São Cipriano – O Santo da Quimbanda

Venerado pela igreja, adorado pelos feiticeiros, respeitado pelos magos…

São Cipriano, bispo de Antioquia, passou para a história co­mo um már­tir e ganhou a fama co­mo o mago mais conhe­cido do mundo.

Nascido no século III d.C., segundo a len­da, ele logo entrou para a irmandade dos magos depois de uma estadia entre os persas.

Na sa­grada terra do culto do fogo, ele aprendeu as ar­tes adivinhatórias e in­vocatórias.

Os ances­trais espíritos e gênios eram conhecidos por Ci­priano, que mantinha con­tato fre­qüente com o Mundo Invisível.

Voltando para sua cidade natal, Ci­priano começou exercer sua ren­tável pro­fissão.

Logo adquiriu fama e era pro­cu­ra­do por nobres, comerciantes e guer­rei­ros.Certo dia um cavalheiro apaixo­nado pe­diu um feitiço amoroso, um “filtrum”, co­mo chamamos em magia natural.

O al­vo era a bela e jovem Justina, nobre vir­­gem cobiçada por muitos ricos senho­res.

Justina havia sido recentemente con­ver­tida a uma nova e estranha religião…

Seus seguidores adoravam um judeu cru­cificado da Palestina que tinha feito muitas curas e profecias.

Aos olhos dos antio­que­nos isso era até engraçado.

Por que adorar um homem, se existiam tantos deu­ses e gênios?

Cipriano preparou um filtrum e nada acon­­teceu.

O cavalheiro apaixonado re­cla­­mou e exigiu o dinheiro de volta.

Nosso mago, muito contrariado e não acostu­ma­­do a falhar, refez a poção e adicionou um conjuro especial.

Nada!

Agora a coisa era para valer!

O Mestre Cipriano convocou o Rei dos Gênios em pes­­soa.

Dentro do círculo mágico ele or­de­­nou e o terrível Jinn se fez presente.

O gênio explicou que Justina era serva de uma entidade de maior magnitude e nada poderia fazer…

Dito e feito.

Movido pela curiosidade Cipriano vai até Justina.

Estabelece uma rica conversa com ela e percebe na garota uma luz espe­cial.

Dias depois, o poderoso Cipriano se con­vertia ao Cristianismo primi­tivo,

que nesta época era uma re­ligião cheia de magia, sa­be­doria e simplicidade.

Afinal, o Cristianismo nas­cente era o her­deiro da religião dos velhos ma­gos da Pérsia.

Não esta­vam os três grandes ma­gos persas diante do me­nino Jesus na noite de Na­tal?

Cipriano e Justina mor­rem juntos durante a perseguição aos cristãos.

Séculos depois, curan­dei­ros e benzedores eu­ro­pe­us vão pedir a Cipria­no, que virou santo, fa­vo­res e saberes.

O culto de São Cipriano chegou ao Brasil com os degredados portugueses perseguidos pela Inquisição.

Na memória eles traziam as fórmulas, orações e magias ciprianas.

Bem mais tarde os primeiros “livros de São Cipriano” chegaram aqui.

Com a chegada dos negros escravos, os Mulojis (xamãs) bantus tomaram conhe­cimento da tradição do mago de Antioquia.

Boa coisa!

Na Kimbanda Cipriano era con­siderado um Makungu (ancestral divi­ni­zado) e digno de culto.

Em Angola os Mu­lojis já cultuavam Santo Antonio, que se encarnou numa profetisa bantu cha­ma­­da Kimpa Vita.

Por isso, dentro do cul­­to de Cipriano os xamãs botaram muitas mirongas e mandingas.

O tempo passou e a Kimbanda virou Quimbanda.

Elementos da feitiçaria ocultis­ta e mesmo da magia negra penetraram nos ensinamentos dos sábios Tios e Tias africanos.

São Cipriano entrou nos mistérios da noite.

O respeito virou medo e assombro.

O santo ganhou Ponto Cantado, Riscado e Dançado.

Pulou do altar para o chão de terra, virou chefe de Linha e Falange, vestiu toga negra e até adquiriu um gato preto!

Na Lua Cheia de agosto ele tem festa à meia-noite, junto com a Comadre Salomé e os Compadres Bode Preto e Ferrabrás.

Até uma Fraternidade Mágica ele ganhou, quando Dom Fausto, um cu­randeiro,

encontrou um frade agonizando perto de um local desértico.

Examinando o doente, ele notou que o religioso fora mordido por uma vene­nosa serpente e estava à beira da morte.

Dom Fausto o carregou até sua casa e o curou com a ajuda de preciosas ervas.

Como agradecimento, o frade presenteou o curandeiro com uma velha cruz de ma­deira.

Noites depois, na pobre casinha de Dom Fausto, ocorreu um fato sobre­na­tural.

