Oração para abrir os caminhos

abrir os caminhos

Deus saiu eu saí.

Deus andou eu andei,

Deus achou eu achei.

 

Assim como à Nossa Senhora não

faltou leite para o seu bento filho,

pois a mim não faltará o que eu

quero arranjar.

 

Pelo sangue que Jesus derramou no

calvário e pelas lágrimas que vós

derramastes ao pé da cruz,

não ha de faltar o que sair a procurar.

 

Logo ao término desta oração, rezam-se um pai nosso, uma ave Maria e uma salve rainha, até Nos mostrai.

O Sincretismo das religiões afro e católicas

Como todo nós sabemos, a religião afro e a igreja católica tem semelhanças  Uma delas, são os Orixás, com os santos cultuados no Catolicismo! Pesquisei, e aqui está o Sincretismo entre essas Religiões.
Dias Orixá Sincretismo
15/01 Oxalá Jesus Cristo
20/01 Oxóssi São Sebastião
02/02 Iemanjá Nossa Senhora dos Navegantes
19/04 Logun Edé Santo Expedito
23/04 Ogum São Jorge
30/05 Obá Santa Joana d’Arc
13/06 Exú Santo António
24/06 Xangô São João Baptista
26/07 Nanã Sant’Ana
24/08 Oxumaré São Bartolomeu
27/09 Ibeji Santos Cosme e Damião
05/10 Ossaim São Roque
02/11 Omulú São Lázaro
04/12 Iansã Santa Bárbara
08/12 Oxum Nossa Senhora da Conceição
13/12 Ewá Santa Luzia

Oração para a Noite

Boa noite, Pai Oxalá.

Termina o dia e a Ti entrego o meu cansaço.

Obrigado por tudo e perdão.

Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos.

Pela alegria que vi no rosto das crianças.

Obrigado pelo exemplo que recebi dos outros.

Obrigado também pelo que me fez sofrer…

Obrigado, porque naquele momento de desânimo

Me lembrei que Tu és meu Pai.

Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida,

Pelo meu desejo de superação.

Obrigado Pai, porque me deste uma mãe compreensiva e carinhosa.

Perdão também, Senhor …

Perdão por meu rosto carrancudo.

Perdão porque me esqueci de que não sou filho único,

mas irmãos de muitos.

Perdão Pai, pela falta de colaboração, pela ausência

de espírito de servir.

Perdão porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto.

Perdão por ter aprisionado em mim a Tua mensagem de Amor.

Perdão porque não estive disposto a dizer “sim”, como Maria.

Perdão por aqueles que deveriam pedir-Te perdão e

não se decidem a fazê-lo.

Perdoa-me Pai, e abençoa meus propósitos para o dia de amanhã.

Que ao despertar, me domine um novo entusiasmo.

Que o dia de amanhã seja um contínuo “sim”, numa vida consciente.

Boa noite Pai Oxalá!

Mensagem do Exu Treme Terra!

“Os dias aqui passam rápido. Parece ontem que eu sofria demasiadamente por coisas que eu vejo que não tinham importância. O amor, não aproveitei. Da saúde, não desfrutei. A fé, não a tive. Mas agora eu sei. Não aprendi, e posso dizer isso porque sei que se voltasse às mesmas situações teria grande chance de cometer os mesmos erros. Mas agora eu tenho conhecimento, que é o primeiro passo a ser dado na evolução de um espírito. Espero um dia poder dizer: eu aprendi. Mas para que isso aconteça, tenho consciência de que enfrentarei desafios que nunca nem sequer imaginei enfrentar. Desafios que nada têm a ver com provas e metas a serem cumpridas, mas que envolvem algo muito mais complicado para os seres em Terra: sentimentos. Esses que abrangem os desejos, os vícios, as tentações e principalmente o desequilíbrio.
Não desperdiçem a chance que ainda têm de fazer diferente, ou de pelo menos não fazer tudo igual a vida inteira. Aproveitem o amor, dêem valor à saúde (antes que a percam) e tenham fé. Eu suplico-lhes que tenham fé, porque esta é a única que carentes, doentes, pobres, ricos, infelizes e felizes podem ter, sem distinção.

Acreditem, nada acontece por acaso e levar a vida sem vivê-la, é o maior erro que se pode cometer.”

O que são Cambones/Cambonos?

É o médium que participa nas giras de assistências como auxiliar dos Guias em terra, podendo ser designado na hora dos trabalhos, pelo Primeiro Cambono, pela Ialorixá ou pela Iabá. O cambono é a viga mestre do trabalho, sua energia é fundamental na sustentação vibracional da casa.

