Pular as 7 ondas no Revéillon e a Umbanda

No período de final de ano sempre sou questionado sobre o ritual de pular sete ondas para aqueles que vão estourar champanhe à beira mar na passagem do ano.
Parece que é uma resposta simples, do tipo: “- Porque sim” como sugeriu uma propaganda de TV de um Banco. É certo que milhares de pessoas fazem este ritual simplesmente porque muitos fazem, sem se preocupar com o significado, virou uma espécie de simpatia, superstição ou brincadeira no meio de uma farra festiva.
Bem, mas para entender o ritual de pular sete ondas é preciso compreender outras questões importantes.
É comum em todas culturas de todo tempo o ritual de passagem de uma estação a outra, de idade, tantos outros motivos, não seria diferente com a passagem de ano.
Cada cultura tem um calendário próprio, no Ocidente seguimos o calendário Gregoriano, instituído pela Igreja Católica em 1582.
O próprio termo Revéillon vem do francês reveiller que significa “refeição noturna”. Esta festividade sempre foi uma tradição européia, trazido para os demais países do Ocidente.
Já o uso da roupa branca na ocasião do revéillon é genuínamente Umbandista, é da Umbanda o hábito de vestir o branco em seus rituais e como nesta ocasião milhares de Umbandistas faziam suas homenagens à Mãe Yemanjá, ficando muito popular e muito divulgado pela mídia nas décadas de 80 e 90, por fim caiu na graça popular, entendendo que vestir o branco nesta data, traz boas vibrações.
E é em busca de boas vibrações e limpeza energética que muitas outras culturas religiosas fazem nesta data defumações, orações especiais e rituais diversos.
Por fim, pular sete ondas também é uma prática Umbandista, embora sem consenso unânime já que não é possível saber quando e onde exatamente começou o ritual, sendo replicado pela coletividade, cada terreiro é livre para dar seu significado e explicação, entende-se em linhas gerais que é um ritual de purificação, outros explicam que é a confirmação em sete vezes da devoção à Rainha do Mar e uma versão que acho bem simpático e de maior coerência é de que cada onda representa um Orixá, que é saudado e solicitado força para o novo ano, já que a grande maioria dos terreiros culturam as Sete Linhas como sete Orixás. Já na Umbanda Sagrada, seria cada onda uma saudação para cada Trono Divino.
 
Independente do olhar pessoal deste rito, lembre-se que você está nos braços de Mãe Yemanjá, então que a cada onda pulada, reforce para si seu respeito, devoção e relacionamento com esta Divina Mãe.
Deixo uma sugestão de prece, pensamento nesta hora de Rito Sagrado:
Mantenha seu pensamento sutilizado e concentrado nos Divinos Orixás na presença de Mãe Yemanjá
1­ª Onda – Pai Oxalá, eu te saúdo e agradeço pela imantação de Fé que mantém minha espiritualidade e religiosidade ativa nesta encarnação;
2ª Onda – Mãe Oxum, eu te saúdo e agradeço por sentir amor em meu coração, pela família e pelos amigos;
3ª Onda – Pai Oxóssi, eu te saúdo e reverencio vossa luz expansora em minha consciência que não aceita limitações e me mantém ativo na caça constante do meu crescimento intelectual, racional e consciencial;
4ª Onda – Pai Xangô, eu te saúdo e me curvo à vossa luz de Justiça e equilíbrio em meus atos;
5ª Onda – Pai Ogum, eu te saúdo e evoco a retidão que mantém minha caminhada ordenada na direção correta;
6ª Onda – Pai Obaluayê, eu te saúdo, silencio e agradeço pela saúde do meu corpo;
7ª Onda – Mãe Yemanjá, Divina Rainha, eu te saúdo, reverencio e agradeço pela vida.
Que você tenha uma ótima festa ritual!
Que no novo ano, você seja e faça melhor.
Grande abraço,
Rodrigo Queiroz

Zé Pelintra diz: Não perca a esperança

Não perca a esperança

Já vi pessoas ficarem zangadas por alguém lhes dizer:Não perca a esperança!”. Pra elas, a palavra esperança é o mesmo que enganação, conversa-mole, um adiamento sem fim de alguma coisa e que faz a pessoa deixar aquilo pra depois e talvez pra outra vida, ou sei lá o quê. Êta complicação danada, hehe

Pra mim, que não sou doutor em nada, essa dúvida não existe. Quando digo pra alguém: “Não perca a esperança”, eu tô falando que ela precisa esperar com confiança. Tô falando que, depois de ter feito tudo o que podia pra alcançar seu objetivo, ela precisa esperar, que aquilo vai acontecer, pois tudo tem seu tempo de acontecer. Toda semente não tem um tempo de espera pra germinar? Pois então

Esperança é alguma coisa que acontece dentro da pessoa depois de uma ação positiva dela mesma, dando-lhe paciência pra esperar o tempo certo de colher os resultados― o que vem a ser também um produto da sabedoria que se adquire no correr de uma vida bem vivida, onde não se deixa escapar a oportunidade de usar cada talento. A pessoa faz o que precisa ser feito, então ela espera com confiança, sabendo e acreditando que o que foi plantado vai germinar.

