Cuidado com pai de santo charlatão

pai de santo charlatão

Dentre todas as religiões, a Umbanda e o Candomblé se soma as religiões lindas e de muita seriedade! Mas infelizmente pessoas despreparadas denigrem essa imagem. Abrindo casa sem nenhum preparo se titulam Zeladores Pais, Mães, no santo etc… Montando casa de santo! Como casa de santo e seriedade e respeito chamaremos aqui esses lugares de canto! Esses cantos abertos praticam as mais elevadas aberrações com o nome da Umbanda e do Candomblé! Percebem-se que esses cantos são abertos por pessoas que já freqüentarão a Umbanda ou o Candomblé e não aceitando doutrina acharão o caminho mais fácil para eles e montar um canto com tambores e imagens e se titulando por ele próprio o pai no santo! RS. Para ser sacerdote da Umbanda ou do Candomblé! Babas, Yas, Noches, Thois, Padrinhos, Madrinhas etc… Tem de ter suas feituras e confirmações autorizadas pelo santo! Isso leva anos para se formar não é de um dia para o outro. Vemos hoje em dia pessoas despreparadas que até montarão não só seu canto como também até federação! Aonde iremos parar? O médium nasce médium! Esse ama seus orixás aceitam doutrinas, e seguem em frente e na hora das dores a sua fé cresce ainda mais! Esses nascerão para serem médiuns! Os que querem ser médiuns, não aceitam doutrinas, criticam disciplinas, e nas horas das dores sua fé desaparece! Esses nascerão sem o dom de ser um médium, apenas querem ser! Existem muitas casas serias e de raiz, mas infelizmente o número dos cantos chegam a números superiores! Por quê? Simples! Para se formar um Pai ou Mãe no santo vai anos de aprendizado. O canto não! Basta qualquer um, ir e abrir.
Procure os lugares certos não caiam nas mãos de kiumbeiros e/ou pessoas sem nenhum preparo! Procure saber a origem do referido zelador, de onde vem! Por quem foi feito! E sua conduta! Só assim terá certeza que esta em uma casa de santo! Livrando-se assim de estar em um canto. Ashé!
Pai Sergio de Ogum!

Fonte: www.penadourada.webnode.pt

Umbanda e candomblé conquistam jovens descolados no Brasil

A artista plástica Andréa Tolaini não sabe o que fazer com sua bicicleta elétrica. O veículo foi um presente em forma de pedido de casamento e tem valor sentimental para a paulistana de 30 anos, mas a verdade é que ela prefere pedalar à moda antiga, sem a ajuda de motor. Do seu ateliê, no bairro do Butantã, em São Paulo, sai pelas novas ciclofaixas da metrópole para se reunir com os clientes que encomendam seus quadros, mandalas multicoloridas pintadas em telas grandes. Tem os horários fluidos, a rotina livre e uma profissão que parece lazer. Investe seu dinheiro em shows e viagens (a última para o Peru) e, nos fins de semana, recebe os amigos para uma feijoada vegetariana em sua casa, onde mora com um gato e dois cachorros. A porta ali está sempre aberta, já que Andréa não é adepta “da vibe portão elétrico e grades até o teto”.

Ao menos uma vez por mês, ela vai a um terreiro de umbanda. Diz que conversa com os espíritos, pede a eles conselhos para a vida e volta para casa com indicações práticas e rituais. “Faço orações de sete dias, banhos, limpezas e agradecimentos aos orixás”, conta. “Gosto da liberdade de fazer os ritos do meu jeito. Não me sinto obrigada a ir ao centro: vou quando tenho vontade.” Nascida numa família católica, Andréa não tinha contato com religião desde que saiu do colégio cristão onde estudava. Até que, em 2008, foi com uma amiga a um terreiro pela primeira vez. Logo de cara, diz que recebeu de um médium um recado sobre a morte da mãe, que viria a ser diagnosticada com um câncer terminal dali a poucas semanas. “A umbanda dialoga de forma simples e rápida com você, não tem nenhuma metáfora ou mensagem rebuscada”, afirma. A mãe morreu no ano seguinte. Desde então, ela procura ajuda dos guias, os espíritos que incorporam nos médiuns em dia de gira, como são chamadas as cerimônias, sempre que acha necessário. Foi assim quando quis largar a carreira de oito anos em empresas de publicidade para viver de sua arte.

Andréa faz parte de um grupo bem informado de jovens urbanos que trocou a crença familiar pela fé nas  tradições africanas. É por causa de pessoas como ela que, nos dois últimos censos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística), os frequentadores de cultos afro-brasileiros aparecem no topo do ranking de escolaridade: ficam em segundo lugar, atrás apenas de kardecistas e à frente de católicos e evangélicos. São comunicadores, estudantes e criativos cujas escolhas de vida não combinam com grandes empresas mas, sim, com a liberdade de ir e vir. São membros da geração Y, essa nascida a partir da década de 80, urbana e conectada à internet, em que os psicólogos sociais identificam uma aversão clara à hierarquia e uma necessidade de se engajar em projetos com profundo significado pessoal.

