O Umbandista em extinção

Umbandista em extinção

“Se você, ao entrar em um terreiro, pede licença e saúda os assentamentos e firmezas da casa;
*Se você, ao ficar diante de um Preto Velho se ajoelha e pede sua benção;
*Se você, ao se afastar de um guia ou do altar, sai de costas e permanece de frente para o altar;
*Se Você, ao conversar com uma entidade, se curva e abaixa o olhar em sinal de respeito;
*Se você, ao tomar um passe, agradece de coração a entidade que o atendeu;
*Se você, ao ganhar de um guia um gole de sua bebida, pega sempre o copo com as duas mãos;
*Se você, ao ser convocado para um trabalho difícil, não se envaidece e se prepara com amor;
*Se você, ao ser corrigido por seu Pai/Mãe de santo não se enfurece, mas entende que é para sua evolução;
*Se você, ao encontrar seu Pai/Mãe de santo, toma sua benção, seja onde fôr;
*Se você, ao cantar determinados pontos de umbanda ainda se emociona como no início;
*Se você, ao perceber um erro de alguém, não critica, mas procura orientar da forma adequada;
*Se você, ao não entender um ensinamento ou doutrina, questiona,pergunta,ao invés de fingir que entendeu;
*Se você, ao ouvir comentários desnecessários dentro do terreiro os ignora e não se envolve;
*Se você, ao faltar ao gira ou em algum trabalho, pede desculpas aos seus guias por sua falta;
*Se você, ao fim de um culto ou trabalho fica feliz e ansioso pelos próximos compromissos;
*Se você, ao invés de priorizar as amizades com irmãos de santo, prioriza a casa que o desenvolve;
*Se você, ao se sentir fraco, busca a ajuda de sua casa ao invés de se afastar dela;
*Se você, ao presenciar algum problema em sua casa, não se omite e toma as devidas providências,mostrando-se atuante;
*Se você, preocupa-se tanto com o seu próprio desenvolvimento quanto com o dos outros;
*Se você, tem respeito e amor verdadeiro por sua casa e entende o quão é difícil em vários momentos mantê-la…

PARABÉNS POR SUA POSTURA, MAS CUIDADO, VOCÊ É UM UMBANDISTA EM EXTINÇÃO…”

Autor do texto: Divilio Fioravante Neto

Como consagrar um cachimbo para uso ritual

consagrar um cachimbo

Por Ed Pelizzari
1. Você precisa primeiro de um cachimbo só para uso ritual. Compre um indígena ou feito de jurema ou angico (são vendidos em lojas de artigos de Umbanda ou lojas de artesanato indígena).

2. Lave o cachimbo com marafo.

3. Numa Lua Cheia enterre-o na terra, de preferência ao pé de uma árvore.
Desenterre-o na Lua Cheia seguinte. O lugar precisa ser seco e tomar Sol.

4. Defume o cachimbo com ervas aromáticas (guiné, alecrim, alfazema).

5. Limpe-o com um pano embebido em marafo.

6. Ofereça o cachimbo a seu espírito protetor ou entidade de trabalho.

7. Coloque o cachimbo num altar pessoal ou numa mesa (se não tiver altar). Acenda uma vela branca ao lado de um copo com água mineral. Invoque a Mãe Terra (Cunhã, Cy-Ibi). Peça força para seu cachimbo.

8. Depois que a vela queimar, batize o cachimbo com a água do copo. Seque. Dê um nome mágico para ele e não diga o nome para ninguém!

9. Ponha um fumo forte e escuro no cachimbo. Acenda e bafore a fumaça nele todo.

10. Ninguém pode tocar em seu cachimbo. Só você.

Receita da tradição Centro Candeia da Anunciação (Linha do Jurá).

A balança de Xangô

balança de Xangô

No normal eu nunca aconselho a ninguém seguir os caminhos que eu optei por trilhar na minha vida, porque sempre escolhi os mais difíceis, e não raramente me perguntam, mas será que lá na frente você não vai se arrepender de tudo o que abriu mão, de tudo o que está perdendo?
É interessante pensar nisso e como nosso pensamento tende ao prejudicial neh, o que eu estou perdendo, mas toda balança funciona dos dois lados, se eu estou perdendo de um lado, do outro eu estou ganhando, e o que eu estou ganhando com tudo isso?
Esse “Olhar de Xangô”, vamos dizer assim, nem sempre é espontaneamente praticado, e é difícil fazer uma pessoa entender que quando abre mão de alguma coisa, aquela mão está livre para alcançar outra, porque no normal sempre se tem a impressão de se estar perdendo mais do que se ganha.
Algumas vezes sim, outras não, esse “desequilíbrio” entre essa compensação geralmente vem de acordo e equilíbrio com a medida que nós colocamos em todas as coisas, porque num geral nós sempre procuramos perder pouco e ganhar muito, e quando a lei do retorno nos apresenta essa compensação nos sentimos injustiçados, porque nós costumamos ter memória fraca pra tudo o que vem ao nosso favor, nunca aceitamos ganhar menos, mesmo que isso significa mais amanhã, sempre queremos tudo de uma vez.

Será que isso explica a desigualdade que encontramos em todos os lugares e frequentemente dentro da nossa casa?

Pense nisso.

Sabedoria de Preto Velho

Como a Umbanda trata o Adultério e Infidelidade

Infidelidade

A Umbanda é totalmente contra a promiscuidade sexual, pois a multiplicidade de parceiros, é muito prejudicial a faixa vibratória de qualquer ser humano. Ela praticamente desintegra o campo energético do indivíduo promiscuo, e isso certamente lhe traz danos ao físico.

Para Umbanda qualquer ato de amor, e o ato sexual é visto como um profundo ato de amor, só deve ser praticado, quando ambos parceiros estão de acordo com a pratica. No caso de uma das partes não concordar com o ato, constitui falta gravíssima, pois está indo de encontro à lei do livre-arbítrio. Para nós, umbandistas o livre-arbítrio, é uma lei divina, que deverá ser sempre respeitada.

Para a Umbanda o que une dois seres humanos no casamento ou relação deve ser o Amor, Enquanto este perdurar, há relação. No entanto acabando esse sentimento de amor, a relação tende a ser desfeita, pois não sobreviverá a sua falta. Assim a Umbanda não é diretamente contra o Adultério, mas o é na sua essência, pois é contra a uma relação que se sustenta sem o principal elemento: o Amor. Caso ainda houvesse Amor, a relação se bastaria entre o casal e certamente não haveria necessidade de traição e ou adultério.

 

