Lenda: Exu gira mundo, rei!

A história começou muito antes de muitas histórias… Muitos de vocês, talvez não acreditem em vida fora da Terra, mas esse Exu veio de outras Terras, de outros mundos. Viveu em um planeta melhor e mais evoluído que o nosso, em outro Sistema Solar. Acompanhou a orbe dos “exilados” para povoar esse novo mundo, mas ao chegar aqui, conheceu o amor de uma mortal humana e apaixonou-se. Esqueceu de seu compromisso como guardião estelar, esqueceu quem era e apenas quis viver esse amor. Quis ser mortal, tornar-se humano e viver por aqui. Porém, ao fazer isso, foi expulso da Federação e perdeu seus direitos. Ao aceitar viver na Terra, sofreu as dores da carne e de ser renegado, foi perseguido por aqueles que trouxe e pelos seus; foi um excluído!
Somente sua amada ainda o quis e com ela fugiu… Mas foi caçado! Mataram-na e ele nada mais teve de seu… Somente seu ódio e sua sede de vingança! Descobriu o que é ser humano! Tornou-se um bárbaro e um conquistador. Conquistou reinos e pessoas. Ficou conhecido como o “El Diablo Negro”! Podia ir e estar em qualquer lugar – seu poder era enorme!
Na época de sua primeira vida na Terra, os Atlantes ainda existiam… A partir daí reencarnou em Lemúria, em Mu, no baixo Egito, na África e sempre com a mesma tirania conduzia o seu povo. Tornou-se amado e odiado. Quando não lembrava mais quem era e de onde veio, reencontrou o amor de uma mulher, muito parecida com aquela que amou um dia. Ela vivia entre o povo hebreu que fugiu do Egito, sob o comando de Moisés. A história dela era muito parecida com uma história que ele conheceu em outras épocas e algo dentro dele renasceu…
A partir dessa vida, passou a reencarnar no oriente, entre o povo de pele amarela… Conheceu o Hinduísmo e o Xintoísmo e tornou-se menos tirano. Sua última encarnação foi na época de Buda. Conheceu sua filosofia de vida. Decidiu mudar e reaprendeu a viver. Ao desencarnar foi convidado a trabalhar na semeadura de um novo compromisso nas terras onde andou. Conheceu, então, o Cristianismo! E mais tarde também auxiliou Maomé.
Depois disso passou a atuar no planeta em todas religiões nascentes e crescentes. É por isso que hoje ele trabalha na Umbanda, como já trabalhou em tantas outras religiões. Seu nome: EXU GIRAMUNDO, vem do fato dele poder estar em diversas esferas, atuar em diversos setores e se deslocar no tempo e no espaço com muita habilidade. Por isso, ele gira o mundo e sempre sabe como resolver uma situação ou como encontrar uma solução para o problema em questão. Porque ele é verdadeiramente um guardião
LAROYE, GRANDE EXU!

As Guias de Contas da Umbanda

Uma das coisas que mais chamam atenção nos médiuns trabalhadores

da Umbanda, são as guias ou colares de contas por eles utilizados.

Mas qual a finalidade desses colares?

O que eles representam?

Abaixo vamos falar um pouco dessas guias, suas cores, formas, o
que se faz representar, como devemos utilizar, como devem ser feitas,
quem as pede, as diferenças de cada uma.

As guias ou colares de contas, representam a força vibracional de
um Orixá ou de uma Entidade de Luz, também demonstram o grau de
mediunidade de cada filho da casa , de cada linha que se trabalha,
assim como também podem ser utilizadas para proteção do médium fora do
terreiro.

Guias de trabalho e guias de proteção.

As guias poder servir para o trabalho de um médium dentro de um
terreiro e também para proteção do mesmo fora do terreiro ou casa
espírita.

Guias de Trabalho.

As guias de trabalho, são de uso exclusivo para dentro do
terreiro, nos dias de gira, nos dias de festas, nos dias de batismo,
entre as outras coisas feitas dentro da casa umbandista.

Elas devem ser feitas de acordo com os Orixás do ori do médium,
de acordo com o pedido de alguma Entidade da coroa do médium, nas
cores determinadas de cada Orixá ou Entidade, de contas leitosas para
a Umbanda, e cristal para o Candomblé. Como vamos nos frisar em
Umbanda, nossas colocações serão de acordo com as regras Umbandistas.

