Tenha o bom senso ao fazer as oferendas

Quando for fazer alguma oferenda, um agrado ou entrega á alguma entidade ou aos Orixás, mantenham sempre a consciência de não sujar a rua e a natureza principalmente. Se a oferenda é pra Iemanjá : não jogue objetos de difícil decomposição no mar, opte pelas flores, limpe o que sujar na praia, se a oferenda é na natureza, Não utilize vasilhames, castiçais. Prefira as folhas, as cumbucas de barro E as frutas, Não coloque garrafas na rua. Que valia teria uma oferenda que degrada o meio ambiente, que fere a conduta do que tentamos dia após dia praticar?! Lembrando que não é necessário oferendas mirabolantes para agradar os seus guias e Orixás. Uma simples vela acessa um pedido com fé, um agradecimento de coração, já é suficiente.

Pomba Gira Maria Quitéria das Almas

Maria Quitéria das Almas

Essa pombagira nasceu em 1624 no Reino de Portugal, em Lisboa. Como toda portuguesa, ela recebeu o primeiro nome de Maria e o segundo nome de Quitéria, em homenagem a Santa portuguesa. Ela foi criada por sua avó materna, pois sua mãe era viúva e enamorou-se do imediato de um navio mercante, seguindo com ele em viagem. Sua avó sabia a arte da cura pelo benzimento e pelas ervas e lhe passou todo esse conhecimento. Ela também recebeu o conhecimento ancestral do Povo Rom, da linhagem cigana, por parte de seu avô materno.

Assim, Maria cresceu, tornou-se uma moça bela e instruída nas artes do ocultismo. Quando ela completou 17 anos sua avó faleceu de complicações diversas recorrentes de problemas respiratórios. Então, Maria decidiu vender o que restou na casa e seguiu viagem para a Terra Nova, Brasil. Ao chegar ao Rio de Janeiro, descobriu que as coisas não seriam tão fáceis como ela pensou. Conseguiu emprego em uma estalagem, como arrumadeira, cozinheira e serviçal. Trabalhou um ano até conhecer seu futuro marido (José), que a tirou do trabalho e a levou para morar com ele no interior de Minas Gerais.

Com 19 anos Maria teve seu primeiro filho na fazenda onde seu esposo trabalhava como capataz. Maria era uma moça prendada e sabia cuidar da casa e do marido com muito carinho e isso despertou olhares cobiçosos de outros jagunços da fazenda. Passaram dois anos de harmonia e paz, até que um dia José chegou em casa e encontrou Maria desacordada nos braços de outro. Ele não pensou duas vezes, matou-a com 7 tiros e atirou contra seu companheiro que fugiu porta afora. A criança foi entregue aos cuidados de uma família da fazenda.

José viveu muitos anos infeliz e sem ninguém. Queria muito saber porque Maria fizera aquilo com ele. Maria vagou após sua morte por muitos anos… Um dia, passava José por uma mercearia a caminho da fazenda e parou pra beber uns tragos. Enquanto bebia viu que chegou um homem conhecido. José reconheceu o farsante que desgraçou sua vida e foi pra cima dele, ameaçando-o. Estava para puxar o gatilho quando o homem pediu misericórdia em troca de dizer-lhe a verdade.

José esperou e o jagunço contou a seguinte história: “Ele procurou Maria algumas vezes pedindo ajuda para sua mãe que não passava bem. Então, Maria lhe preparou uma garrafada com várias ervas e lhe instruiu como tratar de sua mãe. Mas, alertou-o que o remédio causava um forte sono e por isso devia ser tomado somente a noite. No dia da tragédia ele pediu ajuda a Maria novamente, dessa vez dizendo que ele não se sentia bem.