O publicitário Rafael Mota, 27 anos, se sente completamente levado pelo ritual que, até três anos, desconhecia por completo. “É impossível não sentir a energia”, diz ele.Sua fé não vem de berço. Como a maioria dos atuais adeptos das religiões afro-brasileiras, Rafael se encantou por ela depois de adulto. “Nasci numa família católica e gostava muito do convívio da igreja. Mas, com o passar dos anos, a missa foi perdendo intensidade para mim. Aquilo não prendia mais a minha atenção .”

Ele foi pela primeira vez ao centro de umbanda por curiosidade, a convite de uma colega de trabalho. Já havia visitado templos budistas, igrejas messiânicas e evangélicas, e imaginava incluir na lista a mais caricata de suas experiências religiosas. “Mas, logo que entrei, vi que tinha imaginado tudo errado. Não havia imagens amedrontadoras nas paredes, nem galinhas mortas pelo chão.” Três semanas depois, não conseguia esquecer a boa sensação de estar naquele pátio, e assim voltou uma, duas, dezenas de vezes, até se tornar parte do time da casa. Segundo a umbanda, qualquer pessoa pode desenvolver a capacidade de intermediar o mundo dos espíritos com o nosso, e foi o que Rafael fez. “Aqui as relações são mais horizontais que na igreja católica, onde a hierarquia é mais de cima para baixo. Lá, o máximo de contato físico que você tem é beijar a mão do padre. Na umbanda, é difícil não sair abraçando meia dúzia. É como se o seu ego se dissolvesse no meio do grupo.”

A umbanda e o  candomblé, religiões que vêm atraindo o grupo, também têm um código moral amplo, baseado na lei do retorno: fazer o bem para recebê-lo e evitar fazer o mal para não sofrê-lo. “Nos cultos africanos, bem e mal estão sempre juntos”, diz a produtora cultural e artista paulistana Karen Keppe, 29 anos, que teve o primeiro contato com o candomblé aos 22, ainda na faculdade de história. “Acho essa visão sincera, mais conectada com a realidade”, conclui. Hoje, frequenta um centro umbandista em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, onde não raro encontra pessoas de seu meio de trabalho, como músicos com quem colabora em festas hypadas no Centro paulistano. O local é próximo ao apartamento que ela divide com o namorado e um amigo. Ela trabalha em casa, onde estuda novas maneiras de produzir música, a partir de objetos inusitados como rodas de bicicleta e pequenos ventiladores. Pelas janelas, estão pendurados outros aparelhos curiosos: são sensores caseiros de qualidade do ar, desenvolvidos pelo namorado de Karen para um projeto que mapeia a poluição da cidade. A criação dos sensores foi feita com um programa de computador “aberto”, ou seja, o projeto está disponível na internet e pode ser copiado e replicado por quem quiser. Estamos falando de uma turma para quem a vida colaborativa faz mais sentido que a corporativa. Esse comportamento é muito típico dos jovens do século 21, como já havia apontado o sociólogo Michel Maffesoli, que se dedica a entender a pós-modernidade. “O indivíduo, que era a marca mais forte da era moderna, perde valor para a comunidade, o nós vence o eu”, diz o francês no livro O Tempo das Tribos: o Declínio do Individualismo nas Sociedades de Massa (Forense Universitária, 338 págs., R$ 75).

Dentro desse contexto, é compreensível que a hierarquia horizontal da umbanda seja tão confortável para os novos adeptos. “Nunca me dei bem com chefe”, diz o designer paulistano Edi Marreiro, 33 anos, que, em suas palavras, optou por não fazer faculdade para “ter uma vida profissional mais variada”. No ano passado, deixou o trabalho como monitor de uma clínica de dependentes químicos para tornar-se designer e produzir objetos de decoração para a marca que criou com a namorada. Apesar do pouco tempo de empreitada, o casal já colhe os frutos e se sustenta com as vendas de seus produtos em um e-commerce, o Casa do Rouxinol.

Alto, com barba cheia e sete tatuagens espalhadas pelo corpo, Edi frequenta um terreiro no bairro do Morumbi, em São Paulo, e diz ter ampliado por lá até mesmo seus interesses mundanos. “Mudou a minha forma de encarar a música, os instrumentos. Antes, gostava só de rock e música eletrônica e agora gosto de percussão, de samba”, afirma. Seu envolvimento foi tão grande que se tornou ogã, um líder que canta e toca atabaque para que os espíritos possam trabalhar. Parte de suas tarefas é receber as pessoas que chegam pela primeira vez ao centro, e foi assim que conheceu a atual namorada, Raji Rajii, de 26 anos. Fora do terreiro, ele participa de um grupo de maracatu, o ritmo pernambucano que tem raízes na cultura dos escravos. Também é fã de músicos nacionais, como os rappers Emicida e Criolo.

Edi se prepara para as giras com alguns rituais: nas 24 horas que antecedem os trabalhos, não tem relações sexuais, não bebe álcool nem usa qualquer substância que possa alterar a consciência, e não come carne vermelha. Também toma um banho de sete ervas. A dedicação causa estranhamento nos amigos de fora da religião. “Tem quem olhe torto, mas não ligo.”

A assistente social Janaína Grasso, 27 anos, adepta do candomblé, sabe bem como é driblar o preconceito e a intolerância religiosa. “Sou mulher, preta e baiana. Só por isso as pessoas já me chamam de macumbeira. Mas na minha religião ninguém orienta a amarrar marido ou fazer trabalhos para prejudicar os outros”, diz. Moradora do boêmio bairro da Vila Madalena, ela diz preferir as festas de rua que São Paulo oferece a locais que cobram entrada (“mais um jeito de segregar”). Na reta final do mestrado que analisa questões de gênero, ela ainda lidera o coletivo Em Alto e Bom Tom, focado no empoderamento de mulheres negras. Com uma amiga, ela monta exposições itinerantes de retratos de lindas jovens usando turbantes, cabelos afro, tranças e exibindo corpos suntuosos. As imagens visam dar mais confiança e suprir a falta de representação positiva de crianças e adolescentes afrodescendentes.

Nas semanas em que conversou com a reportagem, Janaína faltou a uma festa importante do terreiro que frequenta, com muita música, rezas e oferendas, por causa da dissertação. No candomblé, as cerimônias são guiadas pelo pai de santo e os cantos são em iorubá ou outras línguas dos antigos escravos. Diferentemente da umbanda, quem se manifesta por meio dos médiuns são os orixás – e não espíritos antigos. Por fim, se o praticante tem uma questão particular a tratar, pede uma sessão individual com o pai ou a mãe de santo, que fará perguntas aos deuses pelo jogo de búzios. São consultas que nada lembram as confissões e punições da igreja católica ou as expurgações dos evangélicos pentecostais.

Para o sociólogo das religiões Reginaldo Prandi, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), o  aspecto lúdico coloca os cultos africanos numa posição atraente para esses jovens. “A umbanda, assim como o candomblé, tem três coisas boas da vida: música, dança e comida”, resume. Além disso, a estética de cores fortes e contrastantes, rendas e ornamentos ricos, e a conexão com folhas, ondas do mar e flores ajudam a atrair novos adeptos, afirma o estudioso. “O mundo está questionando sua relação com a natureza e, nos grandes centros urbanos, são raros os momentos em que você fica com os pés no chão, em contato com tudo isso”, analisa. Essa turma antenada mostra que, hoje, nada é mais moderno do que buscar a paz nas coisas simples da vida.

Fonte: Marie Clarie

Saiba mais sobre o desenvolvimento mediunico

A mediunidade é vista por muitos como um grande fantasma, algo que deve ser tratado e retirado da vida de uma pessoa já que ela é responsável por prováveis malefícios na sua vida. Já por outros é vista como um carma, algo pesado que se tem para carregar. Outros ainda consideram-na como um dom que nos torna muito especiais. Mas será que realmente ela é prejudicial, um fardo ou algo exclusivo?
Segundo ensinamentos espirituais, 30% das pessoas já nascem portadoras de faculdades mediúnicas plenamente desenvolvidas, sejam elas conquistadas noutras vidas ou no tempo em que estiveram no astral.
Isso acontece por a mediunidade ser uma das mais poderosas ferramentas para o desenvolvimento consciencial e espiritual do ser humano.
Independentemente da crença religiosa de cada um, é notório que quase todas (para não dizer todas) as filosofias espirituais e religiosas vieram por inspiração ou pelo ensinamento de seres espirituais considerados de alto grau ou luminosidade e que as mesmas serviram como regra ou padrão para um desenvolvimento equilibrado e natural da humanidade. Claro que temos que levar em conta a cultura local e a época em que foram passadas tais orientações.
A humanidade evoluiu e, conseqüentemente, as religiões e a espiritualidade como um todo, adaptando-se aos novos meios e aos novos tempos, sem nunca deixarem de ser o que são: vias de desenvolvimento humano.
Vimos também em relatos históricos que a queda de antigas civilizações se deu ao facto do afastamento progressivo da sua sociedade das condutas religiosas, espirituais e éticas propagadas pelas mesmas, pois estas serviam para manter uma estabilidade e um equilíbrio no seu meio.
Sabemos que alguns vão dizer que alguns conceitos ficaram ultrapassados e ilógicos. Vamos ter que concordar. Afinal de contas, tudo evolui. Mas também sabemos que alguns deles sempre estiveram, estão e estarão corretos por serem verdades irrefutáveis.
Não vamos aqui falar de conceitos religiosos verdadeiros ou falsos, mesmo porque cada religião e sociedade têm os seus próprios meios de os ver, interpretar e entender e não somos nós que iremos armar-nos em donos da verdade.
“É tolo aquele que deseja uma prova do que não pode perceber;
E é estúpido aquele que tenta fazê-lo acreditar.” 