Ainda que muitas vezes eles passem despercebidos aos consulentes e assistência durante um trabalho, são os cambonos os grandes responsáveis pelo bom andamento de um trabalho.

A origem da palavra Cambono ou Cambone, é uma corruptela proveniente das raças primitivas que praticavam o culto puro arcaico.

(…) O Cambono da primitiva Aumpram era uma peça importante no culto, porque, além de ser um auxiliar direto dos primeiros magos, era, inclusive, um iniciado com vastos conhecimentos para poder comandar as cerimônias, quer no seu aspecto ritualístico, quer no evolutivo das entidades, médiuns e assistentes, quer no aspecto doutrinário e filosófico.

O Cambono primitivo era instruído pelos magos no seu mister, estudando os Sagrados Mistérios, linguagem simbólica, ritos arcaicos, liturgia, passando vários anos a privar com seus Mestres e Instrutores para poder bem desempenhar as suas funções.

Era também o Cambono, de acordo com a sua ficha astral astrológica levantada pelos magos, consagrado ao seu Orixá correspondente, à sua vibração própria, para poder atuar com harmonia vibratória nesses trabalhos. Em suma, era um mago menor com vastíssimos conhecimentos a serviço desse culto puro.

Sendo o Cambono auxiliar [tinha uma] soma de grandes conhecimentos (…) para poder atuar efetivamente nessas cerimônias! Conhecimentos de numerologia, som vibratório, ou magia sonora, para poder atuar nos pontos cantados, mantras de fixação vibratória; astrologia e quiromancia sagradas; anatomofisiologia oculta, para poder atuar no chacra preciso desse ou daquele aparelho; química e física ocultas, estudo das cores para uso na cromoterapia, em suma, conhecimento completo da Lei da Aumpram para poder atuar eficientemente nos trabalhos dentro da falange, subfalange ou legião exatas.

Atualmente, o Cambono não tem o preparo necessário para essas funções. Pela sua própria condição, a Umbanda de hoje é um movimento nascente e o Cambono não pode ter a soma de conhecimentos que possuía na antiguidade, porém é necessário que ele possua os seguintes atributos:

1. Honestidade de propósitos, pureza, vida correta e limpa, seguindo o preceito fundamental de que todo umbandista tem o dever de servir sempre. Dotes morais, de um modo geral.

2. Possuir vibrações em harmonia com o chefe espiritual da casa, e por esse motivo o Cambono deve ser sempre escolhido pelo Guia-Chefe.

3. Amplo conhecimento da doutrina para orientar os trabalhos e os consulentes para o sentido puramente espiritual.

4. Pleno conhecimento do que representa a magia-som, pois dessa maneira orienta os pontos cantados para a sua finalidade: provocar a harmonia perfeita, o equilíbrio ideal para as identificações entre os aparelhos, Guias e Protetores; tornar o ponto cantado outra vez um “mantra” sagrado, mágico.

5. Conhecimento perfeito da significação do ponto riscado. E aqui deve o Cambono ser instruído pelos Orixás, Guias e Protetores.

6. Conhecimento de ervas e flores adequadas aos banhos, defumadores etc. Isso implica o conhecimento dos signos zodiacais e suas influências sobre os seres encarnados. Portanto, deve o Cambono conhecer Astrologia (pelo menos rudimentos), sendo capaz de levantar a ficha astral de qualquer pessoa com a máxima precisão.

7. Plenos conhecimentos de Magia, a sua importância, símbolos e métodos de atuação no terreno positivo ou negativo.

8. Atitudes e maneira de se conduzir adequadas à função sacerdotal. O Cambono deve ter respeito e humildade, interesse por seus semelhantes e manter principalmente o sigilo absoluto quanto às consultas e às questões mais delicadas entre o Guia e o consulente.

Essas regras (…) fazem um verdadeiro Cambono, um auxiliar ou intermediário entre os Orixás, Guias e Protetores e os “filhos de fé” que vão à Umbanda buscar a paz e o conforto espiritual para os seus males. Essa é a verdadeira função e posição do Cambono dentro do ritual da Umbanda.

Santo Antonio, porque o sincretismo com Exu?

Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, e desencarnou em Pádua, na Itália. Foi discípulo de São Francisco, e como ele, desfez-se de todos os seus bens e viveu para ajudar aos pobres e desamparados.
Seu nome na verdade, era Fernando, mas ao entrar na Ordem dos Franciscanos, em 1208, trocou seu nome para Antônio ( que significa “Defensor da Verdade”) e deixando as coisas mundanas, foi viver no mosteiro de São Vicente. Desencarnou precocemente, aos 39 anos, devido às privações e jejuns prolongados. Sempre defendeu a igualdade de todos e defendia os desamparados, lutando pela igualdade de todos.
Um dos poucos encarnados onde comprovou-se o fenômeno de bilocação, e salvou o próprio pai da prisão. Estava ele pregando numa praça de Milão, quando soube que naquele momento estava o pai diante dos juízes. Encostou-se no púlpito e naquela mesma hora apareceu em Lisboa, diante do tribunal. Saudou os juízes e depois, com ar severo censurou os mentirosos que negavam ter recebido o dinheiro: “Vós desafiais a Deus, negando que recebestes o dinheiro de meu pai. Ele confiou em vós, e vós lhe retribuís arrastando-o para a desonra, juntamente com sua família! Vós, em tal dia (e foi dizendo a cada um), em tal hora, em tal lugar, recebestes tanto, vós tanto, vós, tanto… Confessai a verdade, se não quereis que Deus vos mande um terrível castigo”. Os culpados confessaram que haviam mentido e o Santo ainda conseguiu dos juízes que fossem perdoados. Depois abraçou o pai, beijou-lhe respeitosamente a mão e no mesmo instante recomeçava em Milão o sermão interrompido.
Como todos os que seguem os desígnios simples e puros, muitas vezes os homens não lhes davam ouvidos, então isolava-se na Natureza, conversando com as aves e os pássaros.
Quando no Brasil, os escravos foram obrigados a professar a religião católica, dedicavam o culto a Santo Antônio, acendendo grandes fogueiras. Como na crença africana, o dono do fogo é Exu, Santo Antônio tornou-se o agente de Exu e esta crença foi absorvida pela Umbanda, de modo que para nós ele se chama Santo Antônio de Pemba ou de Ouro Fino, e rendemos nossas homenagens a ele , com a crença que é o mensageiro das palavras do Bem e de Jesus, e o agente das forças mágicas da Umbanda desamarrando as demandas,nos trabalhos de desobssessão, protegendo as pessoas dos espíritos malignos e também trazendo de volta o que estava perdido. A ele dirigimos nossas preces, acreditando que ele auxilia no destino dos encarnados, ao lado destas entidades amigas que tanto nos ajudam que são os Exus da Umbanda.
A falange de Zé Pelintra trabalha junto de Santo Antônio, e é o santo em Zé Pelintra deposita seus pedidos. Nos terreiros e tendas onde desce Zé Pelintra, no dia 13 de junho, ele chega para benzer os pães de Santo Antônio e os distribui aos filhos de fé, para serem guardados com açúcar e durante o ano inteiro o pão permanece sem estragar, para que traga fartura a cada um. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: – Zé Pelintra, cadê Santo Antonio: “Estava rezando e fazendo oração; Santo Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação”. E assim, Zé Pelintra invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé.
Santo Antônio faz parte da primeira linha que é de Oxalá. Os chefes-guia de suas falanges são: Santo.Antônio, São Cosme e Damião, Santa.Rita, Santa.Catarina, Santo.Expedito, São Benedito e São Francisco de Assis. Os santos da linha de Oxalá, penetram nas linhas de quimbanda para desmanchar “trabalhos” feitos para prejudicar as pessoas.
“Santo Antônio é de Ouro Fino,suspende a bandeira e vamos trabalhar”

Salve Santo Antônio!

São Francisco de Assis na Umbanda

st-francis

 

Ao ler sobre meu querido Mestre Francisco de Assis, descobri tantas coisas novas sobre ele, que vão além de tudo que já sabemos sobre sua vida desde Assis na Itália a partir de seu nascimento provavelmente em 1182, e na verdade muito tem a ver com o nosso Brasil de norte à sul.

Em 1982 foram comemorados os oito séculos do seu nascimento com lançamento de livros, um selo postal, salões de arte e celebrações religiosas. As três ordens, fundadas por ele, os franciscanos, as clarissas e a ordem terceira, manifestaram-se na ocasião.

São Francisco e seus frades estão muito presentes na história e na cultura popular.