As guias de trabalho devem ser firmadas, ou seja, elas terão no
ponto mais alto (parte inferior da cabeça, sendo encostado a nuca) uma
firma, que é uma peça feita com o mesmo material das contas
leitosas, sendo essa comprida e cilíndrica, onde deve ser terminado o
fechamento da guia, que ficará encostada a nuca do médium, quando for
utilizada a guia de trabalho.

Essa guia de contas leitosas devem ter as cores indicadas de cada
Orixá da coroa do médium, sendo algumas de uma só cor, outras
bicolores ou na quantidade de cores conforme a necessidade de cada
Entidade de Luz.

Essas guias também podem ser feitas com outros tipos de materiais,
dentro dos pedidos das Entidades trabalhadoras, sendo esses materiais
como contas de sementes (lágrimas de Nossa Senhora), cruzes e figas de
madeira, couro, palha. Tudo isso dentro da necessidade de cada
Entidade de Luz.

Guias de proteção.

As guias de proteção são feitas a pedido de uma Entidade de Luz ou
pelo próprio médium ou consulente, para que possa ser usada dia a dia
para proteção nas ruas, contra assaltos, acidentes, inveja entre
outras coisas.

Essas guias também são feitas da mesma forma das guias de
trabalho, porém não se é utilizado as firmas, e normalmente é feita
nas cores da quais a Entidade que foi solicitada a fazer se utiliza.
Podendo também ser feita nas cores dos Orixás da coroa do médium ou
consulente, assim como também com sementes (lágrimas de Nossa Senhora)
ou mesmo em couro.

Cores e Formas de Guias.

As cores, como já foi dito vai de acordo com o Orixá da coroa do
Médium ou a Entidade que pediu. Abaixo vamos descrever algumas guias
da Umbanda.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS BRANCAS:

Essa guia vibra a força de Pai Oxalá, normalmente todos os filhos
ao entrar para trabalhar em uma casa de Umbanda, já devem estar com a
guia de Oxalá. Mesmo sem saber quais são os Orixás de Ori, mesmo sem
ter desenvolvimento mediúnico, o médium já deverá estar usando a guia
branca. É a primeira guia da vida de um médium pela regra da Umbanda.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS VERMELHAS:

É a Guia para vibração do Orixá Ogum, sendo ele o pai da coroa de
um médium. Ela normalmente é toda vermelha com firma da mesma cor,
podendo ser utilizada pequenas espadas de aço, para a simbologia desse
Orixá. Contudo isso não vai de acordo com a vontade do médium, e sim
pela determinação da Entidade que solicitou esses símbolos.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS MARRONS:

São guias para os filhos de Xangô, elas normalmente são todas
marrons com firma da mesma cor, podendo também, em alguns casos ser
divididas em 3 marrons e uma branca. Também pode ser inserida o
símbolo de Xangô, que é o machado pequeno em aço, isso quando
determinado pela Entidade solicitante.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS VERDES:

Essas guias são utilizadas normalmente pelos filhos de Oxossi,
sendo toda em contas verdes e firma também da mesma cor. Como nos
casos acima, também pode ser inseridos o símbolos desse Orixá, que
nesse caso pode ser um arco e flecha ou uma pequena flecha de aço.

Essas guias verdes também podem ser utilizadas por Caboclos, sendo
da mesma forma as contas e a firma, porém em alguns casos podem
incluir outras cores nas contas, e também ´podem ser pedido dentes de
animais, penas, sementes, etc.
Da mesma forma também aos Boiadeiros, sendo que podem ser inclusos
pedaços de couro, olho de boi (semente), etc.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS BRANCAS E PRETAS:

É utilizada nas guias dos filhos de Obaluaiê, sendo divididas
conforme a solicitação da Entidade, podendo ser uma branca e uma
preta, ou três brancas e três pretas ou mesmo sete brancas e sete
pretas, fechando com a firma branca raiada de preto. Pode ser
solicitado o uso de pequenas cruzes em aço, como simbologia desse
Orixá.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS AMARELAS E PRETAS:

As guias bicolores em amarelo e preto em suas contas, são
utilizadas para médiuns filhos de Omulú, sendo também conforme
Obaluaiê, divididas de uma a uma, ou de três em três, ou também de
sete em sete contas intercaladas, com a firma preta raiada de amarelo.
E como o símbolo de Omulú é o mesmo de Obaluaiê, também pode ser
solicitado pequenas cruzes em aço, para ser colocado na guia, conforme
instrução da Entidade solicitante.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS AZUIS ANIL OU AZUIS CLARO:

Essas guias são utilizadas para filhos de Oxum, sendo toda em azul
anil ou mesmo em azul claro, com firma da mesma cor das contas. A
diferença do azul claro ou do azul anil, vai depender da sequencia dos
outros Orixás da coroa do médium, e é determinado pela Entidade
solicitante. Poderá ser pedido pequenos corações de aço para a guia do
filho de Oxum, sendo essa a simbologia dessa Orixá.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS AZUIS CLARO:

Essa guia é para os filhos de Iemanjá, ela deve ser feita toda em
azul claro, com a firma da mesma cor. Em alguns casos pode ser contas
azuis e brancas, com quantidade e separação determinada pela Entidade
solicitante. Nesse caso também se usa a firma azul claro. Como Iemanjá
e a Rainha do mar, mãe dos peixes, muitas vezes podem ser pedidas para
acrescentar na guia pequenos peixes em aço ou mesmo cavalos-marinhos,
também do mesmo material.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS AMARELAS:

As guias com contas amarelas e firmas da mesma cor, são utilizadas
pelos filhos da Orixá Iansã. Elas devem ser  amarelas de um tom mais
claro, e podem ter, dentro da determinação da Entidade solicitante, o
símbolo dessa Orixá, que é o Raio (Eruexim, cabo de ferro ou cobre com
um rabo de cavalo).

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS ROXAS:

Para os filhos de Nanã Buruquê se utiliza a guia com contas roxas,
sendo a firma da mesma cor. Em alguns raros casos pode ser solicitado
pela Entidade que instruiu a confecção da guia a ser utilizado uma
cópia miniatura de um Ibíri (um feixe de ramos de folhas de palmeira ,
com a ponta curvada enfeitada com pequeninos búzios).

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS ROSAS, OU ROSAS E AZUIS, OU AZUIS:

Essa guia é bem particular, pois ela é a guia vibracional de
Entidades de Luz na fase infantil. São utilizadas na maioria dos
terreiros por todos os médiuns, principalmente nas festas de Ibeijada,
Erês, na comemoração do dia de Ibeijis.

Elas podem ser toda de contas rosas com firma da mesma cor
(normalmente solicitada por uma criança do sexo feminino), ou
podem ser toda com contas em azul claro, sendo a firma na mesma
cor (normalmente quando solicitado por uma criança do sexo masculino).
Mas como tanto médiuns femininos quanto masculinos podem receber na
coroa meninos e meninas, é mais comum ser utilizada a guia bicolor nas
cores rosa e azul, sendo a firma rosa raiada de azul ou azul raiada de
rosa.

Em alguns casos pode ser solicitado pela criança trabalhadora da
Umbanda uma diferenciação em sua guia, podendo ser com contas maiores
do que as normais, algumas utilizam bonequinhos, algum brinquedinho,
podem ser fechadas ao invés de firmas com contas acima do tamanho das
contas da guia, podem fazer várias diferenciações, tudo vai da vontade
e da precisão da Ibeijada.

GUIA COM FIRMA E CONTAS LEITOSAS PRETAS OU VERMELHAS E PRETAS:

Essas guias são utilizadas para nossos compadres Exús e nossas
comadres Pombo Giras.

Elas são formadas e confeccionadas conforme a solicitação dessas
Entidades de Luz, sendo feitas da seguinte maneira:

Exú: O Exú pode utilizar a guia preta quanto a vermelha e preta, tudo
dentro da linha e irradiação que ele trabalha.

Sendo de contas pretas, a firma deve ser da mesma cor., e pode ser
utilizado, dentro da determinação da Entidade, pequenos tridentes de
aço, sendo esses tridentes retos, chamados de tridente masculino.
Pode também ser pedido pelo o Exú, pequenos punhais de aço.

Eles podem ser divididos em três, sete ou até 21 tridentes ou
punhais na confecção da guia, tudo isso dentro da irradiação e
trabalho do Exú solicitante.

Sendo de contas vermelhas e pretas, a firma pode ser preta, preta
raiada de vermelho, vermelha ou vermelha raiada de preto. Também se
pode ser utilizada pequenos tridentes ou punhais de aço, conforme
vimos acima.

Pombo Gira: Na linha das Pombo Giras, também podemos ver guias da
mesma forma dos Exús, sendo tanto Vermelha e preta quanto apenas
vermelha, e com firmas também da mesma forma dos Exús, podendo ter
como firmamento os punhais e tridentes em aço, só detalhando que os
tridentes no caso da Pombo Gira são tridentes curvos, os chamados
tridentes femininos.

Essas colocações para as guias de Exús e Pombo Giras foram feitas
para um modo geral, podendo tranquilamente ser diferenciada por um ou
outro detalhe, como por exemplo a quantidade de contas de cada cor, ou
outro símbolo mais particular de cada Entidade (pois são milhares e
milhares de Exús e Pombos Giras diferentes).

GUIAS COM FIRMA E CONTAS VERMELHAS E BRANCAS.

Essa guia é utilizada para nossos companheiros Malandros e
Malandras.

Elas são bicolores em contas vermelhas e brancas, com
firma vermelha ou branca, podendo ser raiada ou não.

As contas podem ser divididas em uma a uma, três em três, sete em
sete, vinte e uma a vinte uma, ou até mesmo uma quantidade maior de
uma cor e menor de outra, tudo dentro da determinação da Entidade de
Luz que determinou a fazer a guia para o médium.

Raramente se vê uma guia dos Malandros com algum símbolo,
normalmente são apenas as contas vermelhas e brancas e a firma, mas em
pouquíssimos casos pode ser pedido para ser adicionado uma ou três
piriguaia (variedade de búzio) na guia.

GUIAS DE SEMENTES (LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA):

Essas guias são muito utilizadas pela linha de Preto Velho, elas
são confeccionadas de acordo com a vontade e determinação da Entidade,
muitas vezes tem a aparência de um terço para orações. Podendo ela ter
figas de guiné ou de arruda nas divisões das sementes, normalmente não
tem firma, mas pode ter uma cruz em madeira na parte central inferior
da guia.

Alguns Pretos Velhos podem fazer uns patuás para serem colocados
em determinadas guias de sementes, em pontos demonstrados por eles, e
esses patuás podem ter uma variedade de coisas, como figas, cruzes,
medalhas de anjos, orações, sementes, entre centenas de outras coisas
que a Entidade julgue ser necessário para auxiliar o médium na hora da
incorporação.

Essas guias também podem ser pedidas por algum Caboclo, podendo
ela ser toda de semente e com uma firma da cor normalmente verde, ou
podem ter flechas, arcos ou lanças em aço, da mesma forma das guias em
contas verdes.

GUIAS DE COURO:

Não muito vista nos terreiros de Umbanda, pois essa guia é
utilizada por médiuns trabalhadores que incorporam Boiadeiros, e por
muitas vezes o próprio Boiadeiro, se caso pedir uma guia, a pede de
contas verdes com apetrechos, conforme já foi dito antes.

Todas as guias devem ser confeccionadas sempre por determinação da
Entidade trabalhadora da coroa do médium, ou por uma Entidade
incorporada ao responsável pelo terreiro no qual o médium faz parte.

As guias podem ser utilizadas de uma forma tradicional, ou seja,
pendurada ao pescoço, com as firmas voltadas a nuca do médium, mas em
alguns casos podem ser determinado pelas Entidades a serem utilizadas
cruzada ao corpo, como por exemplo se iniciando do ombro esquerdo com
o término na parte lateral inferior direita do corpo (linha da
cintura), ou vice e versa.

É importante dizer que em algumas casas tem como regra para cada
guia de Orixá ou Entidade de Luz um determinado número de contas ou
sementes, porém essa regra traz um problema aos médiuns, pois sendo
assim elas nunca ficam de acordo com o tamanho desejado, na maioria
das vezes ficam extremamente pequenas, e com isso atrapalha, pelo
incômodo que ela causa, a concentração do médium antes da
incorporação. Por isso o mais correto a fazer e manter uma regra
simples, todas as guias devem, ao serem colocadas devem ficar na
altura do umbigo do médium, pois assim não tem como ficar algo
incômodo independente da altura de cada um.

As guias são o ponto de vibração entre a Entidade e o médium, elas
não são adornos ou enfeites. Use-as sempre por determinação da
Entidade e sempre dentro da linha de trabalho, nunca esquecendo que
guias de Umbanda são de Umbanda e de Candomblé são de Candomblé, não é
porque achou uma guia mais bonita que ela serve para sua coroa ou sua
vibração junto a Entidade.

Respeite as guias, respeite sua coroa, respeite suas Entidades.

Carregar Guias No Pescoço É Muito Bonito, Difícil É Saber Respeitar O
Que Elas Representam. (Vô Tião)

Carlos de Ogum.

O Papel dos Exus na Umbanda!

Muitos são os que gostam de colocar dentro de centros ou terreiros de Umbanda aquilo que suas mentes acham a respeito da figura de Exu! E muitos são os que externam em suas manifestação mediunicas aquilo que carregam dentro de si, atravessando na maioria das vezes a vontade do espírito que se manifesta no intuito de fazer crer que realmente esta incorporado. Tais práticas nos mostram diariamente em algumas manifestações “aberrações” não permitindo que a figura do guardião se manifeste realmente como ele´é.

Com o espetáculo de exagero que vemos em alguns médiuns a imagem da Umbanda cada vez mais se torna ofuscada perante aqueles que ainda não a conhecem em sua essência sagrada dando aberturas assim as diversas criticas que encontramos referenciando nossa imagem a demônios, bruxos, obsessores fazendo por responsabilidade de determinados médiuns desconhecida a real finalidade de nosso trabalho nos centros.
Exu de lei como assim tomo a liberdade para designar nossa classe de servidores, atuam não somente dentro de centros de Umbanda, mas também nas casas tidas como Kardecistas, repartições publicas, ruas, bairros, cidades, estados e em toda a parte que energéticamente se necessite manter a ordem e o equilíbrio.

Em um centro agimos como guardas que zelam pelo equilíbrio energético do mesmo, de seus médiuns e frequentadores, impedindo espíritos desequilibrados de adentrarem o mesmo e criarem a desordem. Também atuamos na organização das caravanas que seguem nestas casas de espíritos em tratamento, tanto no horário de atendimento dos encarnados como quando as mesmas se encontram fechadas somente aos olhos humanos.

Nas ruas temos grupos divididos em responsabilidade orientadas por um Guardião Maioral que comanda toda uma região e em cada posto aquele que assume de acordo com o seu grau de reponsabilidade e preparo a guarda energética do mesmo.

Ainda nos dividimos em grupos de resgates de espíritos e desequilíbrios diversos que se encontram não somente no plano de ação humano, mas também em campos de baixa vibração.

Compomos a guarda do astral e não nos vendemos ou impressionamos com bebidas, charutos e demais elementos que tem sua função concentradora de energia para determinados fins, vale lembrar que manuseamos estas mesmas energias no plano astral com ou sem o elemento e também muitas vezes os mesmos são utilizados para “aqueles” que precisam ver para crer.
Nossa guarda se estende para hospitais, escolas, prisões e também aonde se usa a batina e a hóstia como culto ao Rabi da Galileia.

Muitos nos ignoram, julgam e outros até evitam falar de nós, mas o que todos se esquecem é que sem guarda fica difícil manter o equilíbrio em certas situações.

É preciso conhecer para se respeitar!

É preciso abrir a mente e os olhos do espírito para ver o que esta acontecendo a sua volta, não estamos em um parque de diversões, estamos em um planeta em fase de evolução constante e competido por forças tanto da luz, quanto das trevas.

O preconceito e a falta de informação são um câncer que nos devora gradativamente, é preciso refletir e acima de tudo abrir sua mente.

Aos médiuns invigilantes, cada um a seu tempo colhe o que plantou.

Aos desinformados a oportunidade é vindoura!
Assim caminha a humanidade rumo a luz, e nós guardamos sempre este caminhar!

Saudando as forças de todos! Saudando o Criador e todos os seus emissários do bem!

Na guarda da luz!

Um resumo de vida por Zé Pelintra

Muitos me chamam de malandro, aproveitador, enganador até de exu sou chamado! Éééé!!! Os encarnados gostam de colocar muitas palavras na “boca dos mortos” o que nem sempre traduz aquilo que nós deste lado de cá da vida realmente somos.
Mas como nossa Umbanda já passou de seus 100 anos, resolvi agora dar a minha palavra para “fechar” um pouco a boca daqueles que muito falam da Umbanda e suas entidades, mas infelizmente nada sabem da mesma e muito pouco de nós.
Quando falamos de “malandros”, logo lembramos daquele que leva vantagem em tudo na vida, enganando, mentindo e se aproveitando da boa vontade dos que são conhecidos como mais fracos o que eu José Pelintra diria “menos informados e preparados em sua fé”!
Para quem tem uma mente doentia este seria o melhor adjetivo para os malandros, mas nas próximas linhas “camarada” vou lhe mostrar o “outro lado da moeda”.
Um verdadeiro malandro sabe:
Driblar os obstáculos que a vida lhe impõe com um sorriso e confiança em Deus, pois se tudo na vida tem começo e fim inclui aí também a nossa passagem neste mundo, suas dores não são eternas. Sorrir quando tudo é alegria é fácil, ele já nasce na face, mas sorrir e ter fé quando as coisas andam meio “de lado” é só para quem tem ginga.
Malandragem não é se julgar coitado esquecido de Deus e dos Orixás, é mexer-se, fazer a diferença, ir a luta. Tombo meninada foi feito para se levantar e continuar adiante e ficar esperto onde “se coloca o pé”, pois tem muito “malandro pisando em cova” em trocadilhos, “tem muita gente escolhendo um caminho mais doloroso para seguir” e consciente.
Malandragem é saber seu limite, onde se deve parar e não querer mostrar para os outros o que não é e o que não se tem. Deus minha gente criou todos iguais, com as mesmas possibilidades. Na vida não tem “jeitinho”, tem é atitude de buscar melhorar-se cada vez mais de aprender a viver e ganhar maturidade. “Só ensina quem já aprendeu e não quem ainda esta na primeira série”
Muitos me criticam pelas minhas vestes brancas e trazem seu coração escuro pelo preconceito vacilo de quem se julga superior a todos e segue uma verdade que nem ele mesmo conhece.
Muitos falam de meu punhal, mas cortam e ferem seu semelhante com suas palavras todos os dias dentro e fora de seus lares e o meu punhal “malandro” só corta demanda.
Na minha imagem “figura” o branco simboliza como dever ser nosso interior, ou seja, LIMPO!
Minhas mãos juntas simbolizam a fé que de Aruanda infelizmente vemos poucos “aqui em baixo” praticá-la em qualquer credo.
O livro em meus pés significa que para crescer é preciso conhecer-se a si próprio.
O vermelho de meus adereços simboliza a vitalidade a alegria que todo bom “malandro” deve ter para encarar os problemas que ele mesmo cria em sua vida.
Muitos falam, poucos conhecem! Muitos julgam poucos compreendem! E assim caminha a nossa Umbanda esclarecendo e lutando para com muita “malandragem” e muita ginga ganhar seu espaço.
Santa figura ninguém é, então que cada um reflita antes de julgar…

“Sou santo ou demônio?
Justo ou pecador?
Tira isso da cabeça meu menino!
Sou ZÉ PELINTRA
Malandro da luz e sirvo a nosso Senhor”
…Seu Zé Pelintra quando vem
Ele traz a sua magia
Para salvar todos seus filhos e retirar feitiçaria…
Saravá malandragem
José Pelintra do Morro Grande

Salve Seu Zé, Salve Sua Malandragem!!!

Deus Proteja toda a Falange de Malandros.

Fonte:http://ensinodearuanda.blogspot.com.br/

Ervas na Umbanda

“Defuma com as ervas da jurema, defuma com arruda e guiné.

Benjoim, alecrim e alfazema,
vamos defumar filhos de fé.”

Para quem acompanha rotineiramente as Giras de Umbanda, pode perceber que as ervas estão sempre fazendo parte dos trabalhos, das
defumações, dos banhos, dos chás, enfim, de tudo que se compõe essa bela Religião.

As ervas são essenciais na jornada de caridade da Umbanda. Elas podem ser utilizadas em uma infinidade de coisas e por uma infinidade de
Entidades de Luz.

É muito normal nas consultas feitas com Pretos Velhos ou Caboclos, eles “receitarem” alguma coisa utilizando as ervas a seus
consulentes.

Por esse motivo vamos nesse texto demonstrar resumidamente, os tipos de ervas utilizadas na Umbanda, quais os Orixás que tem o domínio
delas e algumas serventias.

As mais conhecidas com certeza são: arruda, guiné, espada de
Ogum, benjoim, alfazema, alecrim entre outras.

Agora abaixo relacionaremos cada Orixá e suas ervas, também será
relacionado as ervas que se utilizaria em banhos referente a cada
Orixá. Esses banhos podem ser de descarregos ou limpeza de aura,
conforme determinado pela Entidade de Luz que foi atendente na hora da
consulta, determinando assim o uso de cada erva específica, como por
exemplo, conforme o trabalho necessário, ou do Orixá necessário para
determinada limpeza de aura, ou qualquer necessidade de suas
vibrações.

OXALÁ.

Ervas: Tapete de Oxalá(Boldo), Saião, Colônia, Manjericão Branco, Rosa
Branca, Folha de Algodoeiro, Sândalo, Malva, Patchouli, Alfazema,
Folha do Cravo, Neve Branca, Folha de Laranjeira.
(Em algumas casas: poejo, camomila, chapéu de couro, coentro, gerânio
branco, arruda, erva cidreira, alecrim do mato,hortelã, folhas de
girassol, agapanto branco, aguapé (golfo de flor branca), alecrim da
horta, alecrim de tabuleiro, baunilha, camélia, carnaubeira, cravo da
índia), fava pichuri, fava de tonca, folha de parreira de uva branca,
maracujá (flores), macela, palmas de Jerusalém, umbuzeiro, salsa da
praia).

Ervas para banho de descarrego: Poejo, Camomila, Chapéu de Couro, Erva
de Bicho, Cravo, Coentro, Gerânio Branco, Arruda, Erva Cidreira, Erva
de São João, Alecrim do Mato, Hortelã, Alevante, Erva de Oxalá
(Boldo), Folhas de Girassol, Folhas de Bambu.

OGUM.

Ervas: Peregum(verde), São Gonçalinho, Quitoco, Mariô, Lança de Ogum,
Coroa de Ogum, Espada de Ogum, Canela de Macaco, Erva Grossa,
Parietária, Nutamba, Alfavaquinha, Bredo, Cipó Chumbo.
(Em algumas casas: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo
Ninguém Pode, Folhas de Romã, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé,
Folhas de Jurubeba).

Ervas para banho de descarrego: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja,
Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de Ogum, Flecha de
Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.

XANGÔ.

Ervas: Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega
Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão,
Caruru, Para raio, Imbaúba.
(Em algumas casas: Xequelê).

Ervas para banho de descarrego: Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva
Lírio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira, Erva de Xangô, Alevante,
Quebra-Pedra.

OXOSSI.

Ervas: Alecrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Peregum (verde),
Taioba, Espinheira Santa, Jurema, Jureminha, Mangueira, Desata Nó.
Em algumas casas: (Erva de Oxossi, Erva da Jurema, Alfavaca, Caiçara,
Eucalipto).

Ervas para banho de descarrego: Malva Rosa, Mil Folhas, Sete Sangrias,
Folhas de Aroeira, Folhas de fava de Quebrante, Folhas de Samambaia,
Folhas de Palmeira, Folhas de Laranjeira, Erva Cidreira, Folhas de
Jurema, Folhas de Maracujá, Folhas de Palmito, Folhas de Abacateiro.

OBALUAIÊ/OMULÚ.

Ervas: Erva de Bicho, Erva de Passarinho, Barba de Milho, Barba de
Velho, Cinco Chagas, Fortuna, Hera.
(Em algumas casas: Cuféia – Sete Sangrias, Erva De Passarinho, Canela
De Velho, Quitoco, Zínia).

Ervas para banho de descarrego: Sete Sangrias, Canela De Velho, Erva
De Passarinho, Barba De Milho, Barba De Velho.

OXUM.

Ervas: Colônia, Macaçá, Oriri, Santa Luzia, Oripepê, Pingo de água,
Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula,Narciso;
Vassourinha, Erva de Santa Luzia, e Jasmim.
(Em algumas casas: Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo
Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericona, Erva Santa Maria).

Ervas para banho de descarrego: Erva Cidreira,Gengibre, Camomila,
Arnica,Trevo Azedo ou Grande, Chuva de Ouro, Manjericão, Erva Santa
Maria, Calêndula, Alfazema.

IEMANJÁ.

Ervas: Colônia, Pata de Vaca, Imbaúba, Abebê, Jarrinha, Golfo, Rama de
Leite.
(Em Algumas Casas: Aguapé, Lágrima De Nossa Senhora, Araçá Da Praia,
Flor De Laranjeira, Guabiroba, Jasmim, Jasmim De Cabo, Jequitibá Rosa,
Malva Branca, Marianinha – Trapoeraba Azul, Musgo Marinho, Nenúfar,
Rosa Branca, Folha De Leite)

Ervas Para Banho De Descarrego: Pata De Vaca, Folhas De Lágrima De
Nossa Senhora, Erva Quaresma, Trevo E Chapéu De Couro, Alfazema.

IANSÃ.

Ervas: Cana Do Brejo, Erva Prata, Espada De Iansã, Folha De Louro,
Erva De Santa Bárbara, Folha De Fogo, Colônia, Mitanlea, Folha Da
Canela, Peregum Amarelo, Catinga De Mulata, Parietária, Para Raio.
(Em Algumas Casas: Cordão De Frade, Gerânio Cor-de-rosa Ou Vermelho,
Açucena, Folhas De Rosa Branca.

Ervas Para Banho De Descarrego: Catinga De Mulata, Cordão De Frade,
Gerânio Cor-de-rosa Ou Vermelho, Açucena, Folhas De Rosa Branca, Erva
De Santa Bárbara.

NANÃ BURUQUÊ.

Ervas: Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha Da Quaresma, Erva De
Passarinho, Dama Da Noite, Canela De Velho, Salsa Da Praia, Manacá.
(Em Algumas Casas: Assa Peixe, Cipreste, Erva Macaé, Dália Vermelho
Escura, Folha De Berinjela, Folha De Limoeiro, Manacá, Rosa Vermelho
Escura, Tradescância).

Ervas Para Banhos De Descarrego: Folhas E Flores De Angelim-amargoso,
Pinhão Roxo, Violeta, Canela De Velho, Rosa Vermelha, Dama Da Noite,
Guarabú, Manjericão Roxo.

Buscando em relação de ervas de algumas Entidades, podemos frisar
também as ervas de Ibeijada, dos Pretos Velhos, dos Exús e Pombo
Giras, entre outros, conforme anexamos abaixo:

IBEIJADA.

Ervas: Jasmim, Alecrim, Rosas.

Ervas para banho de descarrego: Margaridinha (conhecida como rosa
branca em algumas regiões).

EXÚ E POMBO GIRA.

Ervas: Pimenta, capim tiririca, urtiga, Arruda, salsa, hortelã, Picão,
Cambará, Estramônio, Aroeira comum, Jaqueira, Dormedeira, Pimenta
Malagueta, Pimenta do reino, Olho de gato, Carrapicho-rasteiro,
Junquinho, Alfavaca, Mandioca, Dinheiro em penca, Esperta, Fortuna,
Perpétua, Sapê, Urtiga de folha grande, Trombeta roxa, Folha de fogo,
Mastruz, Cansanção de leite, Guiné, Camapu, Corredeira, Erva de bicho,
Palmatorio do diabo, Vassourinha preta, Fumo, Trapoeraba, Abacateiro,
Coerana, Aveloz, Cana de açúcar, Figueira, Urtiga brava, Arrebenta
cavalo, Bico de papagaio, Azevinho, Bredo de espinho, Jequiriti,
Comigo ninguém pode.

PRETO VELHO.

Os Pretos Velhos tem como regra a utilização de muitos tipos de
ervas, eles por virem sempre na linha do Orixá Obaluaiê, tem como
normalidade se utilizarem das ervas desse Orixá, e claro que se
utilizam também das ervas dos Orixás na qual vem a sua irradiação, ou
seja, se vem na irradiação de Oxum se utilizam das ervas de Oxum, se
vem da irradiação de Ogum se utilizam das ervas de Ogum, e assim por
diante. O fato que sempre se utilizam de ervas, ou para banhos de
descarregos, para defumações de limpezas de ambientes ou dos filhos
necessitados, ou para chás em busca de curas dos males físicos ou
espirituais.

As ervas mais utilizadas pelos Pretos Velhos são: Arruda, guiné,
alecrim, alfazema, benjoim, douradinha do campo, aroeira, poejo,
espada de Ogum, entre outras.

CABOCLO.

Assim como os Pretos Velhos, os Caboclos se utilizam das ervas do
seu Orixá dominante na relação a linha, ou seja, no caso dos Caboclos
esse Orixá é Oxossi. Portanto ele trabalha com as ervas de Oxossi, e
se utilizando também das ervas de cada Orixá dominante na sua
irradiação.

Por serem grandes conhecedores da força da natureza, não é raro
ver nos terreiros de Umbanda os Caboclos trabalharem somente com
ervas. Ervas como folhas de várias árvores, sementes, raízes, para
todo tipo de limpeza e cura do corpo espírito.

Para finalizar vamos falar o melhor tipo de erva para lavagem do
Ori (cabeça) de um filho de determinado Orixá. Só frisando que todos
os banhos de descarrego ou de limpeza de aura, só devem ser tomados
com a determinação de uma Entidade, e somente deve ser tomado dos
ombros para baixo, sendo o da lavagem do Ori também sendo determinado
por uma Entidade de Luz e com ervas referente a cada Orixá que
comanda a coroa do médium, ou seja, ervas do Pai ou Mãe ou do Terceiro
Santo do Ori de cada filho.

FILHOS DE OXALÁ: Funcho, Barba de Velho, Girassol, Poejo, Guiné
Caboclo, Tapete de Oxalá.

FILHOS DE OGUM: Espada de Ogum, Lança de Ogum, Samambaia.

FILHOS DE XANGÔ: Alevante, Erