendo convidadas pessoas de boa índole de ou­tras famílias e procedências.

Por tradição uma cidade mágica era escolhida para sediar a Fraternidade.

O critério da escolha sempre foi motivado por estranhas leis estudadas na Radiestesia.

Paraty (RJ) foi a cidade escolhida, pois, além das condições telúricas excelentes,

ela é toda construída com sólido simbo­lismo maçônico.

Coincidentemente, a re­gião também tinha forte presença kimban­deira e quimbandeira,

que com o tempo chegou até a receber os místicos cultos da Cabula e da Linha das Almas.

Hoje a cida­de não fica por menos, já que conhecemos algumas irmandades de iniciados caba­listas,

templários e yogues que se estabe­leceram por lá.

Na Quimbanda os espíritos de alguns pretos velhos de origem bantu se filiam na Linha de São Cipriano.

Estas são almas de antigos mandingueiros, feiticeiros (aqui com o sentido de xamã) e kalungueiros.

Todos mestres nas artes da cura e da magia.

Muitos até adotam o nome do Pa­­trono:

Pai Cipriano das Almas, Pai Ci­priano Quimbandeiro, Pai Cipriano de Angola…

Estas entidades recebem ofe­rendas na kalunga pequena, perto do Cruzeiro.

Também são ofertadas nas por­tas das igrejas e capelas.

Oferendas: Velas brancas ou brancas e pretas, marafo, café preto e tabaco.

Uma Linha pouco conhecida, mas também ligada a São Cipriano, se chama Linha dos Protetores.

Neste grupo tra­ba­lham espíritos de velhos magos europeus, ciganos curandeiros e misteriosas entida­des do fundo do mar.

São Cipriano está vivo e é do bem.

As receitas exóticas dos Livros de São Ci­priano

(Capa de Aço, Capa Preta, Capa Vermelha, etc…)

jamais foram praticadas ou escritas por ele.

Elas são uma triste con­­tribuição da magia negra européia.

Os segredos de São Cipriano passa­ram para os Mulojis da Kimbanda e

foram repartidos com alguns adeptos da Quim­banda.

Contudo, ainda existe o mistério.

Quais seriam estes segredos?

Como diz um velho Ponto Cantado de São Cipriano:

“Santo Antonio é mandingueiro,

Santo Onofre é mirongueiro.

Ai, ai, ai, meu São Cipriano…

Negro que sabe fazer bom feitiço,

Faz em silêncio, fala pouco e é quimbandeiro!”

As crianças da Umbanda

A linha de Cosme e Damião reúne os espíritos erês, as crianças que desencarnaram antes dos oito anos.

Trabalham nos terreiros sempre brincando e fazendo uma algazarra enorme, gostam de balas, refrigerantes, chupetas, bolinhas, gorros, carrinhos, bonecos e bonecas, enfim, tudo que as crianças da terra realmente gostam. Seus jeitos graciosos, encantam a todos nos terreiros, mas têm que ser controlados pelos dirigentes com muita determinação, porque normalmente procuram fugir das ordens da hierarquia, mais para brincar do que por desrespeito. Alguém perguntou ao Caboclo Akuan a razão das crianças ficarem sentadas nos terreiros,:

– Porque senão vocês não conseguem dominá-los. Respondeu de forma simples e objetiva.

Se hoje, com a experiência que adquirimos na vida, pudéssemos voltar à infância, com certeza seríamos meninos prodígios. Imaginem então uma criança com sete anos, com a experiência de várias reencarnações. E assim são as crianças na umbanda.

Recebi um telefonema de um senhor do interior do Estado, dizendo ter sido vítima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo. Convidei-o para vir ao terreiro fazer uma consulta. Ele veio, fez a consulta com um preto-velho. Após a linha africana, chamamos as crianças. O homem, sem arredar o pé do terreiro, talvez pelo interesse de assistir os trabalhos até o seu final, ficou assistindo a chegada das crianças. O Tião, nome da entidade, incorporada na Rita, parou na sua frente. Sentada, perguntou se podia fazer um desenho com a pemba, para ele. Riscou no chão do terreiro um mapa, como se fosse feito em vários pedaços, e dentro desenhou três corações.

– Tio, esses corações são seus três filhos.

O homem confirmou ter três filhos, demonstrando surpresa, pois ali ninguém o conhecia.

– Este desenho é tua terra, feita por vários pedaços.

Mais uma vez o fazendeiro confirmou que sua fazenda foi formada, com a aquisição de várias propriedades menores e vizinhas.

O Tião riscou, no meio do mapa, fazendo curvas, um risco como se identificasse um rio. Marcou nele um trecho com a pemba, e disse:

– Tio, teus bichinhos estão morrendo porque aqui a água está ruim por causa daquele veneno feio que você joga nas plantas. Finalizou, largando a pemba, e foi puxar o cabelo de uma outra criança que passava perto.

Outra ocasião, eu me dirigia ao congá para encerrar a gira, quando uma médium chamou minha atenção, afirmando estar sentindo a presença de um espírito querendo incorporar. Sou exigente, tudo tem seu momento, e aquele, com certeza, não era oportuno a qualquer tipo de incorporação.

– Segure a entidade, que agora não pode haver outras incorporações. Adverti, austeramente.

– Mas está muito forte, não sei se vou conseguir.

Dirigente tem que estar atento para todos os sinais. Como a médium era experiente, em condições de dominar, quando quisesse, as suas incorporações, fiquei em dúvida, se permitia ou não. O bom senso me fez mudar de idéia.

– Está certo, pode incorporar. E mais ninguém. Recomendei à corrente.

Imediatamente ela jogou-se no chão, rindo, batendo palmas, veio cumprimentar a hierarquia. Correu para o centro do terreiro, e sob o olhar de toda a corrente, olhou para mim e pediu:

– Vô, quero um dólar.

– O quê? Você quer um dólar? Para que você quer um dólar? Perguntei, sob o riso geral.

– Eu quero um dólar, senão não vou embora. Ameaçou.

Dirigindo-me à assistência, perguntei se alguém tinha um dólar para dar à criança. Alguém disse ter uma nota de dez dólares.

– Não, eu quero só um dólar. Reclamou a criança.

Uma moça, nos fundos da assistência, acusou:

– Eu achei na minha carteira uma nota de um dólar. Informou, já com a nota americana na mão. Convidei-a para entrar no terreiro e fazer a entrega da nota à entidade.

Junto comigo estava um pai-de-santo que veio nos visitar. Cochichando expliquei para ele:

– Esta moça, dona da nota, tem câncer na garganta.

Ela sentou na frente da criança e fez a entrega da nota. O espírito, fazendo muita festa com o presente ganho, bateu palmas, o pôs de lado e iniciou uma massagem na garganta da moça, exatamente no lugar da doença. Por sinal, hoje está completamente curada, claro não pela criança, mas não tenho dúvida que ela teve uma participação muita grande nesta graça.

Até hoje o pai-de-santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crianças e a forma esperta que teve de trazer a moça ao meio do terreiro para jogar sua vibração em sua doença.

Fonte: Pai Maneco

História do Exu do Lodo

O Exu do Lodo

Está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa (pertencente a essas outras entidades). Por essas razões ele pode ser muito visto em praias, rios e lagos.
Sobre a sua origem conta-se que ele teria sido um médico pesquisador muito conceituado em Amsterdã durante o século XVIII. Salvou a vida de muitas pessoas ricas e importantes mas sempre se recusou a tratar qualquer pessoa pobre que não tivesse dinheiro. Nunca fez caridade a pessoa alguma e só se importava com a fama e o status. Ele chegou a construir dois hospitais mas apesar da insistência de sua mãe em que ele começasse a ajudar também os mais necessitados, em momento algum dispensou qualquer atenção aos doentes que não lhe trouxessem algum benefício financeiro. Sua mãe acabou falecendo e o seu coração continuou sendo guiado pela arrogância e pelo interesse. Depois de muitos anos ele próprio veio a falecer e para sua surpresa ele acabou indo para as profundezas das regiões umbralinas (umbral corresponde ao inferno para os espíritas). Chafurdou no lodo das regiões infernais em grande sofrimento. Pois desperdiçou sua vida em interesses egoístas e mesquinhos. Mas após algum tempo de sofrimento sua mãe o socorreu e resgatou dessas regiões de sofrimento. Ele reconheceu seu erro e se arrependeu profundamente. Assim foi lhe dada nova chance de redenção e ele voltou a reencarnar. Dessa vez renasceu no Brasil, em uma família indígena. Mas veio a falecer cedo, com apenas 8 anos de idade foi mordido por uma cobra venenosa e veio a desencarnar. Novamente sua mãe o socorreu e no Plano espiritual retomou sua forma adulta (de sua antiga vida), estudou e pediu para cumprir sua missão como médico dos espíritos imundos. Dessa vez não reencarnaria, mas assumiria a forma de um Guardião do Lodo e recolheria todos aqueles que caíssem nas ilusões (todos que caíssem na lama) da vida assim como ele próprio havia caído. Assim se tornou a entidade conhecida como Exu do lodo.