Em Canindé (CE) está seu grande santuário que atrai anualmente muitos milhares de romeiros. Especialmente nas igrejas barrocas existem imagens bonitas do nosso santo, que é padroeiro dos escritores de cordel (desde 1975) e de todos os trovadores. A fé popular guarda histórias, rezas benditas e até pontos de Umbanda que falam de São Francisco. Umas quadras conhecidas:
São Francisco é meu Pai, Santo Antônio é meu irmão
Os anjos são meus parentes Ó que bela geração.
(Araçuaí. MG. 1979)

Viva São Francisco Com tanta grandeza
Retrato de Cristo É pai da pobreza.
(Salinas. MG. 1978)

Ó meu padre São Francisco Coluna da fortaleza
Assuspende o seu cordão Senão eu caio de fraqueza.
(Araçuaí. MG. 1977)

Ele está presente nos cantos de penitência na ocasião das secas. Também há quadras sobre ele nas folias de Reis e nos benditos da Semana Santa. São Francisco tem cantos de romaria e de simples devoção. Existem rezas que pedem sua ajuda para render e abençoar a comida, para amansar doidos e afugentar o demônio. Em alguns lugares é cantado o ofício popular de São Francisco (Conforme Cartilha da Doutrina Christã, de Antônio José de Mesquita Pimentel. Porto, 1871. pág.198ss.). Esta pequena introdução não mostra toda a riqueza da devoção popular para com São Francisco, mas é parte do contexto em que aparece o CORDÃO DE SÃO FRANCISCO.

  • -(Artigo publicado na Santa Cruz. Nov/1982 e no Boletim da Comissão Mineira de Folclore. Ago/1986)

Mas neste conhecimento adquirido sobre Francisco de Assis, o que mais me chamou atenção foi descobrir que no início do século passado havia uma Linha de Umbanda que era chefiada pelo nosso São Chico, há registros em livros e inclusive conhecimento passado por pessoas mais antigas que conheceram os trabalhos de cura e de desobsessão nesta linha da Umbanda chamada de Linha Simiromba, que etimologicamente quer dizer Frade. Também conhecida como Linha dos Monges ou Linha de São Francisco de Assis. Nessa linha trabalham padres, freiras, monges e utilizam cânticos da Igreja e outras formas bem Católicas de trabalhar, misturados com uma mística medieval. Ainda existem Casas que trabalham com essa Linha, mas são bem poucas.

Esta linha de trabalho foi aos poucos desaparecendo das casas de Umbanda por motivos históricos, conforme relato abaixo:

É uma linha que se originou nas Macumbas Cariocas (As “macumbas” o que eram? mistura de catolicismo, feiticismo negro e crenças nativas – multiplicavam-se; tomou vulto a atividade remunerada do feiticeiro; o “trabalho feito” passou a ordem do dia, dando motivo a outro, para lhe destruir os efeitos maléficos; generalizaram-se os “despachos”, visando obter favores para uns e prejudicar terceiros; aves e animais eram sacrificados, com as mais diversas finalidades; exigiam-se objetos raros para homenagear entidades ou satisfazer elementos da baixo astral).

Conforme relatado no Livro Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho, do Espírito Humberto de Campos psicografia do Chico Xavier, a Espiritualidade Maior já de olho em tudo que acontecia mandou seus emissários, para frear as maldades que estavam sendo feitas e com isso em 15 de novembro de 1908, Zélio de Moraes dá o pontapé inicial ao receber o Caboclo das Sete Encruzilhadas e fundar assim a Umbanda uma religião puramente nacional, que visava o bem, a cura, o intercâmbio mediúnico e o não sacrifício de animais. (Como a Umbanda não existia ainda por isso antes de Zélio, e existem relatos em um dos livros do Arthur Ramos e ou do Nina Rodrigues Mbanda ou Embanda (que posteriormente se transformou em Umbanda após e continuou pluralizada em vários tipos e formas de trabalhos).

Com o passar do tempo essa linha foi sendo deixada de lado e o que se encontra hoje são referências místicas e esotéricas como as do “Vale do Amanhecer” (Tia Neiva mentora física e hoje também espiritual), cabe aqui explicar que Francisco de Assis nesta linha de trabalho é conhecido como Pai Seta Branca, que é o líder da doutrina do Vale, e segundo Tia Neiva em uma das vidas passadas Francisco viveu como um indígena, próximo ao Lago Titicaca, entre o Peru e a Bolívia. Por isso a caracterização indígena e o nome Seta Branca, que também é conhecido como Simiromba de Deus ou Simiromba do Grande Oriente de Oxalá.

A Linha de Simiromba dentro do sincretismo afro-católico, seria uma Linha de Trabalho ligada a Oxalá (onde inclusive trabalham diversos outros santos da linha católica) e tida como cura, desobsessão, retirada de elementos negativos (por isso começaram a trabalhar na época das “macumbas”, pois os trabalhos de feitiçaria para o mal predominavam, e segundo relatos esta linha chefiada por São Francisco de Assis é exímia em trabalho de desmanchar magias negras, feitiçarias e desobsessões, além da cura.

O trabalho era feito com rezas, velas, incenso, e trajes característicos (hábito de monje e de freira), e tinha toda uma mística esotérica envolvida (talvez por isso começaram a atuar mais no Vale do Amanhecer). Creio particularmente que também isso se deu com a própria criação da Umbanda que através de outras linhas de trabalhadores como os Pretos Velhos, Exus, Erês (crianças) e os próprios Orixás e seus Falangeiros quando chegaram ao plano físico assumiram, digamos assim, a limpeza dos “trabalhos sujos”.

Uma realidade muito cruel de discriminação e preconceito, aconteceu com a institucionalização da Umbanda e na migração de muitos Espíritas para o meio Umbandista nos anos de 20, 30 e 40 do século XX, e que culminou também com a realização do Pacto Áureo, como forma de proteção ao Espiritismo Doutrinário.
Muitos Espíritas descontentes com a forma de trabalhar do Espiritismo Doutrinário ou Ortodoxo migraram para a Umbanda, dita como “Umbanda Branca” (juntando o trabalho de mesa com o trabalho de guias, como: Caboclos e Preto-Velhos) . Mas, ao mesmo tempo, houve uma discriminação de trabalhos que eram feitos antes da institucionalização da Umbanda, que eram feitos nas antigas Macumbas e que eram considerados como não evoluídos (isso atingiu a Linha de Simiromba e outras linhas tidas como Africanizadas).

Houve uma hipervalorização de duas formas de trabalho: a da Linha Branca Espiritismo de Umbanda (capitaneada por Zélio e por migrantes do Espiritismo Doutrinário ou Ortodoxa, e do Esoterismo que acabou encontrando lugar no que é conhecido como Umbanda Esotérica, a qual engloba várias vertentes, em que se destacou o trabalho de Betiol, Emanuel Zespo e WW da Matta e Silva).

Em 1941, com o Primeiro Congresso de Espiritismo de Umbanda (existe uma copia digital dos Anais desse Congresso no Site do Povo de Aruanda, se não me engano), foi intencionalmente criada uma barreira altamente preconceituosa aos cultos africanistas e outros que não estivessem dentro do contexto Espírita e Esotérico. Além de se colocar no Congresso a preocupação de dar a Umbanda uma origem que foi atribuída à Lemúria e a Atlântida.

Pelo lado do Espiritismo, para não haver uma miscigenação da Doutrina Espírita com a o Espiritismo de Umbanda, e outras seitas que pudessem poluir a Doutrina Espírita, foi criado em 1949 o Pacto Áureo. Esse Pacto frustrou os Espíritas Umbandistas de assumir a Umbanda como Espiritismo de Umbanda, pois muitas das pessoas que militavam na Umbanda Branca nessa época ou eram dissidentes do Espiritismo Ortodoxo, ou permaneciam em ambos (na Umbanda Branca ou Espiritismo de Umbanda e em Casas Espíritas).

Com a criação do Pacto Áureo essas pessoas tiveram que escolher onde iriam ficar: ou no Espiritismo Doutrinário ou no Espiritismo de Umbanda ou Umbanda Branca.

Os outros cultos de Umbanda acabaram se isolando e tentaram construir Federações que os abraçassem ou se retiraram do Rio de Janeiro para outros locais, como acabou acontecendo com a Linha de Simiromba, e algumas formas de Umbanda Omolokô que acabaram dando Origem em Florianópolis no Culto de Almas e Angola.

A partir de 1950 e por diversos aspectos de discórdias e brigas, a Linha de Umbanda Esotérica também acabou se isolando do Espiritismo de Umbanda que acabou retirando o nome Espiritismo e deixando apenas o de Umbanda Branca. E isso pode ser notado no Congresso de 1961, Segundo Congresso de Umbanda.

Existe muita história sobre a Umbanda em seus vários aspectos. É um motivo de também haver muitos preconceitos que foram sendo passados de geração à geração.

Só lembrando que existia e parece que ainda existe, mas bem pouco difundido, algumas casas de Umbanda que ainda trabalham com essa linha maravilhosa cujo Mentor ou Guia, ou Dirigente Espiritual é Francisco de Assis, este espírito que é pura luz, amor e abnegação e prá nossa felicidade, duas casas remanescentes estão aqui no Rio Grande do Sul, um dos “sacerdotes” responsáveis era um tenente reformado da Marinha e cujo centro chama-se Centro de Umbanda de São Francisco de Assis, hoje quem o dirige é a irmã deste tenente pois o mesmo faleceu, senhora Núbia Martha. O outro parece ter o nome de Casa de Oração São Benedito, cujo responsável é o Sr. Marcelino Antônio, nestes dois casos as fontes consultadas não lembravam as respectivas cidades.