Maria serviu o chá aos dois e tomou-o para acompanhá-lo, mas não percebeu que o jagunço havia acrescentado ao chá o preparado. Ela sentiu diferença no gosto, mas não levou em consideração. Quando ela sentiu sonolência, pediu ao jagunço licença, ele saiu e ela foi se deitar. Ele esperou até que ela dormisse e foi ter com ela… Maria até que começou a acordar, mas ele trancou sua respiração e ela desmaiou. Então, ele aproveitou fazer o que desejava… Foi quando José chegou e ocorreu o fato.”

José ao ouvir essa história ficou desconsolado. Então, sua Maria era inocente! José não pensou duas vezes, levou o jagunço pra fora do armazém e lhe deu três tiros na cabeça. Depois desse crime, José evadiu-se de Minas Gerais e nunca mais foi visto. Maria, por sua vez, foi recolhida ao plano espiritual e pode enfim descansar. Após o tratamento e o refazimento, Maria passou a trabalhar na Linha das Almas, na Falange “Maria Quitéria”. Maria sempre gostou da história de Santa Quitéria, porque assim como a sua, era uma história de dor, desejo e traição.

10 conselhos para seu momento de oração

Não existem pessoas fortes ou fracas: existem pessoas que oram e pessoas que não oram

A oração é essencial para a salvação. Santo Agostinho disse que quem reza bem, vive bem; quem vive bem, morre bem; e para quem morre bem, tudo está bem.

Santo Afonso ensina o mesmo: “Quem ora muito será salvo. Quem não ora será condenado. Quem ora pouco, coloca a própria salvação eterna em risco”. O mesmo santo afirmou que não existem pessoas fortes ou fracas neste mundo, apenas pessoas que oram e outras que não oram.

Em outras palavras, a oração é nossa força em todo tempo a lugar. Por isso, apresentamos, a seguir, 10 dicas e incentivos para nos ajudar no caminho rumo ao céu, por meio do esforço de crescer em nossa vida de oração.

1. Tenha convicção e determinação

Ninguém tem sucesso em nenhum âmbito da vida sem determinação para alcançar seus objetivos. Atletas, músicos, estudiosos não chegaram onde chegaram somente por desejar ou pensar no que queriam.

2. Contrate o Espírito Santo como professor

São Paulo nos ensina que não sabemos pedir como convém, e que é o Espírito Santo quem intercede por nós e nos ensina a dizer: “Abbà”, Pai. O Espírito Santo é nosso mestre interior. Antes de começar qualquer momento de oração, invoque a Pessoa do Espírito Santo para iluminar sua mente e incendiar seu coração.

3. Dedique tempo, espaço, boa vontade e silêncio

Como qualquer arte se aprende com a prática, isso também se aplica à oração. Para aprender a orar, escolha um momento determinado, um bom lugar, coloque o melhor da sua parte e faça silêncio interior.

4. Faça penitência

Se a sua oração se tornou entediante e você não está mais crescendo espiritualmente, pode ser devido ao descuido na vida de penitência, a uma vida mais segundo a carne que o espírito. Se você não tem formação na vida penitencial, consulte um bom diretor espiritual e comece com pequenos atos para ir acumulando força interior.

5. Procure a direção espiritual

Os atletas precisam de treinadores; os estudantes precisam de professores. Os guerreiros da oração precisam de um orientador e isso se chama direção espiritual. Há muitos obstáculos na vida de quem quer orar profundamente; a assistência de um diretor espiritual ajuda a identificar estas armadilhas e lidar com elas, para crescer constantemente em santidade, mediante uma vida de oração profunda e autêntica.

6. Faça oração e viva a ação

Uma autêntica vida de oração alcança sua plenitude na progressiva prática das virtudes: fé, esperança, caridade, pureza, bondade, serviço, humildade, amor constante ao próximo e à salvação da sua alma imortal.

7. Estude e leia sobre a oração

Santa Teresa de Ávila não aceitava freiras para o seu convento que não soubessem ler. Por quê? Porque a santa sabia muito bem quão importante é aprender, sobretudo acerca da oração, por meio de uma leitura espiritual sólida. Procure bons livros sobre a vida de oração e leia. Você pode começar pela 4ª parte do Catecismo da Igreja Católica, que fala exclusivamente do tema.