Uma estranha e misteriosa luz ema­nou da cruz, preenchendo todo o am­biente.

O curandeiro acordou e viu, ao la­­do da cruz iluminada, a figura de um velhinho barbado com mitra na cabeça.

O personagem que segurava um cajado, sorriu para ele e disse:

-“ Venho até você e peço…

Crie uma fraternidade de bons homens e mulheres, façam a caridade e curem em nome de Deus.”

O curandeiro, admirado, perguntou:

– “Quem é você?”

O espírito respondeu:

– “Sou Cipriano!”

Dias depois, Dom Fausto reuniu seus tios, alguns primos e contou o ocorrido.

Nasceu assim uma Fraternidade de cura sob a proteção de São Cipriano.

Isto acon­teceu no século XVIII, em Dezembro de 1771.

Durante algum tempo o piedoso gru­po só admitiu parentes.

Porém, se­gundo orientações espirituais, foram sendo convidadas pessoas de boa índole de ou­tras famílias e procedências.

Por tradição uma cidade mágica era escolhida para sediar a Fraternidade.

O critério da escolha sempre foi motivado por estranhas leis estudadas na Radiestesia.

Paraty (RJ) foi a cidade escolhida, pois, além das condições telúricas excelentes,

ela é toda construída com sólido simbo­lismo maçônico.

Coincidentemente, a re­gião também tinha forte presença kimban­deira e quimbandeira,

que com o tempo chegou até a receber os místicos cultos da Cabula e da Linha das Almas.

Hoje a cida­de não fica por menos, já que conhecemos algumas irmandades de iniciados caba­listas,

templários e yogues que se estabe­leceram por lá.

Na Quimbanda os espíritos de alguns pretos velhos de origem bantu se filiam na Linha de São Cipriano.

Estas são almas de antigos mandingueiros, feiticeiros (aqui com o sentido de xamã) e kalungueiros.

Todos mestres nas artes da cura e da magia.

Muitos até adotam o nome do Pa­­trono:

Pai Cipriano das Almas, Pai Ci­priano Quimbandeiro, Pai Cipriano de Angola…

Estas entidades recebem ofe­rendas na kalunga pequena, perto do Cruzeiro.

Também são ofertadas nas por­tas das igrejas e capelas.

Oferendas: Velas brancas ou brancas e pretas, marafo, café preto e tabaco.

Uma Linha pouco conhecida, mas também ligada a São Cipriano, se chama Linha dos Protetores.

Neste grupo tra­ba­lham espíritos de velhos magos europeus, ciganos curandeiros e misteriosas entida­des do fundo do mar.

São Cipriano está vivo e é do bem.

As receitas exóticas dos Livros de São Ci­priano

(Capa de Aço, Capa Preta, Capa Vermelha, etc…)

jamais foram praticadas ou escritas por ele.

Elas são uma triste con­­tribuição da magia negra européia.

Os segredos de São Cipriano passa­ram para os Mulojis da Kimbanda e

foram repartidos com alguns adeptos da Quim­banda.

Contudo, ainda existe o mistério.

Quais seriam estes segredos?

Como diz um velho Ponto Cantado de São Cipriano:

“Santo Antonio é mandingueiro,

Santo Onofre é mirongueiro.

Ai, ai, ai, meu São Cipriano…

Negro que sabe fazer bom feitiço,

Faz em silêncio, fala pouco e é quimbandeiro!”

Erê Pedrinho da Cachoeira

Sua história é muito bonita, morava em uma cabana no interior, viveu sempre uma vida humilde, com seus irmãos, não tinha brinquedos como os meninos da cidade, e fazia os seus com madeira e tudo que achava no caminho, gostava de nadar, por isso vivia sempre no rio, próximo a cachoeira, seus dias eram de brincar e cuidar da sua irmã mais nova, pois todos seus familiares trabalhavam na lavoura para produzirem seus sustento, sempre foi uma criança feliz, e cuidava da natureza, não maltratava os animais e gostava de brincar nas matas, aprendeu cedo a cuidar dos animais machucados, usava as raízes e plantas que sua mãe ensinou para trata-los, sua infância terminou aos 12 anos, quando certo dia, adoeceu, por mais que as rezadoras da região tentaram cura-lo nada sutil efeito, era dia de chuva intensa quando deitado ainda na cama doente seu cão lambeu-lhe o rosto, a partir deste momento desencarnou e o tempo começou a melhorar, na pequena janela do quarto onde jazia muitos pássaros se amontoavam e em silencio espiavam seu pequeno médico ir-se embora, sua irmã, chorou e saiu sentando-se a beira do rio, de repente flores apareciam na correnteza branda, ela começou a segui-las, indo de encontro a cachoeira, ali espantou-se quando notará que as flores caiam em forma suave uma a uma escorregando entre as gotas de água, algumas muito leves quase pairavam no ar, até que uma veio em sua direção, pousando lentamente em sua mão, sua irmão morreu muito velhinha e esta história contava a todos seus filhos em seu terreiro espírita.

As palavras de uma criança que um dia viveu aqui entre nós:

Queridos tios, a vida de vocês é como se buscassem sempre algo para completar a felicidade, mas esquecem de que para ser feliz não precisa buscar em algo material, e sim buscar a felicidade dentro de nosso coração, voltar as vezes a ser criança, lembrá?
Naquele tempo você era feliz com coisas tão simples, procurava sempre estar entre seus amigos, agorá porque procura ficar sozinho?
Felicidade é amar as pessoas como se fosse eterno aquele momento, quando um dia você estiver triste somente um grande amigo poderá trazer seu sorriso de volta, ser criança sempre é ser feliz, sorrir junto com um amigo é sorrir em dobro.

A doçura e o amor sempre complementaram minha vida então adora pirulito de coração.

Esta história foi psicografada pelo próprio Pedrinho da Cachoeira, meu querido Erê.

Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum

Sem Exú, nenhuma comunicação com o mundo espiritual é possível e não há proteção para o terreiro e nem para seus filhos

Exú é um orixá do panteão africano, também chamado de : Esu, Eshu, Bará, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. Orixá que liga os humanos ao mundo dos orixás. Sem Exú nenhuma comunicação com o mundo espiritual é possível, não há proteção para o terreiro, nem para seus filhos.
Exú faz a guarda e distribui bênçãos de fertilidade, fartura, proteção astral, prosperidade e boa sorte nos negócios. Se bem tratado e agradado como se deve sabe retribuir as oferendas em dobro, mas, quando Exú é esquecido, torna-se o pior dos inimigos, fechando os caminhos e trazendo má sorte a quem se esquece dele.

Qualquer cerimônia deve ser aberta com o Padê de Exú na qual se oferecem a Exú alimentos e bebidas votivas, etc., na intenção de que não perturbe os trabalhos com seu lado brincalhão e que agencie a boa vontade dos orixás que serão invocados no culto. Também conhecido como despacho de Exú.

Confundido com o diabo pelo exotismo de seu culto em alguns terreiros, que chega a parecer um verdadeiro espetáculo para impressionar a assistência.
Exu é o orixá da comunicação, da paciência, da ordem e da disciplina. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èșù, em iorubá, significa ‘esfera’, e, na verdade, Exu é o orixá do movimento. Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun (o mundo espiritual) e o Aiye (o mundo material) seja plenamente realizada, já que ele é o mensageiro dos orixás!!!

Exú

Exu é considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano… Exu no Candomblé é como os demais Orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais…
Assim como todos os outros orixás, Exú também tem seus pontos de atuação, que são as encruzilhadas e as estradas, mas no modo geral de se ver, Exú está e atua em qualquer tempo e lugar. O objeto que representa a força de Exú é o falo, madeira em formato de pênis ereto, além de todos os metais, onde geralmente são confeccionados os tridentes que representam a ligação de Exú com o céu e a terra… Muitos instrumentos de defesa (Pontiagudos e cortantes), representam a força deste orixá.
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Exú tem seu assentamento e representações esculpidos no ferro e no barro, suas cores são sempre o vermelho e preto e o dia da semana de maior força é a segunda feira… Apreciador de muita pimenta e dendê, seus pratos são sempre “quentes” e na maioria das vezes acompanha carne ou sangue animal… Mas lembrando que come de tudo um pouco, tudo o que a boca come, sendo assim considerado a BOCA DO MUNDO .

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Sobre a Luz da nossa sagrada Umbanda

A umbanda não apenas como religião, mas como ciência que conscientiza ao espiritual, requer de livros diversos para ser desvelada, de forma muito além do sentido religioso e meramente litúrgico.

A umbanda é de todos nós!

Entretanto, pertence a ele o macrocosmo, em um olhar de amplitude esperançosa e além dos dogmas posturais dos arquétipos religiosos que se originou, tamanha magnitude de amor em luz no que conhecemos como a nossa “Umbanda”.

Porém é no aferir do senso uno da auto-religiosidade de cada um, que pode se galgar o além do aforismo meramente auditivo e visual, para que aos poucos, possa haver o comprazer com a paz íntima que o desapego e a não submissão traz pela fé raciocinada, que é fortalecida pelas acepções e concepções no concernir e consentir nutrido de cada um; aprimorando ainda mais o “sentir ” dos mesmos, ante o qualificar e quantificar além das formas, dos modos e das maneiras no sentido do tudo que já há, na Umbanda que é de todos.

Da mesma forma que deixamos de ser coadjuvantes na atuação mediúnica pela temporalidade dos dons mediúnicos, nos tornarmos, pela atemporalidade de todos nós, mais sensíveis a sensibilização que somente o amor incondicional em viver de bem com a vida no que de melhor existe.

Esse senso íntimo de realidade pode nos gabaritar na atividade atuante de quem já participa ativamente em sã despertar, como os seus mentores em consciência espiritual ”divina e sagrado sempre “

O melhor livro, no meu ponto de vista a ser lido, é o da consciência em paz e do espírito alegre num convívio mais feliz

A umbanda pura é como a verdade absoluta, é a mesma fragmentada em algumas coisas que se dizem realidades ou verdades de cada um!

Perdoe-me é apenas uma pequena reflexão e análise.

Edson Rosa Rosa

Oração para Ogum

Pai Ogum, que minhas palavras e pensamentos cheguem até Vosso conhecimento, em forma de prece, e que sejam ouvidas e atendidas!

Ogum, Senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas eu encontre apenas as vitórias.

Ogum, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais minha jornada de crescimento espiritual. Que em meus caminhos, possa eu ser merecedor das Vossas bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege.

Meu Pai OGUM, não me deixe cair, não me deixe tombar!

PATACURI OGUM! OGUNHÊ, MEU PAI!

Nação Angola

A “nação” Angola, de origem Banto, adotou o panteão dos orixás iorubás (embora os chame pelos nomes de seus esquecidos inkisis, divindades bantos, assim como incorporou muitas das práticas iniciáticas da nação queto. Sua linguagem ritual, também intraduzível, originou-se predominantemente das línguas quimbundo e quicongo. Nesta “nação”, tem fundamental importância o culto dos caboclos, que são espíritos de índios, considerados pelos antigos africanos como sendo os verdadeiros ancestrais brasileiros, portanto os que são dignos de culto no novo território a que foram confinados pela escravidão. O candomblé de caboclo é uma modalidade da nação angola, centrado no culto exclusivo dos antepassados indígenas. Foram provavelmente o candomblé angola e o de caboclo que deram origem à umbanda. Há outras nações menores de origem banto, como a congo e a cambinda, hoje quase inteiramente absorvidas pela nação angola.

O Deus supremo e Criador é Nzambi ou Nzambi Mpungu; abaixo dele estão os Jinkisi/Minkisi, divindades do Panteão Bantu. Essas divindades se assemelham a Olorun e Orishas da Mitologia Yoruba, e Olorum e Orixá do Candomblé Ketu.

Os principais Minkisi são:

Aluvaiá, Bombo Njila, Pambu Njila: intermediário entre os seres humanos e o outros Jinkice (cf. Exú (orixá)).
Nkosi: Senhor dos Caminhos, das estradas de terra
Mukumbe, Biolê, Buré: qualidades ou caminhos desse nkise
Ngunzu: engloba as energias dos caçadores de animais, pastores, criadores de gado e daqueles que vivem embrenhados nas profundezas das matas, dominando as partes onde o sol não penetra.
Kabila: o caçador pastor. O que cuida dos rebanhos da floresta.
Mutalambô, Lembaranguange: caçador, vive em florestas e montanhas; deus de comida abundante.
Gongobira: caçador jovem e pescador.
Mutakalambô: tem o domínio das partes mais profundas e densas das florestas, onde o Sol não alcança o solo por não penetrar pela copa das árvores.
Katende: Senhor das Jinsaba (folhas). Conhece os segredos das ervas medicinais.
Nzazi, Loango: São o próprio raio.
Kavungo, Kafungê, Kingongo: deus de saúde e morte.
Nsumbu – Senhor da terra, também chamado de Ntoto pelo povo de Kongo.
Hongolo ou Angorô: auxilia a comunicação entre os seres humanos e as divindades.
Kitembo: Rei de Angola. Senhor do tempo e estações.
Kaiangu: têm o domínio sobre o fogo.
Matamba, Bamburussenda, Nunvurucemavula: qualidades ou caminhos de Kaiangu
Kisimbi, Samba_Nkice: a grande mãe; deusa de lagos e rios.
Ndanda Lunda: Senhora da fertilidade, e da Lua, muito confundida com Hongolo e Kisimbi.
Kaitumbá, Mikaiá, Kokueto: deusa do oceano.
Nzumbarandá: a mais velha das Nkisi
Nwunji: Senhora da justiça. Representa a felicidade de juventude e toma conta dos filhos recolhidos.
Lembá Dilê, Lembarenganga, Jakatamba, Kassuté Lembá, Gangaiobanda: conectado à criação do mundo.
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Ritual

Na Angola, os sacramentos são:

1 – Massangá: Ritual de batismo de água doce (menha), na cabeça (mutue), do iniciado (ndumbi), usando-se ainda o kezu (Obi).
2 – Nkudiá Mutuè: (Bori)- ritual de colocação de forças (Kalla ou Ngunzu(Angola)= Asé(Axé) = Muki(Congo)), através do sangue (menga) de pequenos animais.
3 – Nguecè Benguè Kamutué: ritual de raspagem, vulgarmente chamado de feitura de santo.
4 – Nguecè Kamuxi Muvu: Ritual de obrigação de 1 ano.
5 – Nguecè Katàtu Muvu: Ritual de obrigação de 3 anos (Nguece = obrigação), nessa obrigação, faz-se o ritual de mudança de grau de santo.
6 – Nguecè Katuno Muvu: Ritual de obrigação de 5 anos, preparação quase que identica a de um ano, só que acompanhada de muitas frutas.
7 – Nguecè Kassambá Muvu:ritual de obrigação de 7 anos, quando o iniciado receberá seu cargo, passado na vista do público, sendo elevado ao grau de Tata Nkisi (Zelador) ou Mametu Nkisi (Zeladora).
As obrigações, são de praxe para os rodantes, porque Kota (ekedi) e Kambondo (ogã), ja recebem seus cargos na feitura, portanto já nascem com suas ferramentas de trabalho, dão suas obrigações para aprimorar seus conhecimentos.
Em Angola, quem passa cargo são os enredos de Dandalunda. Isto é, não é preciso ser filho de Dandalunda, mas é ela quem autoriza aquela pessoa a receber o cargo.
Após 7 anos de obrigações, se renovarão a cada ano com rito de obi ou borí, conforme o caso, repetindo-se as obrigações maiores de 7 em 7 anos para renovar e conservar o indivíduo fortte, transformando-o em Kukala Ni Nguzu- Um ser fotte.
Kunha Kele: Sacramento realizado 3 meses e 21 dias após a feitura ( tirada de kele), quando o santo soltará a Kuzuela = Ilá.
Ordem de barco (sequência das pessoas recolhidas juntas para iniciação) na Angola

1º – Kamoxi, 2º – kaiari, 3º – katatu, 4º – Kakuanam, 5º – kakatuno, 6º – Kassagulu, 7º – Kassambà.

Na hierarquia de Angola o cargo de maior importância e responsábilidade são: é mais frequente se dizer Tata Nkisi (homem) ou Mametu Nkisi (mulher)

Exú é o equilibrio de tudo

Abaixo transcrevo uma lenda que encontrei num livro de Pierre Vergé. Mesmo advinda de uma visão mítica, própria do Candomblé, a estória me parece bastante auxiliar para a compreensão de Exú também como arcano da Umbanda:

Havia uma estrada que dividia quatro fazendas, cujos fazendeiros eram amigos. Certa vez passou um homem por essa estrada, que sobre a cabeça usava um vistoso chapéu. Ao final do dia, os fazendeiros comentaram o fato. Um deles disse: “Viram o homem de chapéu preto?” E o outro: “Preto? O chapéu era azul!”. E o terceiro: “São cegos? O chapéu era verde!”. E o último: “Vocês estão loucos, eu vi bem e o chapéu era vermelho como sangue!”. E passaram a discutir. Sem que um conseguisse convencer o outro, acusaram-se mutuamente de mentirosos. Juntou gente para ver o tumúlto. Já estavam nas vias de fato quando lá de trás grita o tal homem: “Parem de brigar, estúpidos! Era eu quem usava o chapéu. Eu sou Exú, e gosto de causar confusão!” Parece boba, mas a lenda é instrutiva. Exú nada mais fez do que passar pela estrada com seu chapéu de quatro cores (a simbolizar os quatro elementos, os pontos cardeais, as quatro fases do processo alquímico…), indicando que domina as forças da natureza e situa-se no centro desse poder. Esse também é, em outras palavras, o significado da encruzilhada. Também confirmamos aqui que Exú, em sua completude, será sempre mistério, sobre-humano, para nós. Podemos mirá-lo em um de seus aspectos, ou em outro, mas seu todo permanecerá oculto.

Não foi Exú quem causou a confusão, os homens brigaram por si mesmos. Ele somente provou aos fazendeiros que se tivessem confiado um na palavra do outro teriam decifrado a verdade. Numa saudável lição de humildade, Exú devolveu aos homens sua própria torpeza. Eis um de seus muitos atributos. Por isso se afirma que ele é neutro e habita o ponto de equilíbrio entre o Céu e a Terra.

Exú é o equilíbrio de tudo.

Laroyê Exú

Mensagem de Preto Velho Pai Jerônimo

“Um certo dia, ele atendeu de uma senhora que lhe veio consultar sobre um tumor nos seios, diagnosticado por uma mamografia.

Passes daqui, trabalhos dali, enfim, uma consulta normal…vela, erva, água…

Disse o preto:

– É mizim fia… Tá feito…mas num deixa de procurá o Homi de branco, dispois vem contá pro nego…nego vai ficá no toco esperando zunce vortá…

E saiu a consulente.