Fonte: Pérolas da Macumba 

História da Pomba Gira Cigana das Sete Encruzilhadas

Pomba Gira Cigana das Sete Encruzilhadas

Pomba Gira Cigana das Sete Encruzilhadas

Essa Pombagira Cigana possui uma história bastante peculiar de solidão e sofrimento. Nasceu na Baviera (Bayern – popularmente conhecida por Bavária), uma das maiores regiões da Alemanha. Seu nascimento foi muito festejado por seus pais, que pertenciam a religião pagã dos Celtas – o Druidismo. Ela seria uma sacerdotisa (druidesa) e desde muito cedo aprendeu a arte de curar, os nomes das ervas e a interpretar os sinais da natureza. Aos doze anos era uma linda menina que conhecia muito de sua antiga religião.
Nessa época a Inquisição fazia incursões pela Europa caçando “bruxas” e antigos seguidores das religiões ancestrais. Seus pais sempre mantinham tudo muito bem guardado e escondido num porão. Mas, alguém os delatou e a Inquisição bateu em sua porta. Seus pais foram presos, julgados e condenados. Seu irmão foi degolado ali mesmo. E ela, por ser menina, foi preservada e levada até a Itália, para ser a serva de um importante Bispo. Durante um ano tentou em vão escapar. Quando a oportunidade surgiu, ela apunhalou seu captor e conseguiu fugir. Foi ajudada por um guarda em troca de favores sexuais.
Atravessou a Itália, com a intenção de retornar à Alemanha, mas quando soube das Guerras que por lá estavam acontecendo, decidiu ir para a França. Já estava com 17 anos e toda a sua inocência havia se perdido. Agora conhecia a realidade da vida e a crueldade do homem. Sobreviveu na travessia, escondendo-se pela estrada, viajando a noite e trocando favores como podia. Ela chegou ao sul da França em 1728 e se instalou numa choupana abandonada próximo a um vilarejo. Com o tempo, começou a praticar sua antiga religião e começou a ser procurada por aqueles que precisavam de ajuda. Ganhou a confiança do vilarejo e pode viver tranquilamente por vinte anos. Nunca quis casar, porque ainda lembrava os maus tratos que sofreu, quando menina, nas mãos de seu captor.
Porém, a Inquisição voltou a encontrá-la e dessa vez não escapou. Foi presa, julgada e condenada por prática de bruxaria. Torturam-na e enforcaram-na numa encruzilhada da vila. Muitos no vilarejo também foram mortos. Durante algum tempo seu espírito vagou querendo vingança e perseguindo aqueles que a condenaram. Quando foi recolhida à Aruanda compreendeu sua história e relembrou sua missão de vida. Foi convidada a ficar e a trabalhar; poderia usar todo o seu conhecimento ancestral e auxiliar a quem necessitasse. Assim, tornou-se a Pombagira Cigana das Sete Encruzilhadas, porque seu espírito viajou muito e conheceu muitas estradas…

Fonte: Pérolas da Macumba

Quem foi o primeiro Preto Velho a se manifestar na Umbanda?

Pai Antônio

Conhecido como o primeiro preto-velho a baixar na Umbanda, através da mediunidade de Zélio de Moraes. Teria sido um escravo em uma de suas encarnações. Foi também o espírito responsável pela inserção na Umbanda dos pontos cantados, enquanto esteve presente incorporando em Zélio Fernandino de Moraes foi o responsável por grande número dos pontos criados. O primeiro ponto de Umbanda, nasceu logo na primeira sessão quando Pai Antonio pediu o seu cachimbo. Contando a história de sua passagem pela terra, ele explicou que por ser um senhor de idade, não ia mais para o corte da lenha, mas quando foi buscar um feixe de lenha para a sua necessidade, se sentiu cansado, encostou no tronco de uma árvore e nunca mais acordou. Quando perguntando se sentia falta de alguma coisa, lembrou que o único bem pessoal que não pertencia ao senhor era o seu pito.