 

Falar em esperança não quer fizer que a pessoa fique de braços cruzados, que “um dia”, não se sabe quando, seus sonhos ou projetos vão se realizar. Isso é que seria uma baita enganação

Falar em esperança também não quer dizer que nesta encarnação (ou “neste mundo”, como alguns preferem) a pessoa não possa realizar seus projetos. Isto é que seria adiar eternamente as coisas, seria um destempero, uma falta de senso, um jeito negativo de se viver

Pra se ter esperança, é preciso primeiro ter fé. E a fé não depende de religião. Ter fé significa, antes de tudo, acreditar em si e na vida. Quem assim acredita, sai em campo todo dia, pra plantar suas sementes, sabendo que depois irá colher delas: cuidando do seu bem-estar emocional e mental e da saúde do seu corpo, cuidando da sua alimentação, das roupas que veste, das coisas que utiliza; trabalhando, estudando, tendo alguma atividade em casa ou fora dela, participando de grupos; procurando melhor colocação profissional, melhores relacionamentos afetivos, amizades e parcerias, sempre que sinta essa necessidade; e etecétera. Por exemplo: se a pessoa adoeceu, ela procura um médico, toma remédios, faz dieta, faz exercícios, procura relaxar e se acalmar. Por quê? Porque ela acredita na importância de estar bem, gosta de si mesma, faz de tudo pra melhorar. Isso também é fé! E se faz tudo isso, ela pode ter esperança naquilo tudo que já fez pra ficar melhor e se recuperar ― pode esperar com confiança!.

Isso também se aplica pra quem leva a fé pra um sentido de espiritualidade, até pra um sentido de religiosidade. A pessoa crê em algo “maior” que a vida do dia-a-dia, ela se sente amparada por uma inteligência Superior, e isto lhe dá mais confiança e mais determinação pra agir.

Se bem que, num sentido mais profundo, não existe algo “maior” porque não existe alguma coisa que seja “menor”, quando se pensa em Deus: porque Ele Está em toda parte ao mesmo tempo, e o tempo todo. Oque nos leva pra outro entendimento, que é o conceito de que “Tudo é Deus”― quer dizer, Criador e Criação estão juntos, não existe a separação que a gente às vezes imagina; a humanidade não está separada de Deus, ninguém tá largado no mundo

Então, pra quê desespero?!

Vou continuar falando de esperança, dentro do que entendo que seja.

Sempre no sentido de, primeiro, se fazer o que está ao nosso alcance pra chegar aos objetivos, fazer a nossa parte; e, daí pra frente, esperar com confiança pelos resultados da nossa dedicação. E aqui vou pedir o socorro do Mestre Jesus― que tem pra mim um grande significado―, quando Ele disse: “O operário é digno do seu salário”. Pois não é verdade? Se a pessoa fez por merecer, é justo que receba por isso. Então aí é que eu digo: ela pode esperar com confiança!.

Da minha parte, procuro trabalhar, estudar, participar como posso, a cada dia procurando fazer sempre o melhor que posso. Tô em aprendizado, só faço o que já aprendi, só faço o que posso E convido meus irmãos a fazerem a sua parte também. Por isso, espero com confiança um resultado positivo na minha evolução e na de cada um dos meus irmãos.

Sei que às vezes a tristeza aperta no seu coração; sei que às vezes parece que a sua vontade enfraquece diante dos desenganos; sei que os obstáculos querem lhe roubar o ânimoMas vejo ainda você se levantar, dia após dia, dando alguns passos na procura de uma vida melhor. Mesmo quando você apenas chora ou se lamenta, perceba uma coisa: se você tá falando naquilo, é porque tem vontade de se libertar da tristeza, da amargura, do desânimo!Então, quero lhe falar da esperança. Sim, acredito na força positiva da esperança!

E lhe desejo o despertar desta força, como justa recompensa pela sua dedicação no aprendizado no Bem. Não se lamente apenas, mas trabalhe o quanto pode, que dias muito melhores estão chegando pra você!

E que assim seja, como sempre foi, e assim será!

Fique na Paz.

(Zé Pelintra, 19/3/2012)

Lenda de Iemanjá com Iansã que explica o ponto cantado

Lenda de Iemanjá com Iansã

Exu foi chamado ao reino de Olokun, senhor dos mares, para um trabalho que somente ele poderia realizar. Ao chegar à sala do trono, ficou encantado ao conhecer Iemanjá, a filha do rei, que andava pelo salão a procura de uma jóia que tinha perdido. A beleza da moça era indescritível e Exu sentiu o ardor da paixão queimar-lhe o peito.

Saiu determinado a cumprir a missão e voltar o quanto antes para pedir a mão da princesa. Nunca ele fora tão rápido no cumprimento de uma tarefa quanto naquela. Em dois dias estava de volta, apresentando as provas do sucesso da empreitada. Olokun ficou contentíssimo e ofereceu ao rapaz grandes riquezas, mas este foi inflexível. A ele somente interessava casar-se com Iemanjá. O monarca ficou extremamente irritado com tamanha audácia e mandou que o colocassem para fora de seus domínios. Exu jurou vingança. Nunca ninguém o tinha tratado daquela forma e não engoliria a desfeita tão facilmente.

Durante semanas nada mais fez a não ser arquitetar um plano para raptar a princesa. Certa manhã, Iemanjá, com um imenso séquito, passeava pelas areias da praia, quando um imenso buraco se abriu a seus pés e a tragou para seu interior. Foi tudo tão rápido que ninguém pôde fazer nada. A fenda se fechou como se ali nada jamais houvesse acontecido. Os escravos desesperaram-se, como contar ao rei o sucedido? Certamente seriam mortos sem piedade. Não havia quem não conhecesse a fúria real. Pensando dessa forma todos fugiram e nunca mais apareceram para testemunhar o ocorrido. Enquanto isso, nas profundezas da terra, Exu desvelava-se em carinho e atenção para ganhar o amor de Iemanjá.

Desesperado com o sumiço da filha, o velho rei foi procurar um Babalaô que he contou exatamente o que tinha acontecido e o aconselhou a procurar por Iansã, jovem guerreira que nada temia e, por sua rara beleza, poderia granjear a simpatia de Exu. Iansã foi chamada e prontificou-se a buscar a jovem. Providenciou uma oferenda a Ifá, pedindo proteção e força, e partiu para o resgate.
Depois de muito andar, sentiu sob aos pés a quentura que denunciava a presença do sequestrador. Brandiu sua espada no ar, chamando os raios de seu domínio, e enfiou-a na terra com toda a força. Uma cratera se formou e a guerreira foi descendo lentamente. Logo avistou a bela moça sentada a um canto chorando copiosamente, a seu lado Exu afagava-lhe os longos cabelos fazendo juras de amor eterno.

– Vim buscar a princesa! – Seu tom de voz não deixava dúvidas, viera disposta a tudo.

– Como ousa invadir meu reino e ainda por cima ditar-me ordens? – Exu gritava descontrolado – Minha princesa daqui não sai! – Apontou para os pés de Iansã e um círculo de fogo se formou em torno dela, impedindo seu avanço.

– Não discutirei com você, peço a intercessão de Orunmilá, para cumprir a missão para a qual fui incumbida! Raios começaram a se espalhar por todo o espaço, uma ventania muito forte envolveu o corpo de Iansã, que assim chegou perto da moça que a tudo assistia perplexa. O homem foi jogado contra uma parede atingido pela violência do vento. Um redemoinho as envolveu transportando-as para o reino de Olokun.

O mar se abriu dando passagem para o pequeno tufão cavalgado por Iansã. Dos olhos do rei correram lágrimas de alegria e gratidão quando avistou em meio ao tormento o rosto da querida filha. Iemanjá e Iansã tornaram-se amigas pela eternidade. Exu ainda está no interior da terra, algumas vezes chora por uma e pragueja contra a outra. Hoje muitos terreiros cantam que em pleno mar havia duas ventarolas. É a essa história que se referem!

Prece ao Mistério Exu Tiriri

mistério exu tiriri

Tu que emanas o poder sétuplo de Deus

Tu que tens o poder de abrir os caminhos, de guardar as encruzilhadas, que domina o poder devolvedor, retornador e quebrador.

Pedimos vossas bênçãos em nossas vidas.

Quebre as demandas de nossos egos, de nossos pensamentos e sentimentos negativos.

Devolva-nos a alegria, a força, a vitalidade, a ordem e a Lei.

Devolva-nos a prosperidade, a saúde e a paz de espírito.

Que segundo nosso merecimento e necessidades possa nos fazer retornar tudo o que nos foi retirado pela maldade de outros ou pela nossa própria incapacidade.

Permita-nos receber vossa força para o trabalho, vitaliza nossa saúde e protege-nos dos ataques negativos.

Cubra-nos com vossa capa protetora vermelha e negra.

Coloque vossa lança tripolar, vosso tridente encantado para nossa proteção.

Laroiê Mistério Exu Tiriri.

Autor: André Gonçalves Santos

O que são as Ordálias?

“O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição.” Sêneca

Quando a pessoa inicia seus estudos no ocultismo é comum ela ser atacada pelo que que chamamos de Ordálias, que são acontecimentos que fazem a nossa vida começar a ficar mais difícil em algumas épocas, isso acontece por que você está nadando contra a corrente que todos se deixam levar, então a partir desse momento tudo se torna mais desafiador mesmo, pois você está lutando contra a energia natural que rege a maior parte das pessoas até a morte.

