Os primeiros anos da Umbanda e sua expansão

A Umbanda se desenvolveu durante um processo de transformação na história brasileira. As fábricas desafiaram a predominância da agricultura na economia brasileira. Estas fábricas causaram a expansão da classe trabalhadora; e o Brasil começou a dar os primeiros passos para um mundo moderno e industrial.

A Umbanda também mudou. Nos anos 50 e 60 os aderentes do espiritismo Kardecista, buscando uma nova experiência religiosa, se tornaram seguidores da Umbanda. Outros foram participar dos serviços nos centros de Macumba nas favelas do Rio de Janeiro e São Paulo. Inicialmente estes seguidores da Umbanda preferiram os espíritos e deuses africanos e indígenas cultuados na Macumba – uma rejeição dos métodos racionais dos praticantes mais evoluídos do espiritismo. Este método mais popular permitiu um espectro mais amplo para a cura de doenças e dos problemas da vida.

A atração da Macumba aos seguidores da Umbanda foram suas cerimônias mais estimulantes e dramáticas, muito mais dramáticas do que as sessões de espiritismo. Mas alguns que saíram do Kardecismo ficaram revoltados com os sacrifícios de animais praticados na Macumba e a solicitação de espíritos do mal: os Kiumbas ou Espíritos Obcecados.

Para os ofendidos pela Macumba, a Umbanda proporcionou uma cerimônia dramática sem as práticas das religiões afro-brasileiras primitivas que incorporavam magia negra. A maior atração da Umbanda foi a inclusão dos espíritos de indígenas, escravos negros e multi-raciais.

Novas facções emergeram para “purificar” a nova religião por retirarem algumas das influências africanas da Umbanda. Esta forma alterada do espiritismo Kardecista e da Umbanda é chamada Umbanda Branca. O nome se refere à magia branca, não à pessoas brancas; e é uma oposição direta do culto da Umbanda à Quimbanda (magia negra) e aos rituais africanos tradicionais da Macumba.

De acordo com a antropologista Diana Brown, um esforço coletivo foi tomado por Zélio de Moraes e seu grupo para promover a Umbanda Branca, modernizando as crenças afro-brasileiras e desenvolvendo práticas mais aceitáveis à classe média branca. Os esforços de Zélio, por oferecer uma mistura mais eclética e completa, sinalaram o fim do espiritismo Kardecista

A Umbanda tentou adotar as influências africanas, mas deixando de fora os sacrifícios de animais que repudiaram tantas pessoas. O Centro Espírita Nossa Senhora da Piedade, o primeiro terreiro de Umbanda, honra o espiritismo Kardecista por usar o termo Centro Espírita e também por usar o termo Nossa Senhora da Piedade que é uma referência ao catolicismo.

Apesar da promessa de liberdade religiosa assegurada pela primeira Constituição Republicana Brasileira em 1891, a Lei Criminal de 1890 proíbia a prática do espiritismo, bruxaria e seus sacrilégios. A Lei Criminal de 1942 condenava os “bruxos” e o uso de atos religiosos para praticarem o mal. A antropologista Yvonne Maggie revela que por reprimir a bruxaria, a classe governante do Brasil acreditava que estava protegendo a saúde espiritual da nação.

Na segunda metade do século vinte, os primeiros seguidores da Umbanda estavam ansiosos para se distinguirem das religiões afro-brasileiras como a Macumba e o Candomblé, os quais eram frequentemente reprimidos pelo governo brasileiro.

 

Expansão durante a Ditadura de Vargas

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A simplicidade de Getúlio Vargas

O primeiro estágio da expansão da Umbanda coincidiu com distúrbios sociais e políticos.  A ditadura nacionalista de Getúlio Vargas (1930-1945) empregou a Umbanda para popularizar e consolidar seu poder. Os espíritos da Umbanda: os Caboclos e os Preto Velhos se integraram perfeitamente ao nacionalismo brasileiro do regime de Vargas. Tais símbolos da Umbanda ajudaram seus esforços para criar uma cultura nacional que tocou a população muiti-étnica brasileira.

Os indígenas brasileiros e os descendentes de escravos receberam a Umbanda como sua própria religião, pois a viam como uma religião genuinamente brasileira, o que facilitou a expansão da Umbanda nos anos 30.

