História do Exu do Lodo

O Exu do Lodo

Está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa (pertencente a essas outras entidades). Por essas razões ele pode ser muito visto em praias, rios e lagos.
Sobre a sua origem conta-se que ele teria sido um médico pesquisador muito conceituado em Amsterdã durante o século XVIII. Salvou a vida de muitas pessoas ricas e importantes mas sempre se recusou a tratar qualquer pessoa pobre que não tivesse dinheiro. Nunca fez caridade a pessoa alguma e só se importava com a fama e o status. Ele chegou a construir dois hospitais mas apesar da insistência de sua mãe em que ele começasse a ajudar também os mais necessitados, em momento algum dispensou qualquer atenção aos doentes que não lhe trouxessem algum benefício financeiro. Sua mãe acabou falecendo e o seu coração continuou sendo guiado pela arrogância e pelo interesse. Depois de muitos anos ele próprio veio a falecer e para sua surpresa ele acabou indo para as profundezas das regiões umbralinas (umbral corresponde ao inferno para os espíritas). Chafurdou no lodo das regiões infernais em grande sofrimento. Pois desperdiçou sua vida em interesses egoístas e mesquinhos. Mas após algum tempo de sofrimento sua mãe o socorreu e resgatou dessas regiões de sofrimento. Ele reconheceu seu erro e se arrependeu profundamente. Assim foi lhe dada nova chance de redenção e ele voltou a reencarnar. Dessa vez renasceu no Brasil, em uma família indígena. Mas veio a falecer cedo, com apenas 8 anos de idade foi mordido por uma cobra venenosa e veio a desencarnar. Novamente sua mãe o socorreu e no Plano espiritual retomou sua forma adulta (de sua antiga vida), estudou e pediu para cumprir sua missão como médico dos espíritos imundos. Dessa vez não reencarnaria, mas assumiria a forma de um Guardião do Lodo e recolheria todos aqueles que caíssem nas ilusões (todos que caíssem na lama) da vida assim como ele próprio havia caído. Assim se tornou a entidade conhecida como Exu do lodo.

Fonte: Pérolas da Macumba 

História da Pomba Gira Cigana das Sete Encruzilhadas

Pomba Gira Cigana das Sete Encruzilhadas

Pomba Gira Cigana das Sete Encruzilhadas

Essa Pombagira Cigana possui uma história bastante peculiar de solidão e sofrimento. Nasceu na Baviera (Bayern – popularmente conhecida por Bavária), uma das maiores regiões da Alemanha. Seu nascimento foi muito festejado por seus pais, que pertenciam a religião pagã dos Celtas – o Druidismo. Ela seria uma sacerdotisa (druidesa) e desde muito cedo aprendeu a arte de curar, os nomes das ervas e a interpretar os sinais da natureza. Aos doze anos era uma linda menina que conhecia muito de sua antiga religião.
Nessa época a Inquisição fazia incursões pela Europa caçando “bruxas” e antigos seguidores das religiões ancestrais. Seus pais sempre mantinham tudo muito bem guardado e escondido num porão. Mas, alguém os delatou e a Inquisição bateu em sua porta. Seus pais foram presos, julgados e condenados. Seu irmão foi degolado ali mesmo. E ela, por ser menina, foi preservada e levada até a Itália, para ser a serva de um importante Bispo. Durante um ano tentou em vão escapar. Quando a oportunidade surgiu, ela apunhalou seu captor e conseguiu fugir. Foi ajudada por um guarda em troca de favores sexuais.
Atravessou a Itália, com a intenção de retornar à Alemanha, mas quando soube das Guerras que por lá estavam acontecendo, decidiu ir para a França. Já estava com 17 anos e toda a sua inocência havia se perdido. Agora conhecia a realidade da vida e a crueldade do homem. Sobreviveu na travessia, escondendo-se pela estrada, viajando a noite e trocando favores como podia. Ela chegou ao sul da França em 1728 e se instalou numa choupana abandonada próximo a um vilarejo. Com o tempo, começou a praticar sua antiga religião e começou a ser procurada por aqueles que precisavam de ajuda. Ganhou a confiança do vilarejo e pode viver tranquilamente por vinte anos. Nunca quis casar, porque ainda lembrava os maus tratos que sofreu, quando menina, nas mãos de seu captor.
Porém, a Inquisição voltou a encontrá-la e dessa vez não escapou. Foi presa, julgada e condenada por prática de bruxaria. Torturam-na e enforcaram-na numa encruzilhada da vila. Muitos no vilarejo também foram mortos. Durante algum tempo seu espírito vagou querendo vingança e perseguindo aqueles que a condenaram. Quando foi recolhida à Aruanda compreendeu sua história e relembrou sua missão de vida. Foi convidada a ficar e a trabalhar; poderia usar todo o seu conhecimento ancestral e auxiliar a quem necessitasse. Assim, tornou-se a Pombagira Cigana das Sete Encruzilhadas, porque seu espírito viajou muito e conheceu muitas estradas…