01 – É justificável o adultério quando há grande afinidade entre os adúlteros?
Seria o mesmo que justificar a ação do assaltante que rouba por estar com fome. Embora descriminado perante as leis humanas, o adultério permanece um crime perante as leis divinas.
02 – E se ambos encontram o par de suas vidas fora do casamento?
Normalmente isso ocorre sob inspiração da paixão, que é péssima conselheira. Sempre sugere que encontramos a mulher ou o homem de nossa vida. Quando se consuma o relacionamento, geralmente com a dissolução da união anterior que o adultério provocou, ambos descobrem, na prática, que não foi como imaginaram.
03 – E aquele ditado segundo o qual nada acontece por acaso? Um encontro dessa natureza estaria programado pelo destino?
O destino tem costas largas, principalmente nos casos de adultério. É fácil atribuir-lhe desvios que nascem de nossas próprias mazelas. A vocação para a conquista amorosa, a exaltação da libido, o prazer de despertar desejo, a satisfação pelo olhar correspondido, a fantasia passional, são fraquezas que caracterizam o comportamento humano, favorecendo envolvimentos que não tem nada a ver com o destino.
04 – Há casos em que duas pessoas convivendo por força de compromissos sociais e profissionais, experimentam uma grande afinidade. Acaba acontecendo um envolvimento forte, a que ambos não resistem…
A possibilidade de adultério ocorre a partir do momento em que a afinidade entre o homem e a mulher deixa os limites da amizade para cair na passionalidade. Geralmente isso acontece porque as pessoas dão asas à imaginação.
05 – A relação deveria ficar contida em certos limites?
Não é proibido um homem ter amizade e carinho por uma mulher, e vice-versa, mesmo que ambos já estejam vinculados a compromissos conjugais. É um sentimento gratificante, o chamado amor platônico, desde que não alimentem fantasias sexuais e o sentimento de posse. a partir daí surgem os problemas.
06 – Não é complicado conter um relacionamento dessa natureza nos limites do amor platônico?
Depende da pessoa. Indivíduos que vivem em função dos sentidos, que valorizam o sexo, terão muita dificuldade. Já aqueles que cultivam mais os valores do espírito, sublimando os impulsos sexuais, conseguem conviver tranqüilamente com pessoas ligadas ao seu coração, sem se arderem em desejos inconfessáveis.
07 – Ás vezes o envolvimento entre duas pessoas, em ligação extraconjugal, é muito forte, tão forte que não resistem ao impulso de largarem as respectivas famílias para se unirem. E vivem relativamente bem. Não têm direito à felicidade?
Precária é a felicidade que edificamos sobre a infelicidade alheia. Se ambos eram casados e deixam cônjuge e filhos para realizar seu desejo, serão responsabilizados, em regime de co-participação, por males que venham a atingir suas famílias em face de sua ausência. André Luiz diz, com muita propriedade, que se a nossa felicidade é alicerçada sobre a infelicidade alheia, responderemos por isso.
08 – E se acontece o contrário? Se o indivíduo se casa muito novo, em face de um envolvimento passional e depois de alguns anos encontra aquela que seria a mulher de sua vida, com quem planejara unir-se antes de reencarnar? Não será justificável que vá ao encontro de seu destino?
Alegações dessa natureza geralmente são meras fantasias para justificar nossas defecções. ainda que procedentes, há que se considerar que nossos desvios, em relação ao que fora planejado na espiritualidade, geram compromissos que se sobrepõem aos anteriores e devem ser observados, principalmente quando há filhos

Fonte: Escola de Umbanda / Luz e Umbanda

Os cativeiros da mente

cativeiros da mente

Os piores cativeiros são os criados na mente.

O que são cativeiros da mente?

É manter a mente fechada ao novo,
É não ter atitude,
É ficar se fazendo de vítima
É ter preconceito,
É guardar mágoa,
É não praticar o perdão
É não aceitar mudanças
É ter medo de arriscar
É querer controlar coisas e pessoas para satisfazer seus caprichos.
É não aceitar-se a si mesmo e ao outro como realmente são
É por culpa no próximo, em Deus, no obsessor e não assumir a sua parcela de responsabilidade.
É manter pensamento fixo na dor,
É ficar preso ao passado, ansiar o futuro e não viver o presente,

Vosmeces querem conviver no planeta de regeneração muzanfios?
Tratem de libertar a vossa mente.

 

Pai João

O poder da Energia sexual

Energia sexual é energia criativa que move a vida, nossas vontades e desejos. ~ (Carl Gustav Jung)

“Muito cuidado com quem você compartilha sua energia sexual. Intimidade a este nível entrelaça sua energia áurica com a energia áurica da outra pessoa. Essas conexões poderosas, independentemente do quão insignificantes você acredita que elas sejam, deixam resíduos espirituais, especialmente nas pessoas que não praticam qualquer tipo de limpeza, física, emocional ou de outra forma. Quanto mais você interagir intimamente com alguém, mais profunda a ligação entre vocês e mais a sua aura estará entrelaçada com a do outro.