William Blake
Mas quando nos afastamos de Deus e dos seus valores eternos e internos, passamos a criar desequilíbrios pessoais e interiores. Isso é um fato e se isso acontece em larga escala, com certeza criaremos também problemas sociais.
E o que isso tem a ver com mediunidade?
 Tudo – respondemos nós.
Acreditamos que muitos já devam ter ouvido falar de um “tal” de desequilíbrio mediúnico que leva tantas pessoas a sofrer. Mas será mesmo que a mediunidade se desequilibra?
De forma nenhuma – respondemos nós – pois a mediunidade é um sentido, uma capacidade natural do ser humano de se conectar com o invisível ou, se os mais cépticos preferirem, com o abstracto. Porém, se não fosse pela nossa condição mediúnica, inerente a todo o ser humano, não seríamos capazes de realizar uma única oração que fosse. Ou não é verdade que o acto de rezar é uma forma de se comunicar com planos espirituais ou invisíveis?
E sentido é algo que não se desequilibra, mas pode dar “defeito” ou ser mal utilizado, por exemplo: uma pessoa que só vê maldade em tudo, é a sua visão que está em desequilíbrio ou é um desequilíbrio da sua personalidade (maldosa)? Diferente de uma pessoa que passa a ter problemas de visão ou fica cega pois deixa de ver com nitidez ou mesmo de todo, certo?
Pois bem, por acreditar que quem desequilibra a sua condição mediúnica é o próprio médium, através dos seus próprios comportamentos psíquicos, emocionais e sociais (independentemente dos motivos que o levaram a isso), achamos que um reencontro desse mesmo médium com Deus, através de uma religião, é capaz de equilibrá-lo novamente. O ensino de Deus, das Suas divindades e dos valores morais ligados a Ele e a ela (religião), não só o ajuda na sua transformação interior como também no seu fortalecimento e equilíbrio enquanto indivíduo. A isso também chamamos de desenvolvimento mediúnico, pois o acto de desenvolver a mediunidade não pode ficar apenas no exercício e no treino mediúnico. É preciso antes ensinar, pois se não houver um entendimento da mesma não irá ter o resultado almejado, que é o bem-estar do indivíduo. Por isso é tão comum um médium ir um templo umbandista e escutar da entidade “ filho, o seu problema é mediunidade e você precisa desenvolvê-la para melhorar”, porque um desenvolvimento mediúnico bem orientado ajuda a desenvolver a consciência de que é preciso também uma transformação interior que o ligará novamente a Deus, Suas Divindades e Seus princípios Divinos que o fortalecerão e o equilibrarão.
Claro que sabemos que uma atividade mediúnica fora de controlo, seja numa criança, num jovem ou mesmo num adulto, torna o ser muito mais sensível aos problemas do meio, deixando-o triste e perturbado psicologicamente, desinteressado pela vida, criando vários bloqueios e problemas físicos, psíquicos, materiais, profissionais, sentimentais, etc., que precisam ser orientados e cuidados.
Por isso a Umbanda utiliza o recurso mediúnico de incorporação para o equilíbrio e fortalecimento interior dos seus médiuns que, através dos seus Guias, passam a fortalecer-se, a aprender e, com o tempo, através deles e das suas bases, orientar os consulentes que comparecem nas suas sessões religiosas ou giras em busca de força, saúde, equilíbrio e felicidade para as suas vidas.
Fonte: http://ensinodearuanda.blogspot.com.br/2012/10/por-que-do-desenvolvimento-mediunico.html

A prática da caridade

Amor ao próximo sempre.

Pare de reclamar por besteira e pratique a caridade.

Você acha que só ir para o terreiro fazer atendimentos é o suficiente? É só uma parte de um todo.

Quando falamos em caridade o que vem em nossas mentes é o gesto mecânico e descomprometido de alguém dando esmolas, comida, ou qualquer outra coisa material a um irmão menos afortunado e o pior, sentindo-se como se houvesse dado a maior contribuição a humanidade, sendo capaz de se achar digno de méritos na espiritualidade, como muitos dizem, merecedores da salvação.

Este tipo de pensamento me dá calafrios! Parece que assim fazendo estaremos quites com nossa condição de cristãos umbandistas, pois afinal, foi o Cristo que em sua caminhada sobre a superfície terrestre nos ensinou a repartir o pão. Se levarmos realmente isso ao pé da letra, sem nos lembrar de que muitas outras coisas foram feitas por Ele no sentido de uma caridade mais humana, de maior alcance e sensibilidade fraternal, estaríamos cumprindo com a nossa enganosa missão de sermos caridosos com quem não possui nem o mínimo para sua sobrevivência, de forma tão simples, sem a representação do que realmente é a caridade em sua essência em seus fundamentos principais, totalmente fora dos propósitos do próprio Cristo.