Fonte: Pérolas da Macumba

O trabalho de Ectoplasmia nos Terreiros de Umbanda

O Ectoplasma

O fluído chamado ectoplasma é a substância mais utilizada pelos caboclos e pretos velhos nas curas. O ectoplasma se torna vital, já que os espíritos não o têm, por se tratar de um fluido animalizado (doado pelos médiuns) que se “materializa” no plano etéreo.

Nas cirurgias astrais realizadas nos terreiros, é utilizado na recomposição de tecidos e regeneração celular.

Nos trabalhos de desmanche das magias negativas, potencializamos o ectoplasma, direcionando-o aos lugares onde se encontra a origem do feitiço mórbido, que geralmente são objetos vibratoriamente magnetizados e que continuam a vibrar no Plano Astral muito tempo, mesmo após a decomposição física dos materiais utilizados.

Os médiuns de incorporação que têm previsto no seu programa de vida a tarefa por dentro da Umbanda, são grandes doadores desse fluido vital. Ocorre que eles foram previamente sensibilizados pelos técnicos do lado de cá antes de reencarnarem, com o intento de “escoarem” abundantemente o ectoplasma, assim como o grande fluxo de água ininterrupto lavra o leito do rio para chegar ao mar.

– do livro EVOLUÇÃO NO PLANETA AZUL

Quem foi o primeiro Preto Velho a se manifestar na Umbanda?

Pai Antônio

Conhecido como o primeiro preto-velho a baixar na Umbanda, através da mediunidade de Zélio de Moraes. Teria sido um escravo em uma de suas encarnações. Foi também o espírito responsável pela inserção na Umbanda dos pontos cantados, enquanto esteve presente incorporando em Zélio Fernandino de Moraes foi o responsável por grande número dos pontos criados. O primeiro ponto de Umbanda, nasceu logo na primeira sessão quando Pai Antonio pediu o seu cachimbo. Contando a história de sua passagem pela terra, ele explicou que por ser um senhor de idade, não ia mais para o corte da lenha, mas quando foi buscar um feixe de lenha para a sua necessidade, se sentiu cansado, encostou no tronco de uma árvore e nunca mais acordou. Quando perguntando se sentia falta de alguma coisa, lembrou que o único bem pessoal que não pertencia ao senhor era o seu pito.

Existe um outro ponto cantado que esta entidade missionária ditou, que diz ser um KIMBANDA, que é uma palavra BANTU, originária da nação Angola, que remete aos sacerdotes – feiticeiros – curadores. Podemos inferir que Pai Antonio foi um africano angolano, que veio para o Brasil e vivenciou a escravidão.

Sua história

Dizem, nossos mais velhos, que PAI ANTONIO foi o INQUISIDOR de Frei Gabriel Malagrida (encarnação anterior do Caboclo das Sete Encruzilhadas) e teria aceitado “baixar” como preto velho ao lado do Caboclo fundador da Umbanda, acompanhando-o em todo o seu mediunato com Zélio, redimindo-se assim frente as Leis Cósmicas.