Imagine a aura confusa, a energia contaminada e tumultuada de alguém que dorme com várias pessoas e carrega consigo essas múltiplas energias? O que eles não percebem é que os outros podem em algum nível sentir estas energias, que podem por fim repelir energias positivas e atrair energias negativas em sua vida.

E mais, não adianta você se preservar e ter um parceiro ou parceira que não honra o seu próprio corpo e energia, ainda menos a sua . Você irá ser afetado indiretamente e precisará realizar limpezas energéticas e espirituais.
Como Lisa Patterson diz: “nunca durma com alguém que você não gostaria de ser.” Ou então, na afirmativa: escolha dormir com alguém que você gostaria de ser.

Nada como o Sexo com Amor. Nada como trocar a sua energia com quem você Ama e que também te Ama. Em meio à Total Confiança, à Plena Entrega, ao máximo da Intimidade, onde 2 se tornam 1 e é possível experimentar uma conexão profunda e inefável com a Divindade. E esse é também um caminho espiritual, um dos mais sublimes caminhos de Iluminação.”

A Umbanda e a Quaresma

A Umbanda e a Quaresma

A Quaresma, e o próprio nome revela, é um período de 40 dias que tem início após as festas ditas profanas (carnaval), culminando no domingo de páscoa.
Tem como finalidade, segundo os católicos, preparar o indivíduo, mediante processos de conversão e penitência, para a expurgação de influências carnais e mundanas e a absorção de valores sagrados.
* Tal período litúrgico, afirmam alguns, se consolidou no final do século III, tendo sido citado no 1o Concílio (Assembléia) Ecumênico de Nicéia, no ano 325.
Não obstante respeitarmos esta prática religiosa, própria dos católicos, devemos ter em mente que tal habitualidade pertence ao catolicismo, e não a Umbanda.
E por quê então uns números razoáveis de terreiros fecham suas portas, suspendendo as atividades espírito-caritativas durante este período ?
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1º Influência dos tempos de Catolicismo. Muitas pessoas que hoje são dirigentes umbandistas, no passado professavam a religião católica. Converteram-se à Umbanda, mas esqueceram-se de deixar na antiga religião preceitos próprios da mesma.
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2º Ignorância sobre o que significa Quaresma Dirigentes pouco acostumados a estudar e voltados a seguir mecanicamente o que outros fazem, num típico processo de imitação, acabam por implantar em suas
casas umbandistas a interrupção dos trabalhos. Pensam da seguinte forma: “Vou fechar o terreiro na Quaresma porque outros fazem, e porque o fazem, deve ser correto”.

Os Umbandistas, consoante o que foi mencionado, devem ter consciência e convicção de que os terreiros são verdadeiros pronto-socorros espirituais e jamais poderão fechar suas portas a médiuns e assistentes. Ou será que a tristeza, a frustração, as demandas, as doenças, e outras situações negativas deixam de afligir as pessoas durante a quaresma ?
Sejamos sensatos. A Umbanda é religião cristã. É fato. Não significa, no entanto, que tenhamos de aplicar atos litúrgicos alienígenas à mesma.
Se os católicos são de opinião que a melhor forma de expiar suas faltas é jejuar e fazer penitência, ficando na última semana dos 40 dias a chorar o sofrimento de Jesus, bom para eles.
Nós umbandistas somos sabedores que o Meigo Nazareno não quer que soframos por Ele, mas sim que coloquemos em prática suas lições de amor, fé, caridade e fraternidade, virtudes que pregou quando encarnado, como alicerces seguros para a evolução da humanidade.
Reverenciemos o Cristo da Galiléia com trabalhos espirituais, que não podem parar, pois que o socorro é sempre urgente. A Umbanda é a manifestação do
espírito para a caridade.
E caridade é Jesus em ação.

JAIRO DA SILVA COUTINHO

Um olhar reflexivo sobre o carnaval e o ser humano!

Pergunta: Eis que surge em um camarote, no carnaval, a cápsula do amor (cabine suspensa em formato de cápsula, que “tem como objetivo exclusivamente proporcionar momentos incríveis aos casais participantes, a partir de uma vista única e privilegiada de uma das maiores festas do Brasil”- fonte Uol). Pergunto-lhes: O que está nas entrelinhas, por trás, dessa momentânea ilusão criada para ludibriar as humanas criaturas que lá estão?
Resposta- Estão sugando as energias, porém os que ali atendem são apenas cobaias para espalhar os vírus parasitas energéticos pelos magnetismos afins a orgia insana.

Não são micro chips como se conhece, mas sim, são como energias magnéticas com muita força dual estática que atuam nos corpos: duplo etérico e astral (emocional) em suas fontes energéticas e magnéticas naturais, atuando assim como pulsos vibráteis no que tu chamas de nádis, que se alongam aos meridianos do corpo fisiológico e sua fonte natural de energia, o biomagnetismo. Desta maneira, afetando e acelerando de forma descompassada e exagerada a ionização e radiação de alguns disfunções hormonais e/ou o aceleramento funcional das comunicações frequências e vibracionais entre as sinapses que percorrem o sistema nervoso central (SNC), provendo a insensibilidade ou a hipersensibilidade ao que se refere aos estímulos dos instintos primários sensoriais. Afere também, na formatação de possíveis doenças endócrinas, assim como desarmoniza as fontes energizantes da glicose provendo resquícios somáticos de glicogenose (doença do metabolismo que afeta alguns órgãos como fígado, rins, músculos e etc) que conseqüentemente afeta a aparte imunológica etc. Ressaltando que nos distúrbios da glicogênese apenas acelera o que se encontra possivelmente incubados no ser humano.

Obstante vocês seriam e são como grama sendo comidas devagar
e com muita degustação por seres astralizados que os tem como pasto!
Pergunta: Os amigos espirituais não podem fazer nada nesse caso?
Resposta: Vocês são livres para se prenderem até mesmo como e aonde quiserem. Cada um é um ser único para criar desilusões e iludir pela ilusão, porém são responsáveis por isso e terão que responder por não se conceber sentindo-se por si mesmo.

O espírito momentaneamente trevoso, pode até guiar a mão do carnado que corta. Ele sugere o corte há ser feito, mas somente se fará em fato íntimo os efeitos pormenorizados da ocorrência, pelo dono da mão que saberá qualificar o manejo ante o ensejo dos similares vícios aos afins ao seu estado infernal de espírito.

Pergunta: Houveram comentários que no próximo ano essa idéia da chamada (Cápsula do amor) será disseminada por outros espaços físicos no carnaval…que na verdade foram idéias trazidas de outros estados como do Rio e São Paulo em boates e etc. Isso é realmente uma criação de pessoas desdobradas fora do corpo físico que trouxeram estas idéias e assim poder sugar as energias sexuais de forma explicitas?

Resposta: A escuridão dos vícios sexuais apenas mostra os clarões sinuosos que cega as vossas más tendenciações morais, ante a falta de amor próprio e amar o alheio.Não há referencia de sexo explicito em quem já se faz seduzido cristalizadamente pela carência excitante do desleixar de si mesmo.

Pergunta: Então é só uma forma de colocar para fora o que se faz reprimido em si?

Resposta: A excitação desta auto-carência vem em horas pelo exibicionismo ou consumismo exacerbado, porém a questão aqui é o exibir a quem, o que tu molda-se como além do que é naturalmente. Posturas não afáveis com a existência que estão atuando, e não menos amáveis na vida que se dizem vivenciar. Te digo, não. É uma forma de reprimir o que não suporta mais em si!
Pergunta: Reprimem e soltam nesses momentos?