Pode ser que tudo se torne difícil, as coisas nem sempre dão certo, parece que o mundo está contra você e algumas vezes você prefere ficar sozinho, ter um tempo só para você, ou apenas quer conversar com pessoas que tenham a mesma visão e interesse, mas não as encontra.

Todo mundo tem um trauma, um medo, um vício, uma mágoa ou coisa do tipo, com a ajuda das ordálias essas coisas voltam com tudo até que chega o ponto em que ou você acaba com esses problemas ou eles acabam com você.
Não para por ai, desentendimentos com pessoas são bem comuns também, geralmente pessoas próximas, outros problemas diferentes podem aparecer, isso depende da vida que a pessoa leva.

Eu espero que esse texto chegue até quem precisa, pois essas sensações são bem normais, e eu mesmo já passei por isso e é bem comum, qualquer mudança radical na vida trás dificuldades, qualquer busca espiritual nos obriga a deixar coisas para trás, faz problemas escondidos aparecerem para que possamos enfrentá-los e o destruirmos de uma vez por todas, ao invés de ficarmos fugindo ou escondendo os problemas no fundo de nós mesmos.

Eu pessoalmente preferiria não falar sobre Ordálias, pois depois que algumas pessoas escutam falar disso elas logo se tornam “hipocondríacos” espirituais, mas infelizmente é um assunto que é importante existir no blog para o conhecimento e quem sabe o reconhecimento desses problemas, devemos saber que são nesses momentos que não devemos abaixar a cabeça, esse é o momento ideal para se fortalecer e melhorar como pessoa e perceber que se fazer de coitado não adianta.

matrix

O maior exemplo sobre ordálias é o Agente Smith da Trilogia Matrix, Smith está em todos os lugares, é citado que os agentes existe na Matrix para que qualquer padrão fora do comum seja contido, padrões fora do comum são gerados por pessoas que estão despertos ou quase despertando e assumem o corpo de pessoas não despertas e usam ela.

Fonte: http://tudosobremagiaeocultismo.blogspot.com.br/2013/08/ordalias.html

Puxada ou Transporte

Comuns nas Casas de Umbanda e muito importante.

Quem não é acostumado a ir no Terreiro e a Entidade pedir “Puxada ou Transporte”?

O que vem a ser isso? Quem pode fazer?

Irmãos isto é um meio que uma Entidade em Terra utiliza através de um Médium de incorporação seja de lado, frente ou de trás que recebe o espírito opressor, kiumba, obsessor que esta atrapalhando a vida do consulente.
A Entidade com seus fluídos de força puxa ponto cantado ou movimentos de encanto e magia faz com que o que está no caminho do consulente passe para o médium de incorporação que a Entidade designou a tarefa.
Quando o espírito vem é feito um trabalho de doutrinação na luz de Umbanda, pedido de retirada deste espírito e que corte de suas mazelas de força ruim.
Lembrando que podem vir espíritos em diversas formas hierárquicas como Exus e Pomba Giras não coroados que receberam seja pacto de trabalhos para destruir vidas e trazer fechamento de ciclos de uma pessoa na Kiumbanda como também irmãos sofredores que ficam sugando energias do irmão a ser tratado.
Espíritos ligados a baixa faixa vibratória.

Quem pode fazer?
Precisa-se de muita firmeza e concentração para este trabalho com médium sendo irradiado por este tratamento na tarefa de receber este espírito.
A Entidade faz o papel com sua força, magia, mironga e poder retirar tanto do médium como do consulente todo processo de limpeza na Espiritualidade do bem e do amor e justiça levando todo mal para seu lugar de origem.

Mensagem do Exú Tiriri Menino

Dialogo do livro o Retorno de um adolescente

Vocês têm ligação com o Diabo?

Rindo, seu Tiriri diz:

O mal está dentro de cada um que vive na sua terra. Cabe a vocês distingüi-los, trabalhando para combatê-lo. Não adianta você está dentro de uma igreja, centro ou qualquer templo, invocar o nome de Deus, e logo ao sair deste, agir com maldade para com seu semelhante. Muitos na terra seriam Exú, por viverem com o coração cheio de maldades.

Vêem nos pedir para fazer o mal, e eu te pergunto? Quem é o Diabo.

Acho que se deve contar e a fé. A essência que purifica e perfuma o coração dando a vida.

Alguns vivem a nos massacrar, por gostarmos de beber e fumar, quando deveriam verificar o trabalho realizado. Tantos em outros credos não bebem, não fumam, mas enganam e enrolam os humildes e carentes na fé.

Eu tenho certeza que meu trabalho é muito bem feito e copiado por tantos, vocês dificilmente irão ver um espírita criticar e atacar qualquer religião, porque aprendem a respeitar a liberdade de credo.

Antes de se atacar a religião por alguma coisa errada, deve-se procurar ver o caráter de quem a dirige. De falsos pastores a sua terra está cheia, tornando-se o grande inferno.