8. Participe de retiros

Os retiros permitem uma dedicação mais prolongada à oração. Um dos estilos mais eficazes de retiro são os inacianos, que podem durar um fim de semana, 8 dias ou até um mês inteiro. Vale a pena fazer algumas experiências de retiro ao longo do ano.

9. Confesse-se regularmente

Às vezes a oração se torna muito difícil porque temos a consciência suja pelo pecado. Jesus disse: “Bem-aventurados os limpos de oração, porque eles verão Deus” (Mt 5, 8). Depois de uma boa confissão, os olhos da alma conseguem ver e contemplar o rosto de Deus com mais clareza.

10. Conte com Nossa Senhora

Depois de invocar o Espírito Santo, peça a intercessão de Maria por você, e convide-a a estar ao seu lado cada vez que você dedica um tempo à oração. Ela nunca falha. Da mesma maneira que Jesus transformou a água em vinho nas bodas de Caná, Ele pode transformar nossa oração insípida e sem sabor no vinho doce da devoção.

A história de João Caveira

história de João Caveira

Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde. Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras. Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro. Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga. Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça.

O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave. Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes. De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido. Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue. Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado. A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas. Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo.

Uma guerra teve início. A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente, e pegou todos os habitantes de surpresa. Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas. Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças. Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio. No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados. Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo. No entanto, a dor maior que Próculo sentiu “não foi a do fogo, mas a do coração”, pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado. Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram.

Saiba mais sobre a história de Exú Tiriri

De grande força para despachar trabalhos nas encruzilhadas, matas, rio; Também se apresenta com grandes traços orientais, anda de preto, com um gato preto ou um gato sianês, possui cabelos lisos como de japonês preso como rabo de cavalo, e ele também possui uma capa preta e vermelha, possui também uma bengala ou um bastão na sua mão. Ele vem na Linha de Oxalá.

Seu Tiriri é um exu rebelde, de acordo com “lendas” ele se apaixonou pela filha de um rei, e o mesmo sabendo disto, o aprisionou numa torre!

Mesmo sendo rebelde, ele também é um exu bastante sedutor, chama atenção de homens, crianças e hipnotiza as mulheres!

Caminhos

  • Seu Tiriri das Encruzilhadas
  • Seu Tiriri das Matas
  • Seu Tiriri Menino
  • Seu Tiriri da Kalunga
  • Seu Tiriri das Almas
  • Seu Tiriri da Figueira
  • Seu Tiriri do Cruzeiro
  • Seu Tiriri da Meia Noite

Alguns Tiriris ao final do nome dão outro nome em africano, para especificar o tipo de Tiriri que comanda no Astral: Tiriri – Bará; Tiriri – Apavená; Tiriri – Apanadá; Tiriri – Lonãn, todos abaixo do comando de Exu – Tiriri.

Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além, por isto é um dos mais evocados em casos relacionados com adivinhação através de búzios, principalmente no Candomblé.

Dependendo do tipo de Tiriri dependerá do tipo de Pombagira que o acompanha nos trabalhos. A parceira de cada exú se evidencia nas zimbas (pontos riscados), as quais são antigos símbolos, os quais representam o lugar onde vive o exú, seu nome e sua parceira como temas principais, também se podem ler nas mesmas partes da vida terrena deste exú. Os pontos riscados são a firme evidência de que o que está escrito nada pode mudar isto se aplica também ao nome do exú, sua vida, moradia e parceira, nestes cultos os pontos riscados ou firmeza espiritual equivalem a Ifá para os cultos iorubá. Lamentavelmente, nem todos se capacitam no estudo dos símbolos sagrados e por isso muitas vezes somos tidos de que os assentamentos de Exú onde lhe dá nomes que não os pertence ou às vezes de uma parceira que não lhe corresponde. Isto traz como conseqüência que a pessoa que recebe a dita entidade, com o tempo acaba deixando desse templo, para buscar algum onde na realidade reconheça seu nome ou parceira.