Independente de qualquer procedência, sem dúvida trata-se de espírito de grande elevação moral que nos deixou um exemplo inigualável de humildade e dedicação a religião de Umbanda, contribuindo decisivamente para a sua estruturação no plano terreno..

Fonte: Página Pérolas de Ramatís

A responsabilidade em ser Umbandista

responsabilidade

A responsabilidade

Em minha experiência como Dirigente Espiritual, tenho constatado que não apenas as pessoas de fora que têm uma visão deturpada da Umbanda; muitos médiuns atuantes também têm. Estar à frente de um terreiro é um verdadeiro desafio, e não pela parte espiritual, pois trabalhar com os Orixás e guias é simples e maravilhoso;difícil é lidar com os seres humanos.

Sei que é comum em terreiros dizerem ao consulente que ele precisa “desenvolver”, senão sua vida não irá pra frente, mas nunca vi ninguém explicar desenvolver o que, pra que, porque e pra quem…

Se tornar um Umbandista é assumir um compromisso perante a espiritualidade, mas principalmente com sua própria evolução. As pessoas têm que saber que ser médium é responsabilidade, dedicação, abnegação, firmeza.

E por falar em firmeza, o que se faz fora do terreiro também faz parte do pacote; sim, porque se é Umbandista 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês, 365 dias por ano.

Os médiuns têm que saber que responderão por cada palavra e gesto que praticarem em nome de seus guias, e isso é muito sério.

Guias espirituais não vêm em terra pra beber, fumar e dançar; eles vêm trabalhar, e não têm tempo a perder.

Muitos acham que ser Umbandista é chegar no terreiro, encontrar tudo pronto, incorporar (mesmo que não faça atendimento), pedir bebida, cigarro, dançar, desincorporar e ir pra casa; e acreditem, acham que fizeram muito.

Ninguém quer saber do trabalho que se têm pra manter tudo limpo (fisicamente e energeticamente falando), dos gastos, do tempo empregado, cada um só quer saber dos seus próprios problemas.

Eu tenho certeza de que muitos dirigentes sabem do que eu estou falando: você está correndo há dias, organizando tudo, arrumando flores, fazendo a comida, fazendo firmezas, lutando pra que tudo corra bem, e chega um filho querendo te contar um sonho que ele teve…realmente eu não sei o que algumas pessoas estão fazendo na Umbanda.

Não dá pra ser quase Umbandista, nem mais ou menos Umbandista, isso é impossível. Quem não tiver seriedade, amor, respeito suficiente, não perca seu tempo nem o dos Guias; você não nasceu pra isso.

Quando é que as pessoas vão entender que o terreiro é um local sagrado como qualquer outro templo religioso?

Que lá não é lugar de conversar, pensar nos problemas, no namorado, nos filhos, não é lugar pra picuinhas, ciúme, competição entre quem aparece mais, quem sabe mais ou quem manda mais?

Quando é que a Umbanda vai ser tratada com todo o respeito e seriedade que ela merece?

Quando é que as pessoas vão entender que é uma honra ter um Orixá no terreiro, ter um Guia Espiritual pra nos orientar, enxugar nossas lágrimas, nos aconselhar, enfim, nos ajudar em nossa caminhada evolutiva?

Poucos se dão conta disso, mas o terreiro é a casa dos seus Orixás e guias, é a casa onde eles se manifestam, e cada um que ali pisa tem a obrigação de zelar por ele.

Muitos zelam muito mais pelo seu próprio carro do que pelo seu terreiro; outros morrem de medo de perder o emprego, perder o namorado, perder a balada, mas não temem que seu guia se canse e vá embora,afinal, ele já faz muito de ir ao terreiro de vez em quando.

Inclusive, para muitos, ficar batendo de terreiro em terreiro e “dar passagem” de vez em quando aos guias é mais do que suficiente…sinceramente, tenho pena de pessoas assim,porque os guias não precisam delas, é exatamente o contrário.

A reflexão

Acho que os que se dizem Umbandistas deveriam fazer uma profunda reflexão sobre suas escolhas;muitos entraram pra a Umbanda, mas a Umbanda não entrou neles…

Dizer que é Umbandista da boca pra fora é muito fácil, mas lembrem-se: pode-se enganar poucas pessoas por muito tempo,muitas pessoas por pouco tempo, mas não se pode enganar todo mundo o tempo todo.