Somos massacrados por imagens e nomes que são puras palavras.

Pensem:

Quantos na terra receberam de seus pais nomes de santo e agem unicamente a serviço do mal.

A maldade existe não vinda conosco e sim com pessoas impuras e superficiais. Se um médium tem bom coração este jamais irá carregar um espírito sem luz a serviço do mal.

Alguns Dirigentes de credos diferentes, mas obviamente ligados a Deus, criticam se achando os donos da verdade por lerem a palavra de Deus, criticam imagens criadas pela mão do homem se esquecendo que a Bíblia também é feita pela mão do homem e hoje já se encontra dividida por credos, acho que Deus deixou uma única escritura. Será que eles mesmos agem por intermédio dela. Procure observá-los no dia a dia e não somente em dias de reuniões. Será que a palavra de Deus ensina seus filhos a impor ou ridicularizar, mesmo quando foi traído por Judas este sentiu piedade e amor. O perdoando.

Quem sabe estes são impulsionados com fanatismo e por esses espíritos sem luz que dizem vir dos Espíritas Umbandistas, ou do Candomblé.

Os que criticam geralmente passaram pelo espiritismo desejando algo que jamais mereceram.

Hoje enganando vão acumulando seus seguidores vão emprestando bens para impressionar e chamar mais e mais fiéis.

Eu recebo em minha casa várias pessoas também revoltadas e enganadas em seus credos, mais de que adianta brigar quando um dia de tudo tem que se prestar conta.

Espíritas não atacam, são atacados.

Alguns em seus credos atacam julgando-se melhores.

Jesus não atacou e foi castigado.

Quem é quem?

Os espíritas verdadeiros são serenos e evangelizados, não precisam defender-se, já que Deus é nosso juiz, auxiliado pelo nosso supremo advogado – O divino Mestre Jesus Cristo, no tribunal celestial.

Lembrem-se constantemente.

A vida tem seu começo, meio e fim para todos…

A Encruzilhada por Zé Pelintra

Você chegou num ponto da vida em que não vê saída pros seus conflitos? Tá difícil realizar seus sonhos e nada do que faz lhe agrada? Eh, eh… Se acalme, minha irmã, meu irmão… Você agora está no ponto de zerar tudo e recomeçar, pra então chegar onde tanto quer… Parece um beco sem saída… Mas não é. Na verdade, é uma situação que lembra o Ponto de Força chamado de Encruzilhada…

Uma Encruzilhada é o ponto de entrecruzamento de vários caminhos. Funciona como um “portal” de acesso pra caminhos de renovação. Esse “portal” sempre existiu; mas é preciso ir à Encruzilhada pra descobrir… Só que não basta ir à Encruzilhada: é preciso sentir e saber que ali há um fenômeno de entrecruzamento energético que, justamente, cria e abre o portal. Uma coisa que parece longe do nosso alcance e, no entanto, sempre esteve acessível…

Aos olhos de um leigo, uma encruza (de terra, na mata etc.) é apenas um lugar sem maior significado. Mas, para os fiéis da religião, um ato de Fé torna aquilo sagrado. Para o fiel, uma Encruzilhada (Ponto de Força) representa um encontro de Energias Divinas que governam a Criação, dando acesso a realidades mais elevadas e que podem nos curar no Espírito e na matéria.

Ali, os caminhos se cruzam para esgotar negatividades e fazer uma purificação. Esses caminhos também simbolizam a nossa caminhada pela vida, o tipo de energia que vamos criando em torno de nós (por pensamentos, sentimentos emoções, palavras e atitudes). As experiências diárias nos colocam em correspondência com os Caminhos de Evolução que Deus traçou para o Ser humano. Pois se a gente chegou numa “encruzilhada”, num determinado setor da vida, foi por alguma escolha e conduta nossa ligada ao campo da Fé, ou do Amor, ou do Conhecimento etc. De modo que as Energias Divinas descem ali e nos limpam, abrindo novas portas pra nossa evolução…

Evoluímos pelos Caminhos ou Sentidos da Fé, do Amor, do Conhecimento, da Justiça, da Lei, da Evolução e da Geração. Cada Caminho tem uma Divindade Regente, com Suas Forças auxiliares (Entidades e Guias Espirituais). Essa Divindade “analisa” qual tem sido o nosso comportamento nos vários setores da nossa vida, e se algo precisa ser corrigido nesse caminhar (desequilíbrios, cargas negativas etc.). Quando precisamos de uma limpeza profunda e de um redirecionamento, essas Divindades irradiam Suas Vibrações sobre nós, no Ponto de Força da Encruzilhada, pra nos limpar e redirecionar.