Resposta: O prólogo moral na cultura intelectual nos declara os bons modos e costumes sócio-imperativos. Obstante a sociedade é formatada por um senso leigo de seres refratários em si mesmos, no que concerne o sentido de sentirem-se nas coisas ou por si mesmos, para assim darem o real sentido às mesmas. Isso sim causa a lacuna emocional desbravando o alarde afetivo postural aos mal amados de plantão, que deixam as suas vidas abertas aos impulsos fora da razão e atentas a fustigação do instinto da fera não ferida, mas, aferida ao mundano ato de auto perversão! Eis o canibalismo sexual dos que consentem sem se sentir aos que sentem sem pensar e nutrir.
Sintam-se a vontade.

Pergunta: Refletindo…

Resposta: A auto-reflexão pela reforma íntima, adere em acalento ainda mais ao ser humano por dentro de si próprio, serenando desta forma no alivio vivencial para fora de si, a sua paz. É bem verdade, que os que se fazem analíticos e reflexivos sobre suas existências e vidas, são mais propícios a errar como qualquer outro, nesta esfera propensa as forças ainda dualizadas em polarização ao que se refere entre bem e mal, trevas e luz. Porém os seus erros se anulam a somatória, dele por ele mesmo depender apenas da solene exposição do todo sobre si próprio, não do tudo que os outros em seus achismos pelo todo conveniente e ilusório, possam impor em cima de ti.
Pergunta: Tem uma frase que diz: Quem tem um pouco mais de consciência, não pode mais errar por não ter mais o beneficio da ignorância. Os que têm um “pouquinho” a mais de consciência, não sendo melhores que os demais, podem se dar o direito de errarem? Como é feito essa cobrança perante a sua própria consciência?

Resposta: O caminho da liberdade não é a independência reativa e nem lutar contra a dependência submissa, e sim se manter solto na fluência que suaviza sempre serenamente o continuo natural da força da vida sobre tudo e todas as coisas; eis que tu, que lê, existir a mais por dentro respeitavelmente há de viver muito a mais por fora. A equação vivenciada se tornará somatória e se dividirá em múltiplos de alegria e vitorias pela concordância em ti no seu benemérito puro, ante a força similar e ressonante com o tempo que tu está no aqui e agora, na sã consciência de quem tu és!

Há quem se auto-ignora na existência do agora, sobrevive quase sempre ansioso e angustiado aos extremos da polaridade. Horas letárgico ante a melancolia do não se conceber em quem é, ou em outras de se auto-iludir pelo que se demonstra. Conseqüentemente, acaba se auto-viciando na caricaturas teatrais que ele mesmo cria de si, que está se fazendo transparecer em algo sem ao menos nutrir alguma coisa do que ele faz.

Com este fato lamentável, entende-se que a crítica improdutiva apenas ativa a frustração que em nada ocasiona a ação do ímpeto de forma equilibrada e harmônica em feitos que acalentem, provendo a auto-satisfação do ser que é único e está em sanidade plena.

O desleixe íntimo não existe. Ainda mais que no mais íntimo de sua realidade, paira a verdade perfeita que te anima à vida ou o amor! Porém a casca que a cobre, da o efeito que se faz em um fato negativo ante as incoerências cognitivas fortificando o desligar da tua personalidade em atuação consciencial sã. A sensatez conveniente ao poder mais e fazer por merecer, o justo a menos. O alimentar a insanidade na personalidade atuante de forma a ser fazer em um coadjuvante de sua própria vida, é o que deixa o amor próprio enclausurado sobre casca blindada dos variantes níveis de amar para fora, por que a fonte que assim pré-estabelece o amar em si mesmo, se faz repleta de condicionamentos.

O que chama de ignorância é a arrogância de se achar sustentável por si mesmo, sem requerer do todo vivencial, referenciando a ti a necessidade de destituir o ato que se faz em feito pelo fato de condicionar o amor próprio. O si amar sem impor condições é o provê da paz interna, já o que se vê é a réplica falsária que produz o veneno que causa o efeito colateral de amar de forma conveniente. E este amar é o que move a prisão do desconhecido de quem tu é, deixando-o a mercê do ignorante que tu se faz!!!

Exu Atotô Omulú.

Canalizado: Edson Rosa Rosa