O que dizemos e fazemos em nosso próprio nome tem um peso; no nome deles a proporção é outra. Um dia encontraremos esses guias frente a frente, e deveríamos viver de forma a ser motivo de orgulho pra eles quando esse dia chegar.

De certa forma, nós remamos contra a maré; porque temos que lidar com o preconceito contra a nossa religião, contra os nossos guias “atrasados”, contra a visão errada que muitos têm de nós. Mas quem tem Mamãe Iemanjá vencerá qualquer tempestade, não é?

É tão natural pra nós ter um guia em terra, que muitos se esquecem do quanto isso é importante;tê-los por perto é benção, alegria, honra, sustentação, é a resposta as nossas dúvidas, é alento aos nossos corações, é a manifestação do amor e preocupação que Pai Olorum tem conosco.

Na nossa pequenez podemos ser tão grandes, e na nossa grandeza podemos ser tão pequenos aos olhos deles, só depende de nós, das nossas atitudes, pensamentos, vibrações.

Nós, Umbandistas, fazemos parte de algo tão grande; tanta coisa acontece num trabalho espiritual, tantos irmãos são ajudados, sejam eles encarnados ou desencarnados, a caridade se manifesta na forma mais pura.

Não perca a chance de participar ativamente disso, não perca a chance de lutar pela causa deles, que é a de dar um sentido às nossas vidas, evoluir e nos ajudar a evoluir também.

Se a Umbanda nos chamou é porque tem um propósito pra nós; não desperdicem o que foi dado a vocês enquanto outros não tiveram a mesma sorte.

Se queremos que a nossa querida Umbanda Sagrada seja vista com outros olhos, comecemos por nós mesmos…Axé.

Mãe Valéria Siqueira

As encruzilhadas

as encruzilhadas

As encruzilhadas são lugares simbólicos de reflexão para escolha dos caminhos que temos de seguir, mas também são lugares naturais, de intenso fluxo de pensamentos profanos, que têm serventia magística para que os Exus, que atuam sob a égide da Lei de Umbanda, se desvencilhem das negatividades por nós criadas ou atraídas em determinadas situações de nossas vidas: doenças, obsessões, enfeitiçamentos, mau-olhado, quebranto, inveja etc.

Outro aspecto profundo e infelizmente ainda oculto e mal compreendido referente às encruzilhadas, é o equívoco de só serem associadas aos cruzamentos urbanos. Em verdade, as en- cruzilhadas são realmente uma representação simbólica de algo muito maior, os entrecruzamentos vibratórios dos próprios Orixás e a atuação deles de acordo com o merecimento, momento existencial e livre-arbítrio de cada um de nós. Se os Orixás são vários e ligados aos elementos planetários e aos pontos de for- ças da natureza, seus correspondentes entrecruzamentos etéreo-
-astrais representam um universo abundante e de infinitas possi- bilidades para todos.

– do livro A UMBANDA É DE TODOS.
http://www.livrariadotriangulo.com.br/

Veja como evitar absorver a energia negativa das pessoas

energia negativa

A empatia é a capacidade de reconhecer e sentir as emoções de outras pessoas. Simpatia  sentir compaixão por outras pessoas. Muitas vezes para ser um “empata” significa que você estará absorvendo grande parte da dor e sofrimento em seu ambiente, o que pode sacrificar sua capacidade de se expandir a um nível mais elevado.

Se você convive frequentemente com uma pessoa negativa, você sabe o quão tóxica a sua energia pode ser. Aprender a não absorver as energias de outras pessoas é uma grande habilidade espiritual a se desenvolver. Aqui estão cinco maneiras de parar de absorver a energia negativa de outras pessoas.


1) Lembre-se, você não pode agradar a todos

Se alguém lhe assediar moralmente, reclamando sobre você, ou desrespeitar você, não faça de sua missão tentar convencer essa pessoa a gostar de você. Isso só vai sugar você ainda mais o seu campo de energia e vai fazer de você energeticamente dependente da opinião deles.

Nem todo mundo vai gostar de você. Todos estamos, aqui na terra, vivendo com um propósito diferente. Ao amar a si mesmo em primeiro lugar, você irá criar um campo de força em torno de outras pessoas que irá protegê-lo de ser tão esgotado por suas opiniões.

Também lembre-se: você não pode mudar ninguém. Não faça de sua missão tentar corrigi-los nesse momento também. Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é não tentar mudá-los, pois, agindo assim, você não vai alimentar a energia que eles estão projetando em você.


2) Tenha cuidado com quem você convida para a sua vida

Seu corpo, sua mente e o seu  ambiente são o seu templo. Quem você está convidando para eles? É um convite aberto? Será que as pessoas ainda limpam os pés  antes de caminhar ao redor deles, ou arrastam-lhe a lama de sua alma?

No Brasil existe uma gíria chamada folgado. O significado direto é “solto” ou “preguiçoso”, mas que realmente significa “freeloader”. Não é exato no Inglês equivalente pois  é mais uma mentalidade do que um estilo de vida.

Se você dá a uma pessoa um pedaço de pão, um dia, eles vão pedir pão todos os dias. Se você deixar alguém ficar em sua  casa para um fim de semana, então eles vão tentar ficar a semana toda (ou duas!).

Uma vez eu pensei que minha esposa estava ficando fria e com um espírito mesquinho para com alguns dos nossos vizinhos. Depois que eu percebi que ela estava apenas respeitando a si mesma e a sua casa! Eu valorizava sua postura e adotei o estilo como meu, a partir daí.

É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar  para que você você não seja  pisoteado, assim, optando por  ajudar aqueles que realmente precisam. Aprenda a dizer “não” é estar bem com isso.


3) parar de prestar atenção

Um parasita precisa de um hospedeiro para sobreviver. Quando você presta atenção em alguém, você está dando-lhe energia. Ou seja, se você se concentrar em vampiros de energia, eles vão entrar em sua mente e vão roubar seus pensamentos,  diminuindo drasticamente seus níveis de energia.

Algumas pessoas vão despejar sua energia em você e então dirigir para o próximo “pit stop“. Um ouvido amigo pode ser uma coisa maravilhosa, mas é, necessariamente, uma linha que precisa ser cuidado se se quiser manter a saúde de sua energia.

Talvez você encontrou-se como uma fonte de uma pessoa para retransmitir as suas frustrações no trabalho, um relacionamento ou mesmo realizações bem-sucedidas. Todas estas emoções podem drenar você de várias maneiras e fazer com que você comece a limitar a sua própria vida de maneiras não  produtivas.

Ame-se o suficiente para ajustá-los, dizer-lhes para parar, ou dizer-lhes que você não pode lidar com isso agora.Não economize em rejeitar sua energia tóxica.


4) Inspire natureza

Vá para a natureza meditar, relaxar e respirar. Purifique a água dentro de você, exercite e flutue fácil. Esteja como uma borboleta, flutue suavemente, mas mova-se rapidamente. A respiração aumenta a circulação do fluxo sanguíneo ao redor do corpo e ajudará a evitar que você  absorva a energia daqueles que o rodeiam. Caminhe com confiança, mantenha a cabeça erguida e não permita que ninguém faça você se sentir inferior. A lagarta come tudo em torno dela e se torna gorda, imóvel.

Deve-se primeiro tornar-se luz, a fim de voar.


5) Tome 100% de responsabilidade por seus pensamentos e emoções

Como você se sente é 100% sua própria responsabilidade.

O universo está enviando pessoas para a nossa vida para nos testar. A percepção que temos de nós mesmos é maior do que a percepção que os outros têm de nós. Você não é uma vítima, ninguém tem poder sobre você. Considere como seus pensamentos ou expectativas podem ter manifestado a situação que está incomodando você. E se a resposta estiver dentro de seu nível de paciência, irritabilidade ou compaixão? A menos que tomemos um tempo para nos observar, nós inconscientemente afirmamos nossa própria vitimização para o mundo que nos rodeia.