A guarda de todos os Caminhos compete à Lei Divina, que traz a Ordem a tudo e a todos. Lei que é simbolizada pelo Sagrado Pai Ogum, o “Comandante” de todas as Forças que servem à Lei de Deus. Um dos braços mais imediatos da Lei é Exu, que corre todos os caminhos para esgotar os desequilíbrios e revigorar os Seres, levando-os a retomar a estrada da evolução. Por intermédio de Exu, pedimos licença pra entrar naquele Ponto Sagrado e receber as Vibrações da Lei. Colocar-se com respeito numa Encruzilhada é um ato simbólico de pedir a purificação de energias e um redirecionamento na vida. Aí, tudo de bom pode nos acontecer, pois abrimos “a porta da solução”… Enfim, os caminhos da nossa vida também “se cruzam” num determinado ponto, nos apertando e acuando, justamente pra nos revelar “a luz no fim do túnel”…

Eles se cruzam para uma revisão dos valores que recolhemos até ali, nos vários setores da nossa vida. Isso nos leva a compreender a necessidade de renovação, de fazer uma limpeza profunda, para reter somente o que nos é benéfico. No final, o que fica circulando em torno de nós é um braço forte de Energias que nos revigoram e nos redirecionam pra um “renascer”… No meio do processo, o entendimento da pessoa “escurece”… Ela sente que está sendo “atravessada” por forças que parecem opostas, ela se confunde e não sabe pra onde vai…

Porém, se tiver a coragem de observar o que está lhe acontecendo, com inteligência e humildade, vai chegar ao momento de entender e, finalmente, de tirar bom proveito daquilo tudo.  Vai depender da sua atitude: ela enxerga aquilo com “olhos de leigo”, ou ela tem a atitude de “um fiel”? Como fiel, entenderá que não foi “por acaso” que entrou naquela “encruzilhada” e sim, por uma providência da Lei Divina que veio em socorro dela, com todas as Suas Milícias! Porque a Lei de Deus não erra o alvo e nem “a dose do remédio” necessário pra cada um de nós; e olha por nós em todo tempo e lugar! Ela nos traz o auxílio da nossa família Espiritual, formada por nossos antepassados diretos e pelas Entidades e Guias Espirituais que colaboram de forma permanente para o progresso e bem-estar Espiritual e material da humanidade. Os “apertos” que a gente passa de vez em quando são os alertas das Forças Espirituais que velam pela nossa segurança e equilíbrio.

Se a coisa “apertou” demais pro nosso lado, é sinal de que precisamos parar e repensar a vida… Muita gente acha que está sendo “vítima de feitiçaria”. Pode ser. Mas geralmente o “feiticeiro” é a própria pessoa agindo contra si mesma: mantendo sentimentos e pensamentos negativos, sem dar amor pra si e pros outros, alimentando crenças destrutivas e envenenando a própria vida, correndo na direção de um abismo que ela mesma escolheu criar…

Seja como for e por qual motivo for, no instante em que chegamos a “uma encruzilhada na vida”, precisamos compreender que chegou o grande momento da Cura e da Renovação. A Lei Divina veio nos socorrer e livrar de um mal maior; é o momento da nossa libertação! Vamos procurar aceitar aquilo. Depois, é abrir o coração e a mente pra receber a Ordenação dos nossos caminhos. Porque “o Espírito de Deus sopra em toda parte”…

A Lei, que representa um dos instrumentos da Vontade de Deus, desce e reina onde é preciso; e daí Ela traz também a Justiça, o Amor, o Conhecimento (um entendimento mais claro sobre o significado da Vida), a possibilidade concreta de mais Evolução e, finalmente, a Geração do alimento mais saudável e adequado pro nosso Espírito e o nosso corpo.  Quando aceitamos “o corretivo”, tudo fica mais fácil.

Então, a nossa Fé se ilumina, e ficamos prontos pra receber mais Bênçãos de todas as Vibrações Divinas, que vão nos conceder toda a força, coragem e determinação necessárias pra seguirmos em frente. Daí em diante, estamos por nossa conta… Podemos “errar” de novo, chegar noutra “encruzilhada”, mas já sabendo que haverá uma saída para a Luz. Isto é crescer, aprender, evoluir…

Não existe “fórmula mágica” ou “receita pronta” pra isso; cada um vai descobrir por si… Mas há um princípio comum pra todos nós, que passa pelo entendimento de que a Vida Maior não atende a caprichos, por mais que a gente teime… A Vida leva em conta as necessidades superiores do Ser Espiritual que nós somos. Nossa alma tem um roteiro Eterno pra cumprir e que precisa ficar a salvo das nossas ilusões.

Da mesma forma que os pais não permitem que seus filhos pequenos se empanturrem de doces e rejeitem outros alimentos indispensáveis ao seu crescimento saudável, também a Vida Maior barra nossas atitudes impulsivas e ilusórias. Por “Vida Maior” entenda-se “o Olho de Deus” pousado sobre a Criação; “o Grande Arquiteto do Universo” trabalhando pela preservação e evolução de tudo e de todos; etc.