Existe um outro ponto cantado que esta entidade missionária ditou, que diz ser um KIMBANDA, que é uma palavra BANTU, originária da nação Angola, que remete aos sacerdotes – feiticeiros – curadores. Podemos inferir que Pai Antonio foi um africano angolano, que veio para o Brasil e vivenciou a escravidão.

Sua história

Dizem, nossos mais velhos, que PAI ANTONIO foi o INQUISIDOR de Frei Gabriel Malagrida (encarnação anterior do Caboclo das Sete Encruzilhadas) e teria aceitado “baixar” como preto velho ao lado do Caboclo fundador da Umbanda, acompanhando-o em todo o seu mediunato com Zélio, redimindo-se assim frente as Leis Cósmicas.

Independente de qualquer procedência, sem dúvida trata-se de espírito de grande elevação moral que nos deixou um exemplo inigualável de humildade e dedicação a religião de Umbanda, contribuindo decisivamente para a sua estruturação no plano terreno..

Fonte: Página Pérolas de Ramatís

Assim é Exú, Exú é assim

exú é assim

Botaram meu nome na corrente de orações, mesmo sem eu pedir. Obrigado por você ser meu “juiz” e gratidão pelo que você me deseja; mas quem recebe não sou eu e sim quem me protege, àquele que nunca dorme!!!

Exu é ativador de nossos merecimentos. Exu é a força que atua sobre o negativo de qualquer pessoa tentando equilibrar essa ação. É aquele que faz o erro virar acerto e o acerto virar o erro. É aquele que escreve reto em linhas tortas, escreve torto em linhas retas e escreve torto em linhas tortas.
Mesmo nos momentos em que nos vemos no meio do caos, Exu sabe fazer com que a ordem prevaleça. Exu não gosta de displicência e de injustiça, não aceita nada mais e nada menos do que lhe é de direito e de dever.
Exu não faz, não participa e não orienta nenhum tipo de magia negativa, Exu é Mago Realizador por excelência, e conhece absolutamente tudo sobre magia. No entanto, conhece também a Lei Divina e a cumpre com perfeição a cada momento. Magia negativa é ação do homem que deseja mais do que pode, deve e merece. Exu dá e faz somente aquilo que for de merecimento e de necessidade para o Ser, segundo a Lei Divina.
EXU, palavra iorubá (Èsù) pode ser traduzida como “esfera” representando o infinito, o que não tem começo nem fim e que está em todos os lugares, no Tudo e no Nada.
Ele é o “mensageiro”, recebe e leva os pedidos e as oferendas dos seres humanos ao Orum, o céu. É o Senhor dos caminhos, das encruzilhadas, da entrada e da saída. É o movimento inicial e dinâmico que leva à propulsão, ao crescimento e à multiplicação.
São espíritos iluminados que, de forma muito peculiar, conhecem nosso íntimo e nossa conduta muito mais que nós mesmos.

Autoria do texto:
TEMPLO ESTRELA DO ORIENTE
Rua Goias, 548 – Piedade – RJ – Estação de trem Piedade.
Tel: 021 2597-1323
http://www.temploestreladooriente.com/