A emergente classe trabalhadora urbana definiu Getúlio Vargas como “o pai dos pobres” e como “o pai da Umbanda”. Até os anos 60 muitos terreiros de Umbanda mostravam a foto de Getúlio Vargas como um tipo de santo padroeiro.

Apesar da identificação com a Ditadura de Getúlio Vargas, elementos da classe prominente perseguiam a Umbanda e seus seguidores. A polícia interrompia os encontros religiosos. Líderes espirituais, médiuns e membros da igreja eram perseguidos e os ícones da Umbanda eram confiscados.

Vestimentas, amuletos sagrados, instrumentos e outros objetos das religiões afro-brasileiras confiscadados pela polícia podem ainda ser encontrados no Museu da Polícia no Rio de Janeiro. Até recentemente, esta coleção era ridicularizada como uma Coleção de Bruxaria Negra.

Euclydes Barbosa (1909-88), um jogador de futebol renomado chamado Jaú, foi um mártir da perseguição religiosa. Ele jogou em 1938 com o Time Nacional Brasileiro na Copa do Mundo na França. Jaú foi também um pai-de-santo, o precursor da religião de Umbanda em São Paulo. Nos anos 50, Jaú foi um dos primeiros organizadores da Festa de Iemanjá nas praias de São Paulo. Por causa das suas atividades religiosas, Jaú foi perseguido pela polícia, torturado e aprisionado.

A Umbanda cresceu na segunda metade do século XX, apesar dos ataques policiais, se ramificando para criar o Candomblé na Bahia.

 

Principais anos após a Ditadura de Vargas

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Passeata contra a censura

Para combater a repressão do governo os terreiros de Umbanda se organizaram. A primeira federação foi fundada por Zélio Fernandino em 1939.

O restabelecimento da democracia em 1945 assinalou o início da liberdade religiosa. Várias federações de Umbanda foram fundadas em São Paulo em 1953. As leis, entretanto, não equivaliam aceitação universal. Os cultos de Umbanda ainda eram considerados suspeitos. A polícia local registrou todos os terreiros. Em 1964  esta lei foi eliminada e só um registro civil era necessário para estabelecer um terreiro.

O período entre ditaturas – 1945 a 1964 – permitiu a expansão da Umbanda. Os politicos, a polícia, e os líderes civis frequentavam os terreiros, especialmente durante os anos de eleição.

Uma pesquisa conduzida pelas antropologistas Lísias Nogueira Negrão e Maria Helena Concone mostram que nos anos 40 e 58 organizações religiosas foram registradas como terreiros de Umbanda em São Paulo enquanto 803 se declaravam Centros Espíritas. Por volta dos anos 50, as posições se reverteram: 1,025 organizações se declararam Terreiros de Umbanda, 845 Centros Espíritas e somente um Terreiro de Candomblé. O pico durante os anos 70 viram 7,627 Terreiros de Umbanda, 856 Terreiros de Candomblé e 202 Centros Espíritas.

O Brasil passou de 50,000 Terreiros nos anos 60 para 300,000 no início dos anos 80. A ditadura militar terminou em meados dos anos 80. O Brasil se tornou uma nação democrática, cada vez mais orgulhosa da sua diversidade cultural. Um novo clima cultural condenou a escravidão e outras ofensas históricas; celebrou a herança africana e o culto aos Orixás (Deuses Yoruba).

Entre os anos 50 e 70 a repressão da polícia diminuiu e os membros da Umbanda aumentaram. Ainda assim, de dentro da igreja Católica os padres denunciavam a Umbanda. A imprensa mais conservadora também se opunha à Umbanda. A igreja Católica não pode tolerar o culto aos espíritos e resentia as comparações entre os Orixás e os santos católicos.

Nada disso impediu os Umbandistas, que se consideravam católicos devotos. Eventualmente o Conselho do Vaticano II (1962-65) aceitou a Umbanda e proclamou uma relação ecumênica ou tolerante com as religiões afro-brasileiras.

compositores
Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, Tom Jobim, Jack Lang, Caetano Veloso e Chico

A Umbanda se tornou parte da cultura popular. Ela se tornou parte da literatura e de canções populares. Jorge Amado escreveu histórias que lidavam com a cultura afro-brasileira. Desde 1960 compositores nobres escreveram canções sobre a Umbanda. Tom Jobim, Toquinho, Vinícius de Moraes, Geraldo Vandré e Clara Nunes são uns dos mais conhecidos. O poeta Vinícius de Moraes casou com sua esposa, Gesse, numa cerimônia de Umbanda presenciada por muitas figuras prominentes da cultura e política brasileiras. Por volta de 1980, somente os seguidores mais puros do Candomblé reagiram contra a Umbanda, a desprezando como um culto sem valor e cafona.

 

Fontes:

– Iemanjá, Rainha Do Mar (por Aliana Zenon)
– Das Macumbas à Umbanda: a construção de uma religião Brasileira (por José Henrique)

– Google Imagens

O que é a Esquerda na Umbanda?

Primeiro quero pedir licença a todos os nossos irmãos que orientam a esquerda da umbanda, para falar em vossos nomes, que sua força ilumine as minhas idéias.
Como todos nós sabemos, a nossa umbanda trabalha em equilíbrio, tendo o polo positivo e negativo em tudo que se faz, mesmo os nossos orixás trabalham nessa dualidade.
Sempre mal compreendidos por outras religiões e até mesmo por alguns umbandistas e sacerdotes ainda sem o conhecimento da verdade, as suas idéias negativas atrapalham até as suas incorporações.
Esses mensageiros sempre tiveram as suas imagens associadas a imagens demoníacas, mas são espíritos que após compreenderem seus erros na lei maior, aceitaram assentarem-se ao lado esquerdo de nosso criador e trabalharem como executores da lei. Trabalham na escuridão em prol da luz e a serviço do orixá Ogum, senhor da lei e dos caminhos, Exu senhor da vitalidade.
Ao lado do nosso criador temos a direita o nosso racional e consciente: onde atuam caboclos, pretos velhos,À esquerda está nosso emocional e inconsciente, trabalhando a polaridade de todas essas linhas. Eles são responsáveis por absorver e esgotar a negatividade que nos atinge, quebram as demandas e desmancham as magias negativas. Mesmo que as demandas sejam quebradas pela direita eles descarregam e são responsáveis por encaminhar espíritos sofredores, obsessores, zombeteiros, eguns, quiumbas, etc.
De acordo com a lei maior e o merecimento desses espíritos, eles são encaminhados, cada um para seus lugares no astral.

Alucinações ou Vultos, Espectros, Visões de outras dimensões? 😨

Quando Deus fala com você, mesmo que em “pessoa”, Ele fala através de sua mente. Se seu chacra frontal, e não seus olhos, capturaram um espírito real, ainda assim este chacra colocou a imagem em sua tela… mental. E se só você o viu, não precisa ser real para o outro, mas nem por isso deixará de ser real para você.

Quando Chico Xavier nos relatava ter visto intimamente um espírito, o que faz este espírito ser real para mim, que não vi, é a credibilidade do médium, a coerência espiritual que ele tem dentro daquilo que creio, e a sintonia espiritual que eu possa perceber ali.

Se um segundo médium também o percebe, ou diz perceber – e eu não – ainda assim o que tenho é a credibilidade ou sugestionabilidade do outro médium. Até porque, se todos vissem e fotografassem, não seriam mais vultos na clarividência, e sim, um caso de materialização.

Nestas visões, para não depender de sensações que nem todos sempre têm, eu diria que o maior fator de realidade é a mensagem que eles trazem. A maior garantia que um médium nos dá é a própria normalidade e coerência com a qual viva – ou não – aqui. Penso que valha o mesmo para nossa visão.

Em geral, as “alucinações” que merecem nome não vem sozinhas, elas acompanham pessoas que não se adéquam bem à vida social aqui, muitas vezes como forma de compensação. E tampouco são neutras; elas costumam ter conteúdo simbólico analisável, muitas vezes endossando delírios persecutórios (os “do mal”) ou de grandeza (os “do bem”), em enredos que poderiam figurar de um sonho, psicanaliticamente interpretável, da mesma pessoa.

Já os clarividentes reais, especialmente os que trilham o caminho dos comuns (uma vez que exceções são exceções), percebem vultos sem nenhuma alteração visível do juízo, nem maiores fascinações. Não costumam interpretar as supostas visões (simples, naturais) para endossar credos mirabolantes com falhas de discernimento. O certo é simples, e o simples é certo.