O que precisamos analisar em primeira instância é o real significado da caridade. Ela é muito mais abrangente e de conteúdo muito maior, que pode ser aplicado, na verdade praticado em diferentes situações, vejamos em alguns poucos exemplos, mas suficiente para dar noção do que estamos querendo passar:

1-Quando estou em casa, lendo um livro ou navegando pela Internet e nos aparece um familiar mais idoso, um avó ou mesmo um de nossos pais e inicia uma conversa sobre alguma coisa que para ele parece importante. O que fazemos? Damos atenção? Somos pacientes? Nos colocamos a disposição para ouvi-los? Somos carinhosos? O ajudamos se necessário? Não, simplesmente dizemos que estamos ocupados no momento e depois falaremos com ele;

2-Quando estou caminhando pela rua e me deparo com alguém em dificuldade, necessitando de uma informação ou mesmo passando mal, o que fazemos? Dizemos a nós mesmos que alguém fará o socorro, pois estamos com pressa ou muito ocupados para dar atenção ou socorrê-lo em seu problema;

3-Se minha Mãe de Santo pede auxilio para um mutirão em nosso Templo o que eu digo? Que tenho outros compromissos assumidos anteriormente e não posso comparecer. Pois sei que outros estarão lá e me acomodo em minha pequenez;

O que quero dizer com esses exemplos é que a caridade é muito mais que um estado de espírito, é um conceito, uma prática que deve estar dentro de cada um, um valor que vai muito além do dar algo material! É estar naturalmente e espontaneamente atento e à disposição para tudo àquilo que aparecer em minha jornada, que ao fazer, me trará alegria e satisfação em ter recebido a oportunidade de poder servir da forma que a caridade em sua verdadeira prática exige.

Devemos ter em mente que é certa a possibilidade de estarmos em pelo menos duas das situações e condições que citei acima, e quando chegar a nossa vez, vamos poder nos lembrar que, se agimos da forma que gostaríamos que agissem conosco e caso não tenhamos agido, não teremos do que reclamar ou nos lamentar, estaremos recebendo simplesmente o que é de nosso merecimento.

A Umbanda é servidão! É estar sempre pronto para o trabalho! Mas essa vontade deve vir despida de qualquer interesse ou vantagem que possa macular minha alma. A doação tem que ser completa, com o coração, a mente e o espírito. Isso é caridade! Ela começa na nossa família de carne onde muitas vezes e na maioria das vezes é tão difícil a convivência e a harmonia, e se estende pela minha família de fé, pelo trabalho, pelo meu grupo de amigos, pela sociedade, a cidade onde vivo, as pessoas que desconheço, com as quais convivo e comigo mesmo. Onde houver a chance de exercer a caridade é lá que deve haver um Umbandista. É para isso que viemos! É por isso que abraçamos essa religião! É repartir o pão, mas também repartir a lição, repartir o sorriso, a força do abraço, do suor, da paciência e tolerância, da necessidade que for!

Vamos exercer essa caridade completa?

Fontes: http://www.caboclopenaverde.com.br

Um conto de preto velho

Um conto de preto velho

Uma vez uma criança escrava passava horas no Casarão enfeitando de flores a mesa da Sinhá.
Esse lar por ser uma Fazenda rica era muito triste,
Sinhá não podia ter filhos,
Adotou essa jovem negra como sua filha.
O Sinhô o respeitava como Pai.
Tirou ela de uma Preta Velha morta num navio negreiro e a onze anos a adotou.
Um dia Oxúm apareceu em seu sonho dizendo:
– Leve todas essas flores ao Rio e jogue elas pedindo a mim felicidade a esse lar. Em uma noite de lua cheia. Como não sabe pequena quando é a Lua vou te dizer que é amanhã a noite.
Assim ela fez.
Voltou sem o vaso de barro com as flores e Sinhá disse revoltada:
– Como pode Maria tirar a única alegria de casa? As minhas rosas?
Vá para seu aposento e não saia até eu chamar.
Passado dois meses Sinhá sonha com as flores na beira do Rio e acorda com muita ânsia de vômito.
Fica prostada em cama e chama Maria para avisar o Sinhô que doente estava.
O Sinhô chama o médico e ele diz:
– Sinhá, alguma coisa ocorreu e só o oculto pode explicar.
Fiz exames de sua urina e estas grávida.
Todos ficaram felizes.
Sinhá lembrou do sonho e chamou Maria para levá-la nesse Rio.
Lá ela levou flores e agradeceu o Rio. Na verdade Oxúm.
A criança nasceu forte e muito sádio.
Maria começou a ter sonhos e falar as pessoas.
Logo mais tarde aprendeu o Jogo de Ifá e se tornou uma grande Sábia daquelas Terras odiada por muitos mas querida pelas mulheres que não podiam engravidar e ela pedia Oxum sempre e era correspondida.

Como fazer um incenso natural com ervas aromáticas

O incenso de ervas aromáticas secas serve para purificar e aromatizar o ambiente, trazendo o cheiro a campo para dentro de sua casa. Para além disso são óptimos objectos de decoração e presentes originais saudáveis.