Características

  •   Bebida: gosta de um bom whisky ou de bebidas fortes de boa qualidade
  •   Fuma: Charutos
  • Indumentária: As vestimentas do Tiriri são geralmente capa, chapéu (às vezes boina com visor ou chapéu de aba alta), utiliza bastão (o bastão ou bengala, é entregue aos exús quando são “coroados” como chefes no ritual da Linha de Esquerda. Somente alguns exús utilizam bastão como arma pessoal que trazem da Aruanda), trajes geralmente em tons vermelho e preto (às vezes branco). Quando se tratar de algum trabalho nas praias, então agrega tons azulados e motivos com outras cores. Apresenta-se com muita habilidade e astúcia, é extrovertido, falador e às vezes irônico (como toda entidade da Linha de Esquerda).

 

 Escudo Fluídico

Esta entidade obedece à força deste escudo fluídico riscado com pemba roxa com um vértice ou ponta para o cardeal LESTE ou NORTE. O pano sobre o qual deve ser riscado deve ser de cor cinza-clara, cortado em forma triangular. Leva velas ímpares para pedidos de ordem puramente espiritual, ao longo da linha de saída que corta o dito triângulo e para pedido ordem material, com velas pares dentro do triângulo. Aceita álcool ou aguardente em copo de barro e charutos em prato de barro, acesos de lumes para fora, em leque. Aceita qualquer espécie de flores miúdas de tonalidades pardo-escura, etc., junto com galhos de vassourinha-branca por cima e ao redor de sua oferenda. Estas oferendas devem ser feitas às quartas-feiras, entre nove horas e meia-noite, sempre numa encruzilhada de quatro saídas ou caminhos, nos campos, capoeiras, etc., e nunca nas de ruas.

Seu poder é: sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde.

Fonte: Tudo Sobre a Umbanda

Ponto do Zé Pilintra da Beira do Cais

Ponto do Zé Pilintra

Foi sentado na beira do cais
Que eu conheci um bom rapaz } BIS

Ele me disse moço quer proteção
Dou meu chapéu e você estenda as mãos
Para me dar carta de ouro

Sou Zé Pilintra
Seu amigo mais novo

E vem trabalhar comigo
Pode deixar que eu te livro do perigo !

Autor: Paulo Roberto ( Dirigente Do C.I.C )

Exú 7 Covas

Exú 7 Covas

O Exú 7 Covas

atua sobre o esgotamento de espíritos desencarnados. Isso quer dizer que ele tenta esgotar todas vicissitudes dos espiritos que desencarnaram (geralmente em uma morte recente).

Seu campo de trabalho é o cemitério (nas catacumbas, covas, tumbas). Os Exus dessa Falange trabalham sob as ordens do Exus 7 Encruzilhadas do Cemitério e Sr. Omulu.

É entidade, dessa forma, traz consigo muita energia negativa (naturalmente utilizada em seus trabalhos), por isso recomendo muita prudência ao realizar a invocação dessa entidade. Isso vale para qualquer outra entidade que trabalhe sobre os domínios do Sr. Omulu.

Exú 7 Covas responde na Sétima Linha da Quimbanda chefiada por Omulú – Orixá Maior, junto com 7 Caveiras, 7 Campas, do Pó, 7 Cruzes, João Caveira e 7 Catacumbas.

Costumam dizer que a terra é a mãe de todos os encarnados e, o que é depositado na mãe (corpo morto, defunto) é responsabilidade deles em cuidar, para que a mãe (terra) não seja estragada com as más vibrações dos filhos (defuntos).

A falange dos Caveiras e arquétipo de seus médiuns

falange dos Caveiras

A falange de Exu Caveira trabalha com muitos espíritos cada um ligado a uma fase do desenvolvimento humano.