Se quer saber técnica e precisamente se uma visão – que em última análise se dá em sua mente – proveio mesmo do astral ou foi criada ali na mente, eu diria que, simplesmente, não dá para afirmar. Como podemos dar cem por cento de certeza, ainda mais na experiência do outro, se em um nível mais profundo, todos os credos, físicas e filosofias questionam até mesmo a realidade deste plano aqui? E quando é conosco, porque às vezes temos, algumas, tanta necessidade de afirmarmos (aos outros) tratar-se de algo “real”? A realidade interna não deveria ser, em última análise, interior?

Alberto Cabral, filósofo e espiritualista, diz – sobre a realidade projetiva – que só pode garantir ao outro que o que viu fora do corpo não seja ilusão na medida em que possa garantir a realidade daqui, que lhe parece tão coerente quanto. Em seu juizo e discernimento, que nos parecem aceitáveis, o percebido é tão ou mais real, coerente e palpável do que essa realidade que percebemos agora e aqui. Claro que alguém que alucina também pensará o mesmo; entretanto, se a realidade do psicótico parece a mesma no consciente e no inconsciente para ele, por outro lado, a estrutura de sua realidade não parece da mesma coerência para nossa referência aqui.

A conclusão deste raciocínio simples é que o juízo de sanidade é o mesmo: se sou louco por perceber aquilo de lá, deveria o ser por perceber isso de cá; se sou confiavelmente coerente, inteligente e centrado aqui, por exemplo, é com este mesmo juízo que estou afirmando minha visão do acolá. O paradoxo disso é que voa mais alto – e de olhos abertos – aquele que tem os pés no chão.

Bons médiuns são pessoas que, na medida do possível, namoram, têm filhos, amigos, vida sexual sadia, trabalho, lugar no mundo, sentido de vida, relações saudáveis, passado coerente, planos adequados para o futuro, saúde psíquica, discurso estruturado, bom humor, senso de realidade… Já outros, têm maior número de “visões” quando deprimidos, ou como principal característica sua “especial” (em meio a uma visível mediocridade), ou no meio de discursos de estruturas mirabolantes, ou substituindo com os “mortos” uma visível deficiência nos relacionamentos com os “encarnados”. Uma tentativa de estrutura no “mundo de lá”, proporcional à sua falta de estrutura no de cá.

Não descarto que até esses últimos captem bastante realidades espirituais, talvez até mais do que a média. Entretanto, qualquer comunicação vinda de uma estrutura assim não tem como deixar de se contaminar pelas compensações e desequilíbrios da estrutura mental.

Há outros critérios, como o da obviedade, o do messianismo, o do simbolismo. Uma pessoa centrada, sem maiores alucinações, vê um vulto repentinamente, não raro quando busca o contato espiritual, e se questiona da realidade disso. É coerente.

Pessoas simples e sem cultura, não raro “incorporam” entidades que se diferenciam pela humildade, e passam recados com uma sabedoria e simplicidade incomum. Grandes mestres, cujo exemplo de vida atravessa milênios, falam de uma sabedoria também atemporal. Faz sentido.

Por outro lado, alguns menos centrados e medianos, ou até mesmo usuários de substâncias, têm “certeza” de verem Saint Germain ou Jesus numa nave (que assim se vê ou se mostra como especial), em geral, associados a simbolismos do credo ou psiquismo pessoal de quem o viu (cruzes, naves especiais, raios violetas, apocalipses, discursos místicos e confusos), como se fossem arautos de um significativo “tempo futuro melhor que esse” (atual do médium). Boa parte deles se dissocia do “mundo”, dos “prazeres”, da matéria, até mesmo do “sexo” ou da “mente”, os quais significativamente “condenam” (como se fosse possível transcender aquilo que não viveram). Não percebem vultos entre dúvidas: têm “certeza” do contato com os mestres e deuses, os quais se dignam a vir falar (exclusivamente) com eles, (apenas) para passar recados óbvios, do tipo “irmãos, vocês precisam se amar mais”, “vocês são deuses”, ou “aquilo que você deseja acontece”.