A Umbanda de Simiromba tem a assistência de espíritos franciscanos, e seus trabalhos são muito bonitos, eles fazem muitas preces, novenas, suplicas faladas com protetores, dizem ainda que tem origens no estado do Maranhão.

À título ainda de conhecimento, cabe salientar que a primeira Tenda Umbandista fundada pelo Zélio de Moraes, a Tenda Nossa Senhora da Piedade trabalhava com essa linha de Simiromba, inclusive numa das incorporações do Caboclo das Sete Encruzilhadas, um médium vidente questionou o Caboclo Sete o porque dele falar como um caboclo, pois via que ele usava um hábito marrom de jesuíta, ao qual ele informou estar assim vestido de acordo com sua última encarnação na terra como padre jesuíta (e como nada é por acaso…)

Eram comuns naqueles tempos os centros de Umbanda que trabalhavam na linha de Simiromba, como era o caso da Cabana de Pai Caetano, fazerem a Oração de São Francisco na abertura das giras de Caboclos.

Era uma gira abençoada, conforme relatos de pessoas que conhecem esse trabalho.

Deixo abaixo, estrofes de pontos cantados nas sessões de Simiromba:
Simiromba vem Simiromba
Com a cruz na mão Simiromba
Como ele vem contente, Simiromba
Trazendo a sua redenção, Simiromba
Bate, bate, bate, bate, Simiromba
Ora tornas a bater, Simiromba

 

Para concluir tão belo conhecimento deixo depoimento de uma senhora do Rio de Janeiro, chamada Márcia e que faz parte do meio Umbandista e cujo depoimento sobre a Linha de Simiromba é impar:

Mãe Márcia D’Oya

Iniciei-me na Umbanda nos anos 60 e conheci pelo menos 4 centros aqui no Rio de Janeiro, que trabalhavam com a linha de Simiromba:

O primeiro era da Mãe Carmen, ficava no Encantado; o outro era da Mãe Guiomar Reis, no Sampaio, que foi quem me iniciou na Umbanda, chamado Casa da Vovó Maria Conga, terceiro era o terreiro de Mãe Dalila que ficava na Rua Barão dos Santos Anjos, no Engenho de Dentro, e ainda, a Cabana de Pai Caetano que era de meu avô carnal.

Na casa de meu avô, Pai Maurício, Simiromba era uma linha de trabalho chefiada por São Francisco de Assis. Eram freis e freiras que trabalhavam principalmente com cura. Eram invocados dentro da linha de São Sebastião (Oxossi).
Minha avó, Mãe Marina, trabalhava nesta linha com um Frei, que sempre fazia os casamentos da casa. Este frei, quando incorporado, durante estas cerimônias, transformava 2 pétalas de rosas brancas em hóstias que eram dadas aos noivos como se fosse uma comunhão. Vestia-se com uma túnica branca com uma cruz azul bordada no peito.

Ao ouvirem “Salve Simiromba”, os atabaques rufavam, se havia Caboclos em terra, estes se ajoelhavam para seus cânticos e assim permaneciam até que esta entidade chegasse.

Seu ponto de chamada era cantado lentamente:

Salve Simiromba!

Ê, Simiromba â.
Vem, vem, vem, Simiromba!
Simiromba, vem â Simiromba
Vem, vem, vem, Simiroba,
Ele vem com a cruz na mão, Simiromba.
Ê, Simiromba â¦
Vem, vem, vem, Simiromba!
Vem abençoar a gente, Simiromba
Ê, Simiromba!
Vem pelas mãos de Deus, Simiromba.
Ê Simiromba â¦.
Vem, vem, vem, Simiromba!

 

Lembro-me de mais um ponto que era cantado enquanto éramos abençoados:

 

Se meus olhos não me enganam,
É São Francisco, Simiromba â¦.
Me abençoa, meu Pai.
No raio do amor
No raio da Luz!
Se meus olhos não me enganam,
É São Francisco, Simiromba â¦
Me abençoa, meu Pai,
No amor de Maria com a sua cruz!

Tenho em meu acervo foto de minha avó, Mãe Marina, incorporada com este frei franciscano. (Segue abaixo )

Incorporação do Frade Franciscano de Simiromba

 

Para realizar esta pesquisa contei com pesquisas em livros e sites da Internet e da preciosa ajuda dos Irmãos do Grupo Povo de Aruanda, em conteúdos e depoimentos, são eles: Etiene Sales, Alex de Oxóssi, Pai Leo de Ogum e a nossa abnegada Mãe Márcia D’Oya.