Numa próxima gira, estava lá o preto no toco e chegou a sua consulente, já na segunda parte do trabalho.

– Podi entrá mi zim fia, tava le esperano….

– É meu Velho, fui no médico sim… ele disse que o tumor sumiu, vai ver foi engano, o que a mamografia mostrou foi uma sombra de um queloide, que eu já tinha de cirurgia anterior. mas vim lhe agradecer, pois sei que o Senhor me curou..

Diga, meu Pai, o que o Senhor quer de presente, quero lhe agradecer…

Em nossa casa, as entidades as vezes ganham presentes, charutos, bebidas, mas não que peçam, porque as pessoas trazem em agradecimento mesmo, como deve ser em todo lugar.

Mas naquele dia o preto pediu…

– Me traga um bolo de chocolate, mi zi fia, suncê pode faze isso…?? Mais tem qui ser na próxima gira… eu num vô tá aqui, mas fala com o caboclo chefe que ele manda mi chamá….

Todos estranharam, e eu mais ainda, passei a semana pensando naquele pedido, eu que amo bolo de chocolate, pensava comigo, Meu Velho… porque um bolo, Meu Pai… Até os filhos da casa acharam estranho e houve uma brincadeira ou outra… do tipo achando que iam comer o bolo….Alguém arriscou dizer que era a comemoração pela cura da mulher… Enfim… esperei ansiosa… Afinal… confio neles.

Em verdade torci para a mulher nem aparecer com aquele bolo…

Mas ela apareceu, e sentou na primeira fila, como tal bolo, todo confeitado de confetes coloridos.

Chegou o preto, com autorização do chefe do terreiro, que é Seu Serra Negra….

– Trouxe meu bolo, mi zim fia…

– Trouxe meu velho…

Então o preto levantou e disse que na assistência tinha uma menina, de cor morena, que estava fazendo aniversario, 14 anos, e chamou-a.

Disse à menina:

– Mi zim fia, esse é presente que sunce pediu ao seu anjo da guarda, ele não pode vir, mandou o nego te entregar…

A criança marejou os olhos e saiu com o bolo na mão, sentar ao lado da mãe, que chorava muito na assistência. Em 14 anos, nunca havia ganhado um bolo de chocolate….Nunca mais voltou, nunca mais vimos. E nunca esquecemos esta história.”

Autor desconhecido

Uma visita à Senzala

São 05h30 da manhã o despertador toca insistentemente me avisando que mais um dia se iniciava, irritado lanço um tapa violento no relógiofazendo-o parar de tocar e volto a dormir.Acordo de sobressalto olho pro relógio que marca 06h30 sinto um sorriso sarcástico nos ponteiros do relógio levanto rápidamente,lavo o rosto, escovo os dentes, faço a barba como de costume.

Como já estou atrasado resolvo diminuir o ritmo para descer e ao menos passar um cafézinho preto e comer um pedaço de pão com manteiga, ah que bom seria se tivesse um bom pedaço de bolo de fubá,como não tenho tempo para fazer um, fico com o pãozinho com manteiga e o café preto.

Enquanto tomo meu café sinto no ar um cheiro familiar, tento identificar o cheiro… é cheiro de fumo de cachimbo, arruda e guiné…

Olho novamente para o relógio, são 06h50 estou mais que atrasado, pego minha pasta, celular e carteira e saio correndo…Que trajeto cansativo ônibus e metrô lotados gente se empurrando e correndo para todos os lados, ao chegar no prédio vejo que esqueci um envelope com documentos importantes para entregar na faculdade e meu crachá, mais tempo perdido na recepção para fazer um crachá provisório para aquele dia.

Dia cheio, cansativo, muitas broncas e problemas a serem resolvidos, o dia parece não ter fim, vou me arrastando até que olho o relógio e já é hora de ir embora.Novamente é hora de encarar ônibus e metrô lotados até chegar em casa, chegando em casa jogo pasta, carteira, celular em cima da mesa e vou tomar um banho, estou tão cansado que somente troco de roupas e me preparo para dormir.

Assim que encosto a cabeça no travesseiro caio em um sono profundo e reparador, de repente acordo deitado na grama fofa molhada pelo sereno, ao meu lado de costas pra mim, sentado num tronco de árvore,está um preto velho.Sua luz e sua vibração me são peculiares, e de repente ele me saúda:” E e salve suncê zinfio, hehehe, num é doidera não fio sou eu mesmoVéio Juão da Mata, sei qui suncê num trabuca muitu cum eu, mais nego véio foi te busca.”Ele continua:” Noiti bunita né zifio, cér istrelado, lua cheia, hoje é dia de festa no terreiro, vamo fio se alevanta qui tem mais genti isperandu suncê lá senzala.”