Uma vez que você se torna responsável pela maneira que você escolhe responder a algo, você se conecta com você mesmo a um nível mais profundo. Quando você está conectado a si mesmo a um nível mais profundo, você começa a não ser abatido nem projetado para fora de seu centro tão facilmente.

Coloque-se em situações que aumentam as suas próprias energias. Esta pessoa faz com que  você se senta bem? Você faz essa pessoa se sentir bem? Você é merecedor de uma experiência brilhante e é hora de perceber isso!

Aprenda a proteger-se contra as energias de outras pessoas  e comece com o amor-próprio. Lembre-se de que é importante para você estar feliz e em paz. Esteja pronto  para dizer não.

Você é o autor de seu próprio estado energético.

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Fonte: SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS

Assim é Exú, Exú é assim

exú é assim

Botaram meu nome na corrente de orações, mesmo sem eu pedir. Obrigado por você ser meu “juiz” e gratidão pelo que você me deseja; mas quem recebe não sou eu e sim quem me protege, àquele que nunca dorme!!!

Exu é ativador de nossos merecimentos. Exu é a força que atua sobre o negativo de qualquer pessoa tentando equilibrar essa ação. É aquele que faz o erro virar acerto e o acerto virar o erro. É aquele que escreve reto em linhas tortas, escreve torto em linhas retas e escreve torto em linhas tortas.
Mesmo nos momentos em que nos vemos no meio do caos, Exu sabe fazer com que a ordem prevaleça. Exu não gosta de displicência e de injustiça, não aceita nada mais e nada menos do que lhe é de direito e de dever.
Exu não faz, não participa e não orienta nenhum tipo de magia negativa, Exu é Mago Realizador por excelência, e conhece absolutamente tudo sobre magia. No entanto, conhece também a Lei Divina e a cumpre com perfeição a cada momento. Magia negativa é ação do homem que deseja mais do que pode, deve e merece. Exu dá e faz somente aquilo que for de merecimento e de necessidade para o Ser, segundo a Lei Divina.
EXU, palavra iorubá (Èsù) pode ser traduzida como “esfera” representando o infinito, o que não tem começo nem fim e que está em todos os lugares, no Tudo e no Nada.
Ele é o “mensageiro”, recebe e leva os pedidos e as oferendas dos seres humanos ao Orum, o céu. É o Senhor dos caminhos, das encruzilhadas, da entrada e da saída. É o movimento inicial e dinâmico que leva à propulsão, ao crescimento e à multiplicação.
São espíritos iluminados que, de forma muito peculiar, conhecem nosso íntimo e nossa conduta muito mais que nós mesmos.

Autoria do texto:
TEMPLO ESTRELA DO ORIENTE
Rua Goias, 548 – Piedade – RJ – Estação de trem Piedade.
Tel: 021 2597-1323
http://www.temploestreladooriente.com/

Que tal uma biblioteca no terreiro?

biblioteca no terreiro

O Centro de Umbanda “O Barracão de Pai José de Aruanda” sempre prezou muito pelo conhecimento de seus membros, seja através de cursos e camarinhas para médiuns e frequentadores ou até mesmo um “catecismo” voltado para os mais pequenos. Sendo assim, a ideia de se montar uma biblioteca com títulos voltados ao nosso tema religioso caiu como uma luva.

Como surgiu a ideia?

Foi em meados de 2012 que surgiu o primeiro passo, uma doação de livros espíritas conseguida pela filha Ediana, livros que vieram de um centro kardecista, com muitos exemplares bem velhinhos e empoeirados.

A filha de santo Carla Alencar, que sempre teve papel atuante nos movimentos do terreiro, resolveu restaurá-los, catalogá-los e tentar começar um movimento entre os filhos da casa, estes alugavam os livros por um valor simbólico, o que propiciou verbas para começar a comprar novos títulos.