Fonte: http://ametistadeluz.blogspot.com.br/2013/10/sao-francisco-de-assis-e-umbanda-de.html 

Médiuns Curadores

Por definição os médiuns curadores são pessoas que tem a faculdade de curar apenas pela prece, toque, sopro, imposição de mãos, olhar ou gestos sem a utilização de medicamentos, sendo intermediário ou mediano de Espíritos na cura das doenças.
Franz Anton Mesmer, médico que estudou o magnetismo no final do século 18 afirmou que

“…médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus e fazem, por isto mesmo, um ato de humildade, de abnegação e Deus lhes envia poderosos socorros como recompensa. Esse socorro que envia são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium de seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente. Também é por isto que o magnetismo empregado pelos médiuns curadores é tão potente e produz essas curas qualificadas de miraculosas, e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium. Ao passo que o magnetizador ordinário se esgota, por vezes, em vão, a fazer passes, o médium curador infiltra um fluído regenerador pela simples imposição das mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos.”

Não podemos confundir mediunidade de cura com magnetização. A magnetização é um tratamento contínuo, regular e metódico; ao passo que a cura realizada por um médium curador ocorre espontaneamente e de forma instantânea.
O médium curador consegue exercer com a sua ação curativa uma cura eficaz, mais ou menos rápida ou, pelo menos, a interrupção do curso da doença. Esta é a grande diferença do médium curador para o médium comum Allan Kardec escreveu no Livro dos Médiuns que
“…o médium é um intermediário entre os Espíritos e o homem. A força magnética reside no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxílio. Se magnetizas com o propósito de curar, por exemplo, e invocas um bom Espírito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias. “
O médium de cura às vezes é assolado por dores, pois sente as dores de pessoas que estão no mesmo local onde se encontra, ou de pessoas que procuram atendimento. É uma característica muito comum aos curadores, que identificam o local a ser tratado, pois sentem em si mesmos as dores e sintomas das enfermidades. Na mediunidade de cura, há médiuns que agem mais eficazmente em certas doenças, e em certos órgãos do que em outros.
A importância dos médiuns curadores nas Casas Espíritas, como afirmou Divaldo Franco, é que ele é o intermediário para o chamamento aos que sofrem, para que mudem a direção do pensamento e do comportamento, integrando-se na esfera do bem.
Os médiuns curadores que praticam as leis sagradas que o Espiritismo ensina, com desinteresse e humildade, se aproximam de Deus. A doçura constante que Jesus Cristo, nosso maior exemplo, ensinou com submissão à vontade de seu Pai e a perfeita abnegação, são os mais belos modelos da vontade que se possa propor na cura

Emanuel no livro Seara dos Médiuns, no capítulo “Oração e Cura” disse:

“Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. A cura só se dará em caráter duradouro se corrigirmos nossas atuais condições materiais e espirituais. A verdadeira saúde e equilíbrio vêm da paz que em espírito soubermos manter onde, quando, como e com quem estivermos. Empenhemo-nos em curar males físicos, se possível, mas lembremos que o Espiritismo cura sobretudo as moléstias morais“.

Um exemplo de médium curador e de grande importância em nosso estado foi Juvêncio de Araújo Figueiredo. Nascido na Ilha do Desterro, hoje Florianópolis em 27 de setembro de 1865 foi um dos pioneiros espíritas de Santa Catarina. Foi membro da Academia Catarinense de Letras, da qual ocupava a cadeira de número 17, e muito amigo de Cruz e Souza, também espírita.
Foi um dos mais notáveis médiuns espíritas, podendo-se mesmo dizer que foi uma das raras joias da mediunidade, pois, além das incalculáveis possibilidades que os Espíritos do Senhor nele encontravam para suavizar as dores da alma e do corpo. Era dotado de notável poder de análise e de discernimento. A sua mediunidade era das mais seguras, pois, como médium meticuloso e amante da verdade, tudo submetia ao crivo da razão e da lógica.
Juvêncio de Araújo iniciou sua vida como tipógrafo, passando posteriormente a colaborar em vários jornais, tanto de sua terra como de outros pontos do país. Poeta harmônico e agradável teve a honra de fazer parte de um grupo de amantes da literatura, do qual faziam parte Cruz e Sousa, Santos Lostada, Oscar Rosas, Virgílio Várzea, Horácio de Carvalho dentre outros. Em 1904, escreveu Ascetérios. Logo após produziu alguns trabalhos inéditos, tais como Praias e Novenas de Maio.