Ele me estende a mão me levanta e me conduz pela mata até a senzala, pequenina, feita de pau a pique, no meio do terreiro está acesa uma grande fogueira, no ar um delicioso cheiro de café, milho verde cozido, bolo de fubá e broa assando no forno a lenha a mesa em umamoringa de barro um pouco de vinho e algumas broas já assadas.

Ao redor da fogueira muitos pretos velhos dançando e cantando uma cantiga embalados pelo batuque das crianças no fundo das panelas com o auxilio de colheres de pau, mas essa cantiga me é familiar…”Nego na senzala bateu sua caixa deu viva a iaiáá / Nego na senzalabateu sua caixa deu viva a Ioiô / Viva Iaiá Viva Ioiô / Viva nossa sinhora o cativeiro já acabou!!!!”

Ao me aproximar do terreiro uma velhinha, gorduchinha, muito simpática vem me receber:”Louvadu seja Zambi nosso Sinhô zinfio seja bem vindo à nossa Aruanda, essa nega véia tava isperandu suncê se achega. Vamu cumê i bebê pruque é dia di festa, não é sempre que se tem visita pur aqui.”

Fui levado à mesa e comi os mais deliciosos quitutes que já havia provado em minha vida, mas é claro, feitos com o amor das vovós não poderia ser diferente.

Então após cantarmos muito a Vovó que me recebeu vem conversar comigo:”Fio essa nega véia é a Vó Juana di Angola que suncê cunheci muitu bem, essa nega pediu pra Véiu Jão da Mata busca suncê pra suncê intendê umas coisinha.”

Eu: “Que coisas vó?”

Vó Joana: “Hehehe suncê já vai saber”Ao longe vejo se aproximando um velhinho com um filá branco na cabeça, muito curvado pela idade e ainda ao longe o reconheço é meu querido e amado Pai Velho, Pai Guiné de Aruanda, que pacientemente tem trabalhado comigo nos dias de gira no terreiro.Ele vem se aproximando e me saúda:”Louvadu seja nossu sinhô Jesus Quistu zinfio seja bem vindu ao nossu recantu, agora qui suncê já foi acoidu pelos guiaradu que trabaia cum suncê na terra agora vamu prozia.””Sabi fiu nóis obiservamu suncê hoje… e ficamu triste ca manera qui suncê se negativo.”

Vó Joana: “Nóis truxemu sunce qui pra ti mostra como as coisa são simpris, vê aquela mesa farta fio?”

Eu: “Sim, vó”

Vó Joana: “Pois é num tem as coisarada da casa di sinhozinhu fio só tem broa, bolo, miu cuzidu, sangui di cristo, e daquele qui na casa grandi num si bebi, é…. zifiu, e mudéstia a parti tá bão dimais né? Hahahahaha”

Eu: “É sim Vó está tudo muito gostoso”

Vó Joana: ” É pruqui foi tudu fitu cum amô, zinfiu, cum amô…”

Eu engoli seco as palavras dá vó e só pude deixar rolar algumas lágrimas de meus olhos e continuando a conversa Vô João sematerialisa ao meu lado.

Vô João: “Fiu sabe aquele ponto qui sincê tanto gosta?”

Eu: “Qual Vô?”

Vô João: “Quantas istrela tem nu céu / Nego Véiu já contô / Nu rosáriu di Maria meu Sinhô / Negu Véiu já Orô”

Eu: “Sei Vô”

Vô João: “Suncê já percebeu que esse ponto fala de humirdade e fé???”

E mais uma vez lágrimas rolaram de meu rosto e por fim Pai Guiné se manifestou.

Pai Guiné: “É fio mesmo trabaiando todo sábado com nóis e mais os Cabocro, os Erêzim, a Baianada, us Marinheru, us Boiaderu, us Ciganu e até cum us Cumpadi i as Cumadi suncê num aprendeu a lição mais simpris que tem……”

Eu com lágrimas nos olhos perguntei: “Qual? Meu Pai”

Pai Guiné: “Amar a si própriu”

Eu: “Não entendi Pai”

Pai Guiné: “Simpris se a nega véia não tivesse um amor tão grandi etão profundo por ela mesma não cunsiguiria colocar amor naquilu qui feiz, o Véiu Juão se não se amasse em primeiro lugar não poderia amar ao Pai Criadô di tudu i di todus, pois ele se amandu se reconhece como parti do Pai em sendu parti du pai ele foi capaz di encontrar a paiz e a pacença pra cunta as istrela du céu e ora inquantu cuntava. Intendeu, zifiu, pru qui qui negu véiu trazeu suncê qui?”

Eu: “entendi”

Pai Guiné: “Pois leve cum suncê tudu qui viu, qui sintiu, qui aprendeu i divida cum seus irmão dispostu a aprendê cum suncê, tábão?”

Eu: “Sim meu véio pode deixar.E despertei no horário de sampre, mas com a certeza de que um bom dia quem faz sou eu na companhia de Deus.