As ervas mais indicadas para fazer incenso são:

  • Alfazema
  • Alecrim
  • Hortelã
  • Tomilho
  • Salva
  • Erva cidreira
  • Pinheiro
  • Cedro

As ervas devem ser colhidas em dias ensolarados e secos. Caso apanhe ervas húmidas estas irão ganhar bolor e vão apodrecer com facilidade.

Corte as plantas pelos caules e nunca pela raíz.

Estas devem ser embrulhadas com fio de algodão. Quanto mais o fio estiver apertado as ervas irão queimar mais lentamente.

Arranque todas folhas doentes (estas não devem ser usadas).

Captura de tela 2015-08-18 07.51.12

  1. Comece por fazer um nó na ponta do ramo da erva aromática que escolheu;
  2. Segure no ramo e comece a enrolar o fio dê 2 a 3 voltas e volte a dar um nó;
  3. Continue a enrolar o fio até à outra ponta oposta (as folhas desta extremidade podem ficar soltas ou serem dobradas);
  4. Certifique-se que o fio está a ficar bem apertado (as ervas de folha larga não necessitam de tanto fio a enrolá-las);
  5. Vire o ramo e continue a enrolar o fio até à extremidade por onde começou (como mostra a figura);
  6. Caso ache necessário pode voltar a repetir o procedimento certificando-se que termina na extermidade por onde começou;
  7. Pendure os raminhos secos atrás de uma porta num lugar escuro e seco onde haja uma boa circulação de ar;Captura de tela 2015-08-18 07.51.20
  8. Aguarde algumas semanas para que as ervas estejam completamente secas antes de fazer a queima.
  9. Quando as ervas estiverem prontas segure na extremidade por onde começou e com a ajuda de uma vela comece a queimar a ponta do ramo;
  10. Deixe queimar uns 2 minutos e assim que o fogo pegar bem apague-o e lentamente assoprando (tenha cuidado com as pequenas fagulhas incandescentes que se podem soltar);
  11. Pouse lentamente o ramo num prato de barro;
  12. Caso queira apagar o seu ramo de incenso natural esmague e sufoque as pontas que se encontram incandescentes (evite usar água pois pode danificar o ramo a sua possível reutilização).

Captura de tela 2015-08-18 07.51.27Fonte: http://dicasnaturais.com

 

Escavações revelam relíquias de precursor do candomblé

Foi na Avenida Prefeito Braulino de Matos Réis, no número 360, na Vila Leopoldina, em Caxias, na Baixada Fluminense, que o terreiro de Joãozinho da Gomeia abriu suas portas. O famoso babalorixá foi precursor do candomblé no Rio. Frequentado por celebridades nas décadas de 50 e 60, como o presidente Juscelino Kubitschek, o local, que deve virar um centro cultural em breve, esconde relíquias que estão sendo descobertas numa escavação arqueológica.

— Meu interesse por Joãozinho começou em 2012, quando participava de um projeto no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), levantando referências culturais para o registro do candomblé como patrimônio imaterial do Rio — explica o antropólogo e doutorando em arqueologia pela UFRJ, Rodrigo Pereira, chefe das escavações.

Quando foi conhecer a área onde ficava o famoso terreiro, o cientista encontrou um terreno baldio: — O Joãozinho virou meu objeto de estudo no doutorado.

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Foram duas semanas de escavações com a ajuda de estudantes da pós-graduação em arqueologia do Museu Nacional e de funcionários da Prefeitura de Caxias. A busca revelou surpresas.

— Não sabia se ia encontrar muita coisa, o espaço estava degradado. Mas foram achados fios de contas, cerâmicas, objetos de jogo de búzios, cachimbos, telhas de amianto e garrafas de vidro. O Joãozinho tinha um trabalho social de doação de remédios para moradores — comenta Rodrigo.

Para o antropólogo, o resgate da memória é fundamental para a história do local e de Joãozinho. E também ajuda no debate sobre a intolerância religiosa:

— Estamos felizes porque, mesmo com a destruição do terreiro, ele ainda guarda muito da memória do espaço. Ainda é preciso discutir a intolerância, muito forte aqui no estado. Tem sido um trabalho rico.

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A dona de casa Maria Auxiliadora Palmeira, de 55 anos, mora em frente ao terreno e conheceu Joãozinho da Gomeia quando era criança.

— Minhas irmãs e eu éramos curiosas, a gente gostava de saber como era lá dentro. Na época, o bairro era muito movimentado, ficava cheio de carro de artista parado aqui — lembra ela: — Joãozinho morreu quando eu tinha 12 anos. Lembro dele como uma pessoa do bem.

A primeira etapa das escavações foi finalizada na última sexta-feira. Os trabalhos terão continuidade no primeiro semestre do ano que vem, onde serão feitas mais duas pesquisas de campo no local onde ficava o terreiro de Joãozinho.