Desencarnou em 1927 com 62 anos, grande parte dos quais destinados à difusão do Espiritismo. Os que tiveram a oportunidade de conhecer ou conviver com esse grande médium e conselheiro puderam sentir o quanto vale um homem que tem dons de Espírito e que os coloca a serviço do seu próximo.

Exu x Kardecismo

Salve amados irmãos é com muita alegria que recebo esta oportunidade para falar de Exu e vou aproveitá-la para esclarecer um assunto que me parece polêmico: o fato de existir ou não Exu trabalhando junto as correntes kardecistas.
Bem uma coisa é clara, para todos nós, em sua forma característica, eles não incorporam no kardecismo , isso é fato, mas afinal tem ou não espíritos no grau de “guardiões” a proteger o trabalho Kardecista ?
Para que cada um julgue e considere segundo suas concepções do que é um Exu, vou me limitar apenas a transcrever alguns trechos de livros da série “Nosso Lar” de André Luiz , psicografado por Chico Xavier:
* De súbito, um companheiro de alto porte e rude aspecto apareceu e saudou-nos da diminuta cancela, que nos separava do limiar, abrindo-nos passagem. Silas no-lo apresentou, alegremente. Era Orzil, um dos guardas da mansão, em serviço nas sombras. A breve instante, achávamos-nos na intimidade de pouso tépido. Aos ralhos do guardião dois dos seis grandes cães acomodaram-se junto de nós, deitando-se nos aos pés. Orzil era de constituição agigantada, figurando-se nos um urso em forma humana. No espelho dos olhos límpidos mostrava sinceridade e devotamento. Tive a nítida idéia de que éramos defrontados por um penitenciário confesso, a caminho da segura regeneração. “Ação e Reação” pg 62
*Três guardas espirituais entraram na sala , conduzindo infeliz irmão ao socorro do grupo. “Nos Domínios da Mediunidade” pg.53
*Apenas o irmão Cássio, um guardião simpático e amigo, de quem o assistente nos aproximou, demonstrava superioridade moral.”Nos Domínios da Mediunidade ” pg.251
Bem não precisamos nos alongar não é, encontraremos o mesmo tema abordado em várias outras obras de cunho Espirita-Kardecista, só para citar mais uma, do autor J.R.Rochester, que se é polemico no entanto tornou-se um clássico, temos na obra “Os Magos” um certo Abin-ari espirito sem luz que vive de retirar de nosso meio os espíritos rebeldes e “larvais” que se voltam contra a humanidade.
Espero Ter ajudado na compreensão do mistério Exu, que formam uma hierarquia muito forte de trabalhos espirituais no astral, onde muitas destas hierarquias já estavam formadas antes da Umbanda, mas que por ela foram absorvidas sem deixar de prestarem o seu trabalho a outras religiões ou grupos espiritualistas, onde estiver um “guarda do astral”, um “guardião da luz para as trevas”, um “penitenciário confesso” trabalhando no resgate e proteção entre a luz e as trevas lá estará o que na Umbanda se chama Exu, no caso do kardecismo vimos estes guardiões trabalhando no astral, só não tem eles ali a liberdade de ação que encontram na Umbanda de incorporar, fazer descarrego, barganhar com outros incorporados, trabalhar na magia… Porque tudo isso não cabe dentro da dinâmica Kardecista é próprio de Umbanda.
um abraço de vosso irmão em Oxalá Alexandre Cumino.

Fonte: Facebook Cobra Coral

O que é a cromoterapia?

A cromoterapia é um tipo de tratamento que consiste na utilização das cores para curar doenças e restaurar o equilíbrio físico e emocional do paciente. A palavra tem origem no grego “khrôma” que significa “cor”.

Historiadores afirmam que no Antigo Egito a cor – através dos raios solares – já era usada para o benefício do ser humano. Mais tarde, no século XVIII, o cientista alemão Johann Wolfgang von Goethe conduziu uma pesquisa exaustiva a respeito das cores, concluindo que elas têm um determinado efeito. Ele concluiu que o vermelho estimula, o azul suaviza, o amarelo causa alegria e o verde é relaxante.

Contudo, a cromoterapia só chegou ao Ocidente no século XIX. Nos dias de hoje, a cromoterapia está relacionada com as sete cores do espectro solar, e normalmente um suporte com uma lâmpada de 25 watts é usada no tratamento, onde é colocado a 5 centímetros da pele, atuando durante aproximadamente 3 minutos.

Em muitos casos, as sete cores usadas na cromoterapia estão diretamente ligadas aos chakras, que são considerados campos de energia que têm influência nas nossas emoções e corpos.