A linha dos cangaceiros

linha dos cangaceiros

Esta linha de trabalho atua na Umbanda como força protetora e amparadora de todos aqueles que são fracos e vivem algum tipo de necessidade extrema, auxiliam na proteção da casa, no equilíbrio e harmonia dos trabalhos, podem dar consultas, atuar nas ações de descarrego e desobsessão, entre tantas outras formas de atuação e manifestação. A sua especialidade é a doutrinação e recolhimento de quiumbas e o desmanche de magias e trabalhos negativos. São muito aguerridos, na maioria das vezes apresentam-se de forma brusca e rude, mas são muito amorosos e amigáveis. Devemos lembrar que todas as linhas de trabalho são amparadas por uma hierarquia divina que está sempre ligada a um Orixá Regente. Inicialmente, estão sendo associados às irradiações do Pai Omulú e da Mãe Nana, mas podem ter campos de atuação em todas as 7 irradiações divinas. Os Cangaceiros são espíritos em evolução assim como nós e que receberam a oportunidade de atuar no plano espiritual dentro de uma religião que não discrimina e nem julga as pessoas pelo que elas foram e viveram. Deus sempre dá a todos nós uma nova oportunidade, esta linha de trabalho certamente é um dos instrumentos de nosso PAI para ajudar nossos irmãos em suas caminhadas. Quem sabe assim eles podem ajudar a resgatar e encaminhar cada uma das pessoas a quem eles possam ter causado algum mal! Vamos estender as mãos e dar esta oportunidade de trabalho aos nossos irmãos e a nós mesmos, pois também temos muito o que aprender com eles.
Nomes de alguns Cangaceiros mais conhecidos: Zé do Cangaço, Severino, Maria do Cangaço, Cangaceira 7 Lagoas, Maria Bonita, Chiquinho Cangaceiro, Corisco, entre outros.

MENSAGEM da SENHORA POMBAGIRA ROSA CAVEIRA

pombagira rosa caveira

Um dia uma moça me procurou e perguntou meu nome. Eu disse: ―Sou Rosa Caveira. Ela respondeu: ―Credo! E eu: ―Credo por quê? Qual o motivo? ―Esquisito…, tornou ela.
Bom, para quem não me conhece, vou explicar esse nome.
Sou Rosa Caveira.
Trabalho pela Rosa do Amor da Vida, trazendo a Caveira da Morte para tudo aquilo que pretenda matar o amor.
Não sou dona da Rosa e nem da Caveira. Sou apenas filha e servidora, por devoção. Do meu jeito, do jeito que posso.
A Rosa é símbolo da Mãe da Compaixão.
A Caveira é símbolo do Pai da Vida.
A Rosa é o Amor Divino que não morre nunca.
A Caveira só mostra e recolhe o que não pertence ao Amor, para restaurar a Vida. Pois sem Amor não há Vida.
Trago a Rosa para dar Vida a quem desaprendeu a amar.
Trago a Caveira para recolher o sentimento de amor que secou no coração humano.
Se você olha para uma rosa, nem sempre lembra que a raiz dela está na terra. E a terra precisa de qualidade para manter essa vida. O que sustenta a flor não é visível ao olho comum. E o que pode estar matando a flor também não.
Quem secou por dentro do coração deixou de viver. Ninguém vê, mas está acontecendo. Então eu trago a Caveira para recolher essa dor, essa “morte em vida”. E trago a Rosa para renascer aquele coração.
Sou Rosa Caveira. E só. Ajudo como posso, para que mais e mais corações estejam vivos. E para que todos compreendam que Morte é renascimento, e nunca é fim.
O tecido que adoece precisa ser removido, para que um novo surja e o todo se mantenha vivo. Tudo trabalha para que o Amor permaneça, pois Ele é Fonte de Vida.
Nenhuma dor vem sozinha. Ela traz consigo a força da reparação.
É isso que faço: trago caminhos de reparação para as dores do coração, para que todos tenham Vida.
Receba da minha Rosa o Amor, a cor, o perfume, a luz. Desperte no seu coração o gosto pela Vida, que nasce alimentado pelo Perdão, pela Compaixão e a Misericórdia de Deus.
Entregue para a minha Caveira tudo aquilo que vem consumindo o seu coração: a mágoa, o ressentimento, a revolta, o desamor, o desespero, a falta de confiança e o desrespeito por si mesmo, os pensamentos de vingança, tudo.
E não queira amarrar ninguém ao seu lado! Porque o amor não se impõe, ele só abraça, acarinha e dá Vida. Desista desse crime, porque o olho que tudo vê é também o Pai da Liberdade.
Limpe a taça do seu coração do fel do desejo de posse a qualquer preço. Alimente-o com o mel da Mãe da Compaixão, para ter também o amparo do Pai da Vida.
Escolha se quer estar vivo ou se pretende ser um morto-vivo.
Sua alma não morrerá nunca. Mas os seus sentimentos podem adoecer e secar. Não permita. Cultive rosas no seu coração e encontrará perfume em todos os caminhos por onde passar.
Aceite a Rosa que lhe ofereço.
A Caveira não lhe posso dar. Sem ela eu não teria como lhe ajudar a se tornar, para todo o sempre, uma filha ou um filho devoto da Rosa Maior.
Aceite a Rosa do Amor e cultive-a no coração. Foi ela quem me salvou quando eu andava perdida na escuridão, buscando morrer, sem saber que as almas não morrem jamais.
Por isso me tornei uma servidora da Rosa e uma portadora da Caveira.
Esta Caveira só faz por nos lembrar que “morte” é ilusão, pois o que existe é a Eternidade da Vida.
Então, aproveite! Reaqueça seu coração de amor e viva a eternidade desde já.