A aceitação dessas afirmações “esotéricas”, em geral ditas em tom místico que parodia outras religiões e textos de auto-ajuda, não é prova de autenticidade, e sim de obviedade pessoal. Há muitos mestres antigos e profetas atuais que já nos deram a mesma mensagem com maior credibilidade, sendo pouco provável que as estrelas se alinhem para que a Virgem Maria em pessoa escolha, como última chance para a humanidade, repetir o já sabido como se fosse novidade, através de alguém cujo exemplo é diverso da normalidade dos homens e que a Mãe Divina precisaria desesperadamente atingir antes do momento final.

Dois por cento de autenticidade

Penso, por fim, que certamente há muita mediunidade em boa parte da dita esquizofrenia; mas, talvez na mesma proporção, há muita esquizofrenia em grande parte do que é aceito como mediúnico. Ken Wilber, com base em muita pesquisa, prática e teoria, afirma que no máximo cerca de 2% dos fenômenos alegados são autênticos. Há quem veja ceticismo nisso, mas ele mesmo é dado a paranormalidades e meditações, e não disse não crer, ao contrário: revela ter constatado fenômenos reais, e muitos; mas não a maioria dos que se dizem ser, bem intencionados ou não.

Este debate todo é interessante, mas se reparar bem na incerteza que repousa em nossa condição, entendo que o mais sensato ainda seria viver bem aqui, considerar mais o conteúdo das comunicações do que sua natureza, e empenhar sinceros esforços no intuito de nos conhecermos melhor. Note que, ainda que discordem na teologia, na prática vários caminhos distintos apontam para o mesmo, da resignificação psicanalítica à reforma íntima espírita, das práticas yogues de purificação ao dharma no aqui-agora budista.

Tenha visto você um espírito ou uma alucinação, as percepções – e projeções – só poderão ser tão lúcidas e reais quanto a “realidade lúcida” que seja vivida aqui.

Escrito por Lázaro Freire – Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 57

Obaluaiê

É o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro.
O Orixá Obaluaiê é o regente do pólo magnético masculino da linha da Evolução, que surge a partir da projeção do Trono Essencial do Saber ou Trono da Evolução.

O Trono da Evolução é um dos sete Tronos essenciais que formam a Coroa Divina regente do planeta, e em sua projeção faz surgir, na Umbanda, a linha da Evolução, em cujo pólo magnético positivo, masculino e irradiante, está assentado o Orixá Natural Obaluaiê, e em cujo pólo magnético negativo, feminino e absorvente está assentada a Orixá Nanã Buruquê. Ambos são Orixás de magnetismo misto e cuidam das passagens dos estágios evolutivos.

Ambos são Orixás terra-água (magneticamente, certo?). Obaluaiê é ativo no magnetismo telúrico e passivo no magnetismo aquático. Nanã é ativa no magnetismo aquático e passiva no magnetismo telúrico. Mas ambos atuam passivamente, o outro atua ativamente.

Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcança o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).

É o mistério “Obaluaiê” que reduz o corpo plasmático do espírito até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Nesta redução, o espírito assume todas as características e feições do seu novo corpo carnal, já formado.

Muito associam o divino Obaluaiê apenas com o Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiê é muito mais do que já o descreveram.

Ele é o “Senhor das Passagens” de um plano para outro, de uma dimensão para a outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.

Espero que os Umbandistas deixem de temê-lo e passem a amá-lo e adorá-lo pelo que ele realmente é: um Trono Divino que cuida da evolução dos seres, das criaturas e das espécies, e que esqueçam as abstrações dos que se apegaram a alguns de seus aspectos negativos e os usam para assustar seus semelhantes.

Estes manipuladores dos aspectos negativos do Orixá Obaluaiê certamente conhecerão os Orixás cósmicos que lidam com o negativo dele. Ao contrário dos tolerantes Exu da Umbanda, estes Obaluaiês cósmicos são intolerantes com quem invoca os aspectos negativos do Orixá maior Obaluaiê para atingir seus semelhantes. E o que tem de supostos “pais de Santo” apodrecendo nos seus pólos magnéticos negativos só porque deram mau uso aos aspectos negativos de Obaluaiê… Bem, deixemos que eles mesmos cuidem de suas lepras emocionais. Certo?

Oferenda: Velas brancas e brancas/pretas; vinho rosé licoroso, água potável; coco fatiado coberto com mel e pipocas; rosas, margaridas e crisântemos, tudo depositado no cruzeiro do cemitério, á beira-mar ou á beira de um lago.