João Caveira – Atua em desmanche de feitiços e na cura em hospitais

Exu Caveira – Trabalha no desenlace carnal em cemitérios e curando e auxiliando na transição

Tata Caveira – Trabalha com a parte da cura física e mental em hospícios, asilos, idosos

Sete Caveiras – Atua no comando das linhas de Caveira, pouco incorpora

Maria Caveira – Muito ligada a Exu Caveira trabalha com ele na cura e nos cemitérios

Rosa Caveira – Ligada a João Caveira trabalha junto com ele em hospitais e na cura

Exu Caveira da Porteira – Atua na proteção dos terreiros e seus médiuns, é um grande amigo e guardião, além de proteger quando outro caveira atua em locais etremamente densos

Quebra-ossos – Exu que cura, desfaz doenças e feitiços muito rapidamente

Tata Mulambo – Atua junto com Tata Caveira

Tata Veludo – Um exu que raramente incorpora é muito velho e atua tanto como caveira como Veludo, quase não anda ou deixa os médiuns meio que sem firmeza na perna

Pessoas regidas por membros da Linha dos Caveiras são pessoas que não levam desaforo pra casa, falam o que pensam, intrépidos, não temem ninguém, gostam dos assuntos místicos, não são magricelas mas mantém o peso nos padrões normais, nunca ficando obesos.

Possuem um defeito que é comum a todo médium dos Caveiras, nunca possuem uma boa dentição, sempre ficam desdentados, usando próteses simples ou completas, curioso isso, mas é o mais comum quando se trata de seus médiuns.

São muito divertidos, trabalhadores, mas adoram dormir, e se fosse possível a todos, trabalhariam somente à noite, pois é o momento em que estão mais ativos.

Muitos se tornam militares, seguranças, policiais, ou com profissões relacionadas às armas, bem como alguns em seu lado negativo podem enveredar para o mundo do crime.

Os médiuns dos Caveiras são avessos aos vícios, dificilmente se vê um médium dos Caveiras envolvido com drogas ou entorpecentes, por conta da energia militar que carregam se tornam muito perfeccionistas e íntegros.

Médiuns dos Caveiras são bons chefes de família, bons pais e bons esposos, comilões sem nunca engordar, brincalhões, sentimentais, são o tipo de pessoa que gosta de ajudar os outros, são capazes de tirar a própria roupa no meio da neve e doar ao necessitado.

Geralmente nunca se tornam ricos, mas tem o suficiente para viver e se sustentar, gostam de automóveis mas geralmente seus carros ou motos são meio engraçados como eles, aquele tipo de carro que sempre dá problema, seja novo ou usado.

Enfim, ser médium de um Caveira de verdade é muito bom, e é sempre bom ter um filho no terreiro que seja do Caveira, é uma grande honra e com certeza sempre poderemos contar com ele para tudo que precisarmos.

Lembrem-se sempre para estar diante de um Caveira ou ser médium do mesmo, deve-se ser sempre humilde, pois estamos lidando com o símbolo universal da real natureza humana, e que todos nós bem “lá no fundo” de nosso corpo físico SOMOS CAVEIRAS.

Seu assentamento deve ser sempre nos fundos do quintal, em casa dedicada apenas aos Exús do Cemitério, onde o Caveira é o Líder maior.

Detalhes sobre assentamento não passarei nesta publicação, por se tratar de algo muito pessoal

A linha do oriente na Umbanda

linha do oriente

A Linha do Oriente, ou dos Mestres do Oriente, é parte da herança da Umbanda, com elementos de um passado comum, berço de todas as magias e alicerce básico das religiões. Entre todos os povos do oriente, desde a mais remota antiguidade, há uma sólida e autêntica tradição esotérica, dita a sabedoria oculta dos patriarcas, os mistérios religiosos dos povos antigos, que só tem chegado até nós em pequenos fragmentos.

A Linha do Oriente abrigou as diversas entidades que não se encaixavam nas matrizes indígena, portuguesa e africana, formadoras do povo brasileiro. Essas entidades preservam conhecimentos milenares; são sábios que ajudam seus irmãos encarnados, independentemente de sua origem religiosa; são espíritos que não encarnam mais, mas que querem auxiliar os encarnados e desencarnados, em sua evolução rumo ao Divino, pois quem aprende tem que usar o que aprendeu. Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa Linha. São conhecimentos magísticos e espiritualistas desaparecidos no plano material e preservados no astral, mantidos com essas entidades, cada qual com o que era sabido na religião de seu povo. A Linha do Oriente tem enviado uma quantidade imensa de espíritos para a Corrente Astral de Umbanda. São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

Diversos templos umbandistas não têm por hábito trabalhar com essa linha, talvez por desconhecerem os benefícios que os povos ligados às suas diversas falanges podem nos proporcionar. Se as evocarmos, com certeza seus guias nos darão a cobertura e as orientações necessárias e os consulentes poderão usufruir de seus magníficos trabalhos, principalmente relacionados à cura, campo em que gostam de atuar. A Linha do Oriente é regida por Pai Oxalá, irradiador da fé para a dimensão humana, e por Pai Xangô, fogo e calor divino, com entidades atuando nas irradiações dos diversos orixás. Tem como patrono um espírito conhecido, em sua última encarnação, como João Batista, irradiador de muita luz, sincretizado com Xangô do Oriente e conhecido como Kaô. Era primo-irmão de Jesus Cristo e o batizou nas águas do Rio Jordão e tem o comando dos povos do oriente, onde se manifestam espíritos de profetas, apóstolos, iniciados, cabalistas, anacoretas, ascetas, pastores, santos, instrutores e peregrinos. A Linha do Oriente, apesar de não ser oriente no sentido geográfico, popularizou-se e teve seus momentos gloriosos no Brasil nas décadas de 50 e 60, ocasião em que as tradições orientais budistas e hinduístas se firmaram, entre os brasileiros praticantes de modalidades ligadas ao orientalismo. Espíritos falando nomes desconhecidos por nossa gente, que tiveram encarnações como indianos, tibetanos, chineses, egípcios, árabes e outros, incorporavam nos terreiros do Brasil, ao lado das linhas de ação e trabalho dos caboclos e preto-velhos, sem esquecermos os espíritos ciganos.

A Linha do Oriente ou Linha dos Mestres do Oriente ainda está atuante e beneficiando aqueles que a invocam e a oferendam. A saudação para essa linha é “Salve o Povo do Oriente!”. Alguns usam saudar como “Kaô”! (João Batista) e também “Salve o Povo da Cura!”.

Pomba Gira Mirins na Umbanda

Assim como os Exus Mirins, as Pomba giras Mirins que se manifestam na Umbanda são Seres Encantados de uma Dimensão da Vida localizada à Esquerda da Dimensão Humana. Elas não são espíritos humanos.
Na Umbanda, as Pomba giras Mirins formam uma Linha de Trabalhos Espirituais da Esquerda, ao lado dos Exus, das Pomba giras e dos Exus Mirins. Na atualidade, sua manifestação nos Terreiros não é frequente, pela falta de estudos a respeito. São “diferentes”, são Encantados da Esquerda da Criação, e isso gera dúvidas e “fantasias”.
Os seres da Dimensão Encantada estão num Plano da Vida anterior àquele onde se localiza a Dimensão Humana. E é neste sentido que dizemos: em relação a nós, as Pomba giras Mirins e os Exus Mirins são “infantis”.
Explicando melhor: na Dimensão Humana da Vida, nós adquirimos consciência e livre-arbítrio. Essas capacidades não são alcançadas no Plano Encantado, porque nele a prioridade é o desenvolvimento da sensibilidade, da sensitividade, da percepção, a depuração do mental.
Muitos pensam que são “crianças” (como as crianças humanas). Porém, tratando-se de seres de outra Dimensão, não há termo de comparação entre essas Entidades da Esquerda e as crianças da Dimensão Humana.
Aos médiuns clarividentes, as Pomba giras Mirins e os Exus Mirins se apresentam como seres muito pequenos e de aparência um tanto diferente da humana.
E como tudo é “pequeno” na Dimensão da qual as Pomba-gira Mirins e os Exus Mirins procedem, há oferendas a essas Entidades que incluem objetos como bonecas, carrinhos, bolinhas de metal, brinquedos de metal; além de flores pequenas, como mini-cravo ou cravina para os Exus Mirins e mini-rosa para as Pomba giras Mirins. Também se utilizam alguns tipos de doces, bem como mel e ervas para adoçar as bebidas manipuladas pelos Mirins. Isso dá margem a dúvidas: se a oferenda inclui “brinquedos” e “doces”, essas Entidades são “crianças”? A resposta é NÃO!
Os “brinquedos” equivalem a objetos “em miniatura”. São usados para uma relação ao tamanho “mirim” dessas Entidades, ou em razão do material de que são feitos (metais), e não porque os Mirins sejam “crianças”. Inclusive, o uso de bolinhas ou esferas de metal está relacionado a um tipo de Magia que as Entidades Mirins conhecem e praticam com muita eficiência (embora não se disponham a dar “explicações” às perguntas “curiosas” que façamos a respeito…).
E o fundamento da inclusão de doces, de mel e de ervas adoçantes é que tais elementos têm função agregadora, harmonizadora e potencializadora das atuações magísticas dos Mirins.
NÃO são crianças. São Encantados da Esquerda da Criação, com um grau destacado de evolução no seu mundo de origem. E ainda passam por uma preparação antes de se manifestarem na Umbanda.
Na respectiva Dimensão, as Pombagiras Mirins e os Exus Mirins têm uma percepção apuradíssima e conhecimentos magísticos ali adquiridos que os habilitam a atuar em áreas determinadas junto aos humanos. Essa Magia é Divina e específica daquela Dimensão, os espíritos humanos não têm acesso a ela, é uma especialidade dos Mirins.
Essa percepção apurada faz com que os Mirins sejam capazes de captar intenções maldosas, cortando-as na origem, além de desembaraçar situações complicadas. Porque, muitas vezes, a causa da “complicação” é uma projeção mental negativa (uma intenção negativa fortemente projetada contra a pessoa ou o ambiente), ou então um bloqueio íntimo, um padrão negativo que a pessoa vem trazendo de outras encarnações e que está “oculto” dentro dela. Tudo isso é captado pela sensibilidade aguçada dessas Entidades, que vêm até nós para nos auxiliar com suas habilidades magísticas. Ao mesmo tempo, a evolução deles é acelerada pelo contato com a nossa Dimensão; prova de que “a moeda de troca” da Criação é o convívio fraterno que a todos enriquece.
Para trabalhar na Umbanda, as Pombagiras Mirins se preparam na Dimensão Encantada de origem. Então, elas se assentam à Esquerda dos Orixás, deles obtendo permissão e amparo para esse trabalho. Processo idêntico ocorre com os Exus Mirins. Por isso, há Exus Mirins e Pombagiras Mirins atuando na irradiação dos Orixás que cultuamos.
● Existe um Orixá Maior sustentador dessa Linha? A resposta é SIM!
Todas as Linhas de Trabalho da Umbanda atuam sob a Regência direta de um Mistério Divino e manifestam as Qualidades do respectivo Orixá. Além disso, cada Entidade atua sob a Irradiação de determinado Orixá, que definirá seus campos específicos de trabalho (Fé; Amor; Conhecimento; Justiça; Lei; Evolução; Geração).
O mesmo acontece com as Pombagiras Mirins e as demais Linhas de Esquerda.

Fonte: www.vozdearuanda.com