Não importa como a gente queira chamar. O importante é reconhecer que a nossa vida não se resume a um corpo que tem fome e sede; que somos mais que isto; que nascemos e renascemos, pois somos eternos; e, sendo eternos, nada, e ninguém pode nos derrotar!… Nenhum problema ou dificuldade há de ser motivo pra nos sentirmos derrotados. Com inteligência e bom senso, pesando e medindo cada obstáculo, vamos ultrapassá-lo. Nada de amontoar coisas, de somar tristezas antigas e atuais, e sair carregando um fardo pesado e insuportável…

Então, agradeça pela “encruzilhada de vida” em que se encontra, saudando o Divino ali Presente e depositando ali o seu fardo… E se renove… Abra os olhos praquele “portal” que surge e siga por ele, de cabeça limpa e alma renovada… Preserve suas forças, já sabendo que outras “encruzilhadas” virão, mais dia menos dia… Mas aí você vai estar mais treinada (o) e preparada (o)…

E se precisar de ajuda, conte comigo, pois também tenho passado por “encruzilhadas” e procurado aprender; então podemos nos ajudar… E não se esqueça de agradecer às Forças que guardam todos os caminhos pra gente andar em paz e ter bom proveito na caminhada…

Caminhe pedindo a Bênção de tudo o que lhe acompanha e serve: a família, os amigos, a água, a comida, a roupa, o teto, a saúde, o trabalho, e até mesmo os adversários e as dificuldades que desafiam sua perseverança e inteligência. Agradeça e peça Bênção pra tudo, de modo que você alimente seu Espírito e seu corpo só de Bênçãos… Traga Bênçãos pra sua vida… Transforme os caminhos mais duros numa Encruzilhada de Luz…

Salve suas forças! Axé!

(Zé Pelintra, 23/10/2012.) Escrito  por Maria de Fátima clique aqui

Pombo Gira Dona Figueira

dona figueira
São espíritos com apresentação feminina que vieram em uma ou mais encarnações como sacerdotisas ou seguidoras dos antigos cultos pagãos onde se cultuava a Deusa ou grande Mãe.
Muitos espíritos se converteram ao culto do divino masculino. Muitas dessas conversões foram forçadas pelo derramamento de sangue nas mais terríveis torturas, e as mulheres convictas em suas crenças e fortes o suficiente para bancarem o custo de serem quem eram, não aderiram a nova religião, e o resultado todos nós sabemos: a fogueira.
Muitas dessas fogueiras eram feitas com pedaços de madeiras da árvore Mãe dos Figos. A Figueira. Devido a parábola bíblica em que Jesus condena a figueira que não deu figos. Então os cristãos associavam a algo amaldiçoado assim como as hereges.
A Lua, à Lilith, à serpente, ao próprio instrumento de imantação lasciva usado por Satanás envolvidos na crença da antiga religião, fez com que as mulheres perdessem seu espaço e respeito. Não podiam mais usar seus conhecimentos sobre a magia natural. Infusão, orações ou mantras eram considerados feitiços do demônio.
Suas vidas se resumiam em filha, esposa e mãe.
Pombo Gira da Figueira são sacerdotisas, feiticeiras, curandeiras. Não são consideradas guardiães de falanges, pois existe Mulambo da Figueira, Padilha da Figueira, Figueira do Lodo. Mas são presença constante em terreiros, mesmo sem incorporação.
São o triunfo da luz sobre as trevas.
São guardiães queridas e compreensivas, recebem oferendas em baixo de árvores, se possível figueiras, de preferência nas sextas-feiras, dia tradicionalmente consagrado às Deusas e aos feitiços amorosos. Essas oferendas incluem o figo especialmente se for para Dona Maria Mulambo da Figueira, vinhos, maçãs, pêras, pêssegos, tamarindos, romãs, incenso, velas de diversas cores, dependendo do pedido ou trabalho realizado   rosas vermelhas, orquídeas, lírios, jasmim, ervas e especiarias, mel, perfumes. Suas oferendas não incluem o padê de pomba gira.
Não recebem oferendas em encruzilhadas.
Podem usar as cores verde, dourada, vermelha, negra, branca e roxa.
Costumam trabalhar com pó de magia, óleos, filtros e poções. Ervas, sal terra, água e outros elementos.
Seus pedidos atendem amor, saúde e prosperidade.
SALVE DONA FIGUEIRA!

Seu Exú Sete Lira

Exú 7 de lira

O Exu Sete da Lira ou Sete Liras é muito conhecido. Ligado aos ganhos materiais, chamado de Exu do Dinheiro.