Saiba mais sobre as Pombo-Giras

O termo Pombo-Gira é corruptela do termo “Bombogira” que significa em Nagô, Exu.
A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrada na história.
No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada em sua maioria por mulheres, daí a associação.
Se Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira? Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é mulher de Sete Exus! As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.
Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade, dos Sete Exus Chefes de Legião, apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pombo-gira é mulher de Sete Exus e, por isso, prostituta.
É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombo-giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem.
A função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.
A sensualidade desenfreada é um dos “sete pecados capitais” que destroem o homem: a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem neste campo emocional.
As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer Exu, executoras da Lei e do Karma.
Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele “overdoses” de sexo, para esgotá-lo de uma vez por todas.
Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para “descarregar” o ambiente deste tipo de energia negativa.
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções.

Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como bichos-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles.

Livro: Amigos do Zé e Guardiões 📖

Este livro reúne uma coletânea de textos e mensagens recebidas de mentores e guardiões, onde me fiz canal da espiritualidade.

Quando resolvi compilar e editar algumas destas mensagens, minha intenção foi dividir com vocês a visão desses queridos amigos, que sempre estão nos trazendo seus pontos de vista sobre os mais variados temas.

Que esta pequena obra possa se fazer útil na sua caminhada, mas principalmente, possa lhe instigar a um mergulho interior, a um olhar mais profundo no seu mais íntimo, buscando sempre a verdade na sua própria essência.

Sempre lembrando, que a oração mais poderosa será sempre a que você nutre, sentida pelo seu temperamento e vivenciada pelos seus sentimentos na personalidade que estagia dia a dia.

Esta oração é legítima e pura. O macrocosmo conspira com força e poder na sua vida, conforme as frequências vibratórias em potências emanadas de ti.

Edson Rosa

Link para download do livro em PDF
http://k003.kiwi6.com/hotlink/81jjtyfhw1/Livro_em_PDF_Amigos_do_Z_e_guardi_es_vol.1.pdf

Os Pontos Cantados e seus significados

Um dos fundamentos de vital importância para harmonização e eficácia dos trabalhos dentro de um templo umbandista é, sem dúvida, o que diz respeito aos Pontos Cantados (curimbas).