Ditado por Pai Guiné de Aruanda, Vovô João da Mata e Vovó Joana de Angola.

Um abraço fraterno

Daniel de Oxóssi

Pai Oxossi e o Mistério Caboclo

Pai Oxossi na Umbanda foi sincretizado com São Sebastião, santo católico, que reune muitas das características do arquétipo de Oxossi, assim sendo suas festividades ocorrem em 20 de janeiro.

Pai Oxossi rege a 3ª linha de Umbanda a linha do conhecimento, em seu polo positivo, junto com Mãe Obá, em seu polo negativo.

O elemento de Pai Oxossi é o vegetal, seu campo de força são as matas, bosques e florestas.

Em geral os filhos de Oxossi são curiosos, gostam de viajar, estudar, fazem amizades e passam a confiar nas pessoas muito facilmente.
Preferem ficar em locais ao ar livre a ficar em locais fechados, não gostam de monotonia, conversas tolas e pessoas falsas.
Costumam ser galanteadores, confiáveis, leais, sensíveis às necessidades do próximo, muito prestativos e gostam muito de falar.
Entretando podem ser também críticos ácidos, liguarudos, respondões, vingativos e briguentos.

Cor: verde
Velas: verde, branca
Sincretismo: São Sebastião
Frutas: todas
Flor: flores do campo
Número: 5
Planeta: Mercúrio
Bebidas: vinho tinto ou cerveja clara

Nossos queridos Caboclos e Caboclas são sem sombra de dúvidas alguns dos guias que mais chamamos ao terreiro para nos auxiliar em nossas dores e angústias.

São doutrinadores por natureza e atuam nas 7 linhas e irradiações divinas, nos ligando assim, aos nossos queridos Pais e Mães Orixas.

Temos caboclos e caboclas atuando sob o amparo dos 14 Pais e Mães Orixás, alguns trabalhando sob o amparo de mais de um Orixá para poder nos auxiliar ainda mais.

Seu ponto de força também são as matas onde podem e devem ser oferendados sempre que necessário.

A seguir passarei uma oferenda simples para se pedir o Axé de Pai Oxossi e outra para se pedir o Axé de nossos Caboclos e Caboclas.

É claro que quando uma entidade nos passar uma oferenda a ser realizada ela nos passará de acordo com nossa necessidade ou de acordo com as especificidade daquilo que se precisa alcançar, sendo assim alguns elementos podem diferir, diminuir ou serem acrescidos.

A seguir uma oferenda simples para Pai Oxossi.

Antes de se oferendar Pai Oxossi e/ou seus caboclos devemos oferendar a esquerda de Pai Oxossi para entrar em seus domínios para assim podermos assessar o lado sagrado.

Oferenda para os Senhores Exus e Senhoras Pomba Giras de Oxossi

1 vela preta
1 vela vermelha
1 vela verde
1 cigarro de filtro branco
1 charuto
1 champanhe rosé
1 garrafa de água ardente

No chão ao lado esquerdo de onde se pretende arriar a oferenda fazer um triângulo com as velas sendo no vértice, que aponta pra cima, ficará a vela verde, no vértice esquerdo a vela preta e novertice direito a vela vermelha.
Acender as velas e circular o triângulo com as bebidas depoitando as garrafas dentro do triângulo.
Acender o charuto e o cigarro e colocar, respectivamente, na boca da garrafa de água ardente e de champanhe.
Ajoelhar e pedir licença aos Exus, Exus Mirins, Pomba Giras e Pomba Giras Mirins de Pai Oxossi para arriar sua oferenda só então começar a montar a oferenda para Pai Oxossi.

Oferenda para Pai Oxossi:

1 pano verde (quadrado 1mx1m ou 50cmx50cm)
7 velas verdes
7 velas brancas
frutas variadas
flores do campo
cerveja clara

Na mata pedir licença aos Exus, Exus Mirins e Pombogiras que guardam o ponto de Força de Pai Oxossi e então dispor o pano verde no chão, arrumar as frutas e as flores encima do pano circular com as velas de forma intercalada, 1 verde, 1 branca, até completar, acender as velas e circular a oferenda com a cerveja clara.

Então ajoelhar, fazer a invocação e os pedidos.

Oferenda para os Caboclos e Caboclas:

7 velas verdes
frutas variadas
flores do campo
água de coco ou caldo de cana (garapa)
7 pembas verdes
1 folha de bananeira

Proceder como na oferenda a Pai Oxossi, pedir licença aos Exus, Exus Mirins e Pombogiras que guardam a mata então coloque a folha de bananeira no chão e por cima dela arrume as frutas, as flores e as pembas verdes, circule com as velas verdes, acender as velas, em seguida ciruclar com o líquido escolhido.

Fazer a invocação e os pedidos

Espero que tenham gostado desse artigo.

Um abraço fraterno

Daniel