Tranca Rua de Embaré

Tranca Rua de Embaré

Para falar deste Exu quase desconhecido, temos de nos reportar a Santo Antônio.

Santo Antônio, nascido Fernando, teve uma infância comum em Lisboa, mas sempre ao seu redor ocorriam coisas sobrenaturais, como pássaros revoando nos recintos sob suas ordens. Na juventude, encontrou-se com frades franciscanos que esmolavam para ir até Marrocos. Ao saber que tais frades haviam sido barbaramente chacinados pelos muçulmanos, resolveu aderir à Ordem franciscana e ir até Marrocos, disposto a tornar-se mártir também. Lá chegando, não conseguiu seu intento, pois adoeceu e teve de voltar. No caminho de volta, o “destino” o fez encontrar-se pessoalmente com Francisco de Assis, e assim tornou-se um dos maiores divulgadores dos pensamentos de Francisco, levando uma vida de pobreza, generosidade e profunda reflexão. Efetuou curas e milagres e assim tornou-se ao final da vida, em Pádua, aquele que depois foi considerado santo.

O Visconde de Embaré, devoto de Santo Antonio, construiu a igreja de Santo Antonio de Pádua, construção esta que teve sua obra suspensa por conta da guerra. Posteriormente, finalizaram e a mesma se tornou Basílica, com afrescos representando a vida de Antônio de Pádua.

Conta-se que no Brasil, os escravos sincretizavam os santos católicos, participando das festas, mas na verdade aproveitavam estes festejos para reverenciar seus Orixás secretamente. Como nas festas de Santo Antonio sempre havia fogueiras, pelo fogo associaram Santo Antonio a Exu, e assim até hoje, a Umbanda cultua Santo Antonio como o representante maior dos Exus. Algumas imagens de Santo Antonio o representam com um lírio na mão direita, significando pureza e uma chama de fogo na mão esquerda,simbolizando a caridade.

Esta conexão de Santo Antônio e a família Embaré, pode talvez nos levar ao senhor Tranca Rua de Embaré, e como todos os guardiões, faz a conexão entre o mundo espiritual e o físico, trazendo as características de seriedade, reflexão, intelectualidade, fraternidade e rigor que permeava a personalidade de Santo Antônio.

Ao estudar a história do mundo, podemos notar que Santo Antonio foi atraído em seu tempo por movimentos que eram contrários a toda linha de pensamento católico. Inicialmente,foi um sacerdote Agostiniano, mas posteriormente aderiu à Ordem Franciscana. Como já vimos, impressionou-se com os mulçumanos, e sabemos que centenas de anos depois, os negros malês, mulçumanos de origem africana que foram também escravizados, trouxeram seus conhecimentos milenares do antigo Oriente, sua magia, que foi absorvida na formação do candomblé brasileiro, o que também ocorre nas linhas de Umbanda cruzada.

Posteriormente, Antônio de Pádua, ou Antonio de Lisboa, deparou-se com a filosofia dos cátaros ou albigenses, que incomodavam tanto a igreja católica, que contra eles foi organizada a 3ª Cruzada, que os levou à destruição total, por volta do ano de 1240. Não sabemos quanto de influencia o pensamento cátaro conturbou os pensamento de Antônio, que na época tentava a sua maneira demovê-los de suas ideias. Os cátaros abominavam a corrupção que imperava na igreja naqueles dias, e voltavam seus estudos apenas para as escrituras dos primeiros apóstolos, não aceitando os dogmas do batismo, comunhão, eucaristia e tinham suas ideias próprias sobre casamento. Acreditavam que o homem já nascia com aptidão para o mal, e tentavam combatê-lo com boas ações e pensamentos, e este pensamento rebelde para a época, decretou sua pena de morte. Na época, Antônio de Pádua tentou trazê-los de volta aos preceitos católicos, sem êxito. Porém, na espiritualidade ele deve ter constatado as infâmias que os religiosos praticavam em nome de Deus, e já como espírito, por certo começou a ter a dimensão do Bem e do Mal verdadeiro.