Em tempos imemoriais, o Homem materialista é ligado quase que exclusivamente aos aspectos físicos que o circundavam, tomado de profundo vazio consciencioso, resolveu traçar caminhos que o fizesse resgatar a verdadeira finalidade de sua existência. Alicerçado em princípios aceitáveis, passou a buscar o elo de ligação para com o Criador, a fim de se redimir do tempo perdido e desvirtuado para outras ações. Uma das formas encontradas para a reaproximação com o Divino foi a música, onde se exprimiam o respeito, a obediência e o amor ao Pai Maior. Desta forma, os cânticos tornaram-se um atributo socio-religioso, comum a todas as religiões, onde cada uma delas, com suas características próprias, exteriorizavam sua adoração, devoção e servidão aos desígnios do Plano Astral Superior. A Umbanda, nossa querida religião anunciada no plano físico em 15 de novembro de 1908, em Neves, Niterói – RJ, pelo espírito que se nominou-se Caboclo das Sete Encruzilhadas, também recepcionou este processo místico, mítico e religioso da expressão humana. Nos vários terreiros espalhados pelas Terras de Pindorama (nome indígena do Brasil), observamos com fé, respeito e alegria os vários pontos cantados ou curimbas, como queiram, sendo utilizados em labores de cunho religioso ou magístico. Em realidade os Pontos Cantados são verdadeiros mantras, preces, rogativas, que dinamizam forças da natureza e nos fazem entrar em contato íntimo com as Potências Espirituais que nos regem. Existe toda uma magia e ciência por trás de um ponto (curimba) que, se entoadas com conhecimento, amor, fé e racionalidade, provoca, através das ondas sonoras, a atração, coesão, harmonização e dinamização de forças astrais sempre presentes em nossas vidas. A Umbanda é capitaneada por sete Forças Cósmicas Inteligentes (Orixás). Todas estas irradiações têm seus pontos cantados próprios, com palavras-chave específicas e a justaposição de termos magísticos, de forma que o responsável pelo ponto cantado (curimba) deve Ter conhecimento do fundamento esotérico (oculto) da canção.Temos visto em algumas ocasiões determinadas pessoas até com boas intenções, mas sem conhecimento, “puxarem” pontos em horas não apropriadas e sem nenhuma afinidade com o trabalho ora realizado. Tal fato pode causar transtornos à eficácia do que está sendo feito, uma vez que podem atrair forças não afetas àquele labor, ou ainda despertar energias contrárias ao trabalho espiritual. Quanto à origem, os pontos cantados dividem-se em Pontos de Raiz (enviados pela espiritualidade), e Pontos terrenos (elaborado por pessoas diretamente) os Pontos de Raiz ou espirituais jamais podem ser modificados, pois constituem-se em termos harmoniometricamente organizados, ou seja, com palavras colocadas em correlação exata, que fazem abrir determinados canais de interação físico-astral, direcionando forças para os mais diversos fins (sempre positivos). No que concerne aos Pontos cantados terrenos, a Espiritualidade os aceita, desde que pautados na razão, bom senso e fé de quem os compõe. Às vezes, porém, nos deparamos com algumas curimbas terrenas que nos causam verdadeiro espanto, quando não tristeza. São composições “sem pé nem cabeça”, destituídas de fundamento, com frases ingênuas e sem nenhum nexo, chegando algumas a denegrirem os reais valores umbandistas. Cantam pontos (curimbas) por aí dizendo que Exu tem duas cabeças; que Bombogira (Pombagira) é prostituta e mulher de sete maridos; que Preto-Velho é feiticeiro e mandingueiro; que Ogum é praça de cavalaria, e outras incoerências mais… Quanto à finalidade, os Pontos Cantados podem ser: Pontos de chegada e partida; Pontos de vibração; Pontos de defumação; pontos de descarrego; Pontos de fluidificação; Pontos contra demandas; Ponto de abertura e fechamento de trabalhos; Pontos de firmeza; Pontos de doutrinação; Pontos de segurança ou proteção (são cantados antes dos de firmeza); Pontos de cruzamento de linhas; Pontos de cruzamento de falanges; Pontos de cruzamento de terreiro; Pontos de consagração do Congá; e outros mais, consoante a finalidade a que se destinam. Vimos pelo acima exposto que os pontos (curimbas), por serem de grande importância e fundamento, devem ser alvo de todo o cuidado, respeito e atenção por parte daqueles que as utilizam, sendo ferramenta poderosa de auxílio aos Pretos-Velhos, Caboclos, Crianças , Exus, e demais espíritos que atuam dentro da Corrente Astral de Umbanda.
Vamos Curimbar!

A ervas do Exú

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.

Arrebenta Cavalo
: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.

Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.

Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.

Beladona : Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.

Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.

Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao mau hálito.

Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usadas em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.

Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.

Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira : corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.

Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarréias.

Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira atua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.

Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.

Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsediadas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

Figo do Inferno
: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.

Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.

Juá – Juazeiro
: É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.

Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.

Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente e tônico, além de prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.

Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.

Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.

Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza, descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.

Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.

Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.

Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.

Maria Mole: Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.

Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.

Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incômodos digestivos.

Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.

Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.

Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.

Pau D’alho
: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranqüila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abscessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.

Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.

Pimenta Darda: “Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.

Pinhão Branco
: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.

Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.

Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.

Pixirica – Tapixirica
: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.

Tamiaranga
: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.

Tintureira
: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.

Tiririca
: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.

Urtiga Branca
: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.

Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.

Vassourinha de Botão
: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.

Vassourinha de Relógio
: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.

Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.

Amado Irmão, lembre-se que seu Pai ou Mãe no Santo, que devem confirmar estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento..

Fonte: https://povodearuanda.wordpress.com/2007/04/19/ervas-de-exu/

Livro: Emanar de Amor – Perguntas e Respostas 📖

A pedido do Caboclo Pena Branca.

Ele disse que esse livro irá ajudar muitas pessoas a se curar de males físicos etc. Como também as mesmas pessoas poderão ajudar outras que se encontram com diversas enfermidades.
A recomendação que ele disse que a pessoa precisa ter para ser estrumamento de cura é amar apenas, e buscar a força e a energia de curar pela fonte inesgotável do amor!

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Att.
Edson Rosa.