Futuro centro cultural

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A Secretaria de Cultura de Caxias quer criar um centro cultural no terreno. O secretário Jesus Chediak disse que a ideia é o local oferecer oficinas de artesanato e gastronomia, venda de livros e de produtos culturais de países africanos de língua portuguesa.

— É importante valorizarmos as matrizes africanas que estão presentes na vida dos caxienses — afirma.

O projeto inclui um espaço multimeios, com teatro e uma sala dedicada a Joãozinho da Gomeia.

— Estamos trabalhando as ideias para viabilizar a construção em breve. Será feito um edital, onde arquitetos de países africanos darão sua contribuição — explica Chediak: — Queremos um centro cultural para fazer parte do roteiro turístico do Rio.

O baiano Joãozinho criou fama ao difundir o candomblé pelo Brasil usando a mídia. Dançarino do Cassino da Urca e homossexual assumido, chegou a Caxias nos anos 40. Ganhou o apelido Rei do candomblé da rainha Elizabeth II, durante a apresentação de um balé afro. Morreu em 1971 com tumor no cérebro e problemas cardíacos.

Fonte: http://extra.globo.com

Empresa de ônibus discrimina espíritas no Rio

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O vereador Átila Alexandre Nunes denunciou mais um caso de intolerância religiosa no Rio de Janeiro.

Passageiros da linha de ônibus (815-Taquara-Boiuna) da Viação Santa Maria, acusam o gerente de discriminar os frequentadores da instituição espírita Frei Luis. A linha, que funciona normalmente com 10 veículos, passa a ter só 2 às quartas-feiras, quando aumenta o número de usuários em razão das sessões no Lar Espírita Frei Luiz.

Às quartas-feiras, por causa dos poucos veículos, formam-se filas quilométricas de frequentadores do centro espírita. Funcionários da Viação Santa Maria disseram ao vereador Átila Alexandre Nunes que o gerente é evangélico e parte dele a ordem da retirada dos carros às quartas-feiras, quando aumenta o número de usuários por causa da grande frequência no Lar Frei Luiz.

Átila A. Nunes se reunirá com o Secretário de Transportes e convocará o proprietário da Viação Santa Maria. Caso se confirme o preconceito religioso e o boicote continue, denunciará o gerente e a empresa ao Ministério Público.

A mediunidade e a idolatria cega

Eu vejo com certa preocupação a comunhão desses dois substantivos. É comum ao adentrar em uma religião – não importa qual seja – se deslumbrar com tudo que lá encontrar. A dor abre caminho para a Fé, que abre caminho para a sensibilização e evolução. Porém em alguns casos o que acontece é totalmente antagônico: A Fé abre caminho para a fanatização.

Dentro das religiões que trabalham mais ativamente com a mediunidade isso fica um pouco mais escondido. Estamos acostumados a gritar e apontar o dedo para os evangélicos, por sua devoção fervorosa e também por repelirem qualquer coisa que não seja simpática com as concepções de sua igreja ou núcleo, isso incluindo outros evangélicos. Mas nas religiões espiritualistas o que tenho visto é a crescente de fanáticos ou pelo menos de pessoas com uma trave nos olhos.

Muitos que levam palavras de médiuns, sacerdotes e outros trabalhadores das searas medianeiras com total confiança, nem sequer passando por sua cabeça em questionar ou raciocinar sobre aquilo que foi proposto. Apenas recebem uma comunicação escrita ou uma palavra falada (psicofonia) de um médium intuído por um espírito de escol (supostamente) e acreditam naquilo piamente. Como se fosse a plena e absoluta verdade, refutando, com uma prolixidez que faz inveja, a muitos pastores com cursos e mais cursos de oratória.

Esquecem-se do principal,  que o próprio Mestre Jesus, tido como o maior ser Humano, divinizado em vida, o maior médium, calou-se quando questionado sobre o que é verdade. E também se esquecem dos pilares básicos de suas próprias doutrinas, que nas palavras de João, o Evangelista são: “Não acreditei em todos os Espíritos, mas verificais se este procede de Deus”.

Fora o fato, claro, de que o médium, não importa o quão evoluído ele seja, ainda sofra das influências do material, da vaidade, do ego e do orgulho. Seus preconceitos estarão presentes em suas comunicações, pois o instrumento não é perfeito, mesmo que este seja de uma profundidade mediúnica ímpar.

E quando questionar um desses ativistas da verdade mediúnica dos Avatares encarnados, eles claro, tentarão desviar o foco do assunto principal, mas quando acuado, ao questioná-lo, irá dar uma resposta estapafúrdia, que geralmente é: “Não, porque é nisso que acredito e não preciso de mais provas ou contra-provas”.

Não existem médiuns perfeitos, todos somos passivos de erros. Não existem espíritos angelicais de última ordem a nos passar comunicações sem influência do aparelho. Então, quando algo lhe for dito, use seu bom-senso, use sua razão, use seu discernimento e veja se aquilo lhe cabe. Se não couber, saiba estar aberto para uma situação diferente.