“Queríamos ter condições de comprar nossos próprios exemplares, que pudéssemos investir em livros de nossa própria religião, mais específicos, já que na época nossa única “Bíblia Sagrada” acessível era o livro Umbanda de Barracão, de autoria de nosso Babá, que sempre foi o livro mais procurado até então” comenta Carla.

Um dos maiores entraves era a organização e o controle das locações, pois não existia ainda um computador e tudo era feito à mão, em folhas de caderno. Uma das filhas que ajudou bastante nesta fase foi a Giane Marques, ela comenta que não é fácil organizar uma biblioteca no terreiro, uma vez que o tempo para atender os sócios é pequeno, somente no dia dos trabalhos e nos momentos que antecedem o início da gira, dessa forma, é preciso dedicar dias paralelos para conseguir dar conta do recado.

As doações de tempo, esforço e livros não pararam por aí.

“Pouco mais de dois meses depois da primeira doação, a Ana Correa indicou o nosso terreiro para um centro espírita que estava fechando as portas e foi aí que, com a doação de mais livros espíritas, juntamos uma média de 450 livros na biblioteca. Se não tivéssemos feito uma doação recente dos livros mais voltados para o kardecismo, era para estarmos com mais de 600 livros” completa Carla ao mencionar mais uma grande colaboração.

Com o movimento da biblioteca muitos filhos passaram a colaborar, seja com doações ou com mão de obra, fazendo com que o volume aumentasse significativamente, seria difícil citar todos que ajudaram nessa matéria e correríamos o risco de deixar alguém de fora.

Para finalizar fizemos a seguinte pergunta para a filha Carla Alencar:

O que você diria para uma pessoa que queira fazer a mesma coisa pelo seu terreiro?

Resposta: Diria que é primordial a gente ter um maior entendimento sobre a religião, é claro que nossos amados guias espirituais nos ensinam e muito, mas devemos sim, ter um conhecimento maior sobre o começo, sobre a história em si da nossa religião. Eu aprendi com o meu pai de santo que a única coisa que vou levar daqui desse plano é o conhecimento, isso eu adquiro e ninguém pode tirar de mim, pensando assim vejo que é prazeroso trabalhar com os livros, ver outras pessoas crescendo, evoluindo, não é uma coisa feita somente para você, todos a sua volta  vão aprender junto, basta usa-los, e eles estão lá para isso, para serem desbravados, entendidos, enriquecer até nosso vocabulário. Com a tal da internet hoje, ficamos preguiçosos para escrever, usando diminutivos e abreviações em palavras, quando precisarmos escrever mais formalmente se quer iremos lembrar de como é a forma correta, o livro não nos deixa esquecer o quão rica é a nossa língua portuguesa, e ler sobre aquilo que se gosta torna tudo mais fácil.

Fonte: Giras de Umbanda

O que é a Mironga de Preto Velho?

É magia benfeitora nas suas mais variadas aplicações cósmicas com a finalidade de cura. É conhecimento milenar dos velhos magos de outrora, iniciados e sacerdotes das coisas místicas e ocultas de todos os tempos, que aplicam a alquimia astral para mudança dos estados de energia nos mais diversos planos, dimensões e densidades de manifestação da vida e do espírito imortal, com a finalidade única de caridade socorrista, trazendo alento e conforto aos sofredores de todas as espécies. A mironga é feita sem alarde, com humildade e serventia ao próximo, pelo amor aos filhos da Terra e do Além que perambulam inconscientes.
Tornou-se de senso comum entre os filhos, que aquilo que cura e não se sabe o que ou quem fez, se alardeia como sendo mironga de preto(a) velho(a), mas é só uma maneira de denominar-se a nossa característica de trabalho, que é de anonimato. Só se “fala” e se transmite o que foi feito quando o ser precisa refletir no mal que o aflige e mudar a sua postura mental. Para fazermos mironga, utilizamos as energias elementais dos quatro elementos: terra, ar, fogo e água e dos espíritos da natureza ligados a esses sítios vibracionais, e que lhes são afins, e os mais variados catalisadores, junto com os médiuns do terreiro para agirmos no plano Terra, material.

– do livro EVOLUÇÃO NO PLANETA AZUL