O Rei da Lira se apresenta como Exu, muito embora suas características originais o liguem mais ao mundo da encantaria, onde é conhecido como Sete Rei da Lira, José das Sete Liras ou o Rei das Sete Liras. Poucos conhecem a sua história como encantado, que começa na Idade Média e vai até a sua reencarnação no século dezenove. Na Espanha Medieval, havia um casal: Caio e Zelinda. Caio era um descendente de gregos, que tocava e fabricava instrumentos musicais, especialmente liras. Zelinda era uma bela negra africana, que escondida dos poderosos da época, fazia rituais mágicos.Tiveram um filho chamado José, que era muito inteligente e tocava instrumentos como ninguém. O garoto herdou do pai o gosto para tocar e fabricar liras, das quais construía 7 diferentes modelos. Da mãe herdou os poderes paranormais: curava pessoas doentes, movia objetos com o olhar, tinha sonhos premonitórios, via a aura das pessoas etc. Na adolescência, conta a lenda que o garoto passou a incorporar espíritos enquanto tocava e uma destas almas seria a do bíblico Rei Davi. Por fazer muito sucesso com as mulheres, um marido ciumento entregou-o para os representantes da igreja, acusando José das Sete Liras de bruxaria. Foi queimado na fogueira pela Inquisição.

A fama do Exu Sete Rei da Lira que baixava em Mãe Cacilda começou a crescer rapidamente devido à característica inusitada de suas giras – onde todo tipo de música poderia ser cantada e tocada – e no uso impressionante da ingestão de vários litros e litros de “marafo”, além da roupa ritualística bordada em veludo preto, botas, capas e cartola. Quem presenciou a manifestação deste espírito se impressionou com o magnetismo e com a capacidade de movimentação das pessoas que acorriam ao seu templo, em Santíssimo, um bairro do Rio de Janeiro. Corriam as notícias de boca a boca, dos casos de cura de doenças gravíssimas etc e rapidamente a gira de seu Sete chegou à marca impressionante de mais de cinco mil pessoas por rito.

Compositora e escritora, Mãe Cacilda tinha um programa na Rádio Metropolitana de Inhaúma e o caso é que a fama de seu 7 se espalhou tanto que artistas como Tim Maia, Freddie Mercury e o grupo Kiss estiveram por lá sabe-se lá por qual razão, até que um dia alguém foi até o terreiro e desafiou o Exu a baixar em rede nacional. Ao contrário do que se esperava, o seu Sete concordou e foi aí que o “dendê ferveu”!
seu 72A entidade obteve destaque na mídia brasileira a partir da apresentação ao vivo, pela TV Globo e pela extinta TV Tupi, de sessões que causaram viva polémica:

À época, afirmou-se que a então a primeira-dama D. Cyla Médici, esposa do presidente Emílio Garrastazu Médici, teria mergulhado em transe, enquanto assistia ao programa;Como consequência, ambas as emissoras de televisão assinaram um protocolo de auto-censura à época.
O nome da entidade também se liga a um momento da carreira do cantor Tim Maia, no início daquela década, quando era adepto da seita Universo em Desencanto, liderada por Manuel Jacinto Coelho

Incorporada pelo Exu “Seu” 7 Rei da Lira Cacilda havia transformado os programas de Chacrinha e Flávio Cavalcanti num verdadeiro ritual de Kimbanda, daqueles mais bravos. Não se questiona aqui a veracidade da presença do Exu naqueles momentos, ou se é válido esse tipo de exposição ou de manifestação em público, mas há a verdade inquestionável de que algum poder realmente tomou conta das pessoas naqueles programas, pois platéia, cantores, assistentes de câmera, seguranças, contrarregras e outros entraram em transe, desmaiaram ou foram “mediunizados” por exus e outras entidades.

AMIGA 70 CHACRINHA
Capa da Matéria

Inabalável, seu Sete da Lira após “tocar a macumba” no programa de Flávio Cavalcanti, sem desincorporar saiu de carro dos estúdios da TV Tupi acompanhado por seus cambonos e foi até os estúdios da Rede Globo no programa do Chacrinha e nem bem entrou no palco, o mesmo fenômeno aconteceu: Chacretes, músicos, diretores e outros entraram em transe.

O próprio Chacrinha, o rei da caricatura e da esbórnia ficou sem ação, conforme o relato do professor universitário Paulo Duarte: “(…) me causou espanto, assistir, há dias àquele espetáculo de ‘Seu Sete’, apresentado como se fosse um retrato do Brasil: uma ‘mandingueira’ de cartola e charuto, espargindo cachaça pela multidão em transe, como um sacerdote o faz com água benta. Um adolescente entrou para colaborar, quando foi ‘tomado’ diante da Mãe de Santo. Esta, que já bebera em público largos goles de pinga, esborrifou-lhe o rosto com um pouco da bebida, aos efeitos mágicos da qual o moleque voltou à razão em meio ao alvoroço da multidão, sob o patrocínio de um Chacrinha mais inconsciente que legítimo”.

Mas o evento mais grave e interessante aconteceria longe, no centro do poder: estavam assistindo aos programas o então presidente Médici e sua esposa D. Cyla. Indignado, o general iria tomar algumas “providências” contra Mãe Cacilda, quando, subitamente, ao seu lado, D. Cyla, incorporada, dá uma sonora gargalhada, pede uma rosa, uma champanhe e diz pro presidente não mexer com quem não podia…