O que podemos comentar, é que embora não saibamos muito sobre o Senhor Tranca Rua de Embaré, podemos nos lembrar de Santo Antonio homenageado pelo Visconde de Embaré, que tentou imortalizar a história e a obra de Santo Antonio, e nos reportar à vida deste santo, no ponto de vista de alguém que muito aprendeu, e que provavelmente no mundo espiritual, seu espírito antigo conseguiu compreender que as diversas formas de encontrar Deus não são melhores ou piores, e sim deve-se agregar o conhecimento das inúmeras fontes de conhecimento, pois todas elas levam ao Pai. Além deste enorme saber, agora, como espírito ascensionado, ele continua atuando, espalhando a Caridade, a Responsabilidade, a Firmeza de Caráter, e tem como seus seguidores estes espíritos que lutam por nós e para nós conduzindo a Chama de Luz entre os mundos.

Então, da mesma forma, devemos prosseguir, convivendo com as diferentes crenças, caminhos e situações, mas pautando no exemplo daqueles que venceram, dentro das imperfeições mundanas o preconceito, a ganância, a ignorância da Verdade.

Exu não nos quer santos, mas ativos dentro da energia de vida que cada um recebe, utilizando seu tempo na Terra para aprender, conhecer e entender, seja através dos livros, seja através da experiência própria, os vários caminhos que existem, e através do aprendizado, muitas vezes através do fogo do sofrimento, vamos nos moldando, transmutando na alquimia da Existência, para galgar, como eles, os inumeráveis degraus da Verdadeira Vida.
Exu quer compreensão, quer percepção do Certo e do Errado, quer que cada um de nós siga construindo sempre, edificando boas obras para que outros sejam beneficiados. Exu não quer lamentações, nem admite oportunismos, mas sempre que precisar, pode pedir a Exu a coragem e proteção necessárias para uma vida que não seja em branco, que tenha um objetivo, uma função, um significado.

Laroyê, Exu! – és o mensageiro!
Exu é Mojubá – meus respeitos, eu te saúdo Exu!

 

ORAÇÃO AO SENHOR TRANCA RUA DE EMBARÉ

Exu Tranca Rua Oração
Agô!
Reverência a vós, que é mistério sagrado da criação, é manifestação divina, peço que possa se manifestar entre nós conforme nosso merecimento, com seu poder, com sua força e magnitude, pelo caminho tribal que emana de vós, pelo caminho só vós conheces, pela força que só a vós pertence, força que você pertence, e pelo poder de trancar a vós concedido eu lhe peço
Que as barreiras que habitam em mim sejam trancadas.
Que o ouvido e sentimentos impuros que emanam de minha alma sejam bloqueados.
Quaisquer falsidades que emanam de mim sejam trancadas.
Que o rancor e a miséria que vive em meu coração sejam trancadas
Que a dissolução e superficialidades que nasçam de minhas palavras sejam obliteradas.
Que o egoísmo e a maldade que transcendam em minha mente sejam bloqueadas.
Que a palavra feia da minha boca e os pensamentos da minha cabeça contra o próximo, sejam trancadas .
Que a capacidade que os meus olhos têm de amaldiçoar e destruir, seja trancada .
E assim, a fonte primária de toda a criação, transcenda a tudo isso , e que através de sua essência mágica:
Destranque todas as portas do meu caminho
Destranque todas as passagens do meu dia
Destranque todas prosperidade materiais e espirituais .
Destranque o meu coração das amarguras .
Destranque o meu sustento todos os dias.
Destranque o meu corpo espiritual e o meu corpo material da agonia, do desespero que se escondem em cada noite
Destranque o meu trabalho, meus negócios e meu lar.
Destranque meus martírios familiares.
Destranque os meus olhos para as maravilhas do mundo espiritual.
Destranque a minha liberdade .
Pois és Força Sagrada do Divino Criador e portador supremo da vitalidade!
Salve misterioso Senhor Tranca Rua de Embaré!
Laroiê !

 Alex de Oxóssi

Povo de Aruanda