Quando confrontados em nossos preconceitos, nós devemos, por obrigação de espiritualistas comprometidos com uma tentativa de evolução moral, em procurar mais fontes, de preferência fontes primárias.

Fonte: Douglas Rainho (perdido.co)

O traficante Playboy e a fé no ‘corpo fechado’

corpo fechado

Em 1974, ouvi de um violeiro cego a surpreendente história de um menino cujos pai e irmão haviam sido assassinados. A mãe assustada e com medo de perder seu último, e agora único, filho levou-o ainda criança a um terreiro de umbanda para “fechar o corpo”. O menino cresceu sob a proteção de Ogum, entidade que representa a guerra. Crescido, o rapaz se envolveu com o crime e com a mulher do chefe do bando que mandou matá-lo. As balas atravessaram o seu corpo, porém, o jovem de corpo fechado caiu como morto numa piscina e, em um passe de mágica, ressuscitou e sai da água para viver a sua vida fora do crime.

A história é narrada no belíssimo filme de Nelson Pereira dos Santos, Amuleto de Ogum. De lá para cá, pouco se falou em corpo fechado e terreiro de umbanda. Há uma nova configuração religiosa na cidade do Rio de Janeiro. O protestantismo, o neopentecostalismo e outras denominações evangélicas invadiram a cidade e o País com nova forma de lidar com o mundo dos espíritos, substituindo as entidades que consideram diabólicas por Jesus.

Até agora essa mudança parecia irreversível e há quem diga que os traficantes mais perigosos hoje em dia são “de Jesus”. Ouvem-se casos de bandidos que fecham terreiros nos morros e nas comunidades invadindo casas de santo e expulsando os pais e as mães-de-santo da vizinhança.

Mas eis que no sábado, 8 de agosto, fomos surpreendidos pela notícia de que um dos mais procurados traficantes do Rio de Janeiro, Celso Pinheiro Pimenta, codinominado Playboy, fora morto quando se dirigia a um terreiro para fazer o ritual do “fechamento do corpo”. Antes, porém, o amor à namorada de 14 anos falou mais forte e ele passou por sua casa, não indo direto ao encontro da mãe-de-santo. Foi surpreendido pela polícia que o seguia de forma inteligente há um mês. O traficante de 33 anos estava protegido por quatro seguranças que fugiram quando a polícia se aproximou e Playboy foi alvejado por um tiro no peito e outro na perna.

Playboy era de família de classe média. Segundo o noticiário, o traficante era também assaltante e assassino perverso. Foi entrevistado pela revista “Veja” e também por seu amigo José Júnior – hoje fora do tráfico – coordenador do AfroReggae, enquanto estava foragido da penitenciária onde cumpria pena.

Segundo dizem as reportagens, José Júnior estava tentando uma rendição do traficante e chefe de um dos maiores bandos de assaltantes de carga no estado do Rio de Janeiro. Essas entrevistas e a forma como foram feitas mostram as relações perigosas entre o mundo do crime e a sociedade mais ampla.

A história do assaltante, traficante e assassino não é romântica como a história que o violeiro cego me contou em 1974 e, ao contrário, termina com a morte do bandido. Playboy era considerado um perigoso líder de uma facção criminosa e estava tentando retomar territórios já dominados pelas forças da lei. A polícia não só matou Playboy como prendeu mais seis traficantes procurados e rivais do bandido morto, chefes de facções que lutavam para retomar territórios e tocavam o terror nas regiões em que atuavam.

O menino Celso teve uma vida escolar típica de milhares de estudantes no País. Até o 4º ano do ensino fundamental parecia um aluno razoável. No quinto, foi reprovado pela primeira vez e repetiu o ano, segundo a ficha levantada pela reportagem do G1. Depois disso começou a via-crúcis por colégios onde seus pais o matriculavam na tentativa de ajudá-lo, até que Celso desistiu de estudar. Celso viveu até os 16 anos, antes de virar bandido, em Laranjeiras, bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Nada em sua vida até  então havia sido trágico. Nenhum grande trauma.

Pode-se dizer, quem sabe, que na escola forjou-se o herói pelo inverso, que ganhou fama e poder por não ter sido  aceito pela instituição educacional. Bom em educação física, nunca o valorizaram  por isso, e ganhou o status de garoto rebelde. Aos 16 anos Playboy já estava barbarizando em assaltos a residências e, certamente, liderando grupos com o mesmo perfil. Pena que a escola não tenha incentivado as aptidões do menino. Quem sabe se houvessem dado mais atenção às suas  particularidades, em vez de traficante de alta periculosidade teríamos um campeão em alguma modalidade esportiva? Não há como saber.

No dia 8 de agosto, Playboy,  o chefe da facção do morro da Pedreira foi morto. Talvez tenha sido o último bandido a acreditar em “corpo fechado”. Familiares dizem que foi assassinado. A polícia diz que reagiu e por isso foi baleado, falecendo a caminho do hospital. Fato é que o traficante depois de baleado não  ressuscitou, como na história narrada pelo violeiro cego.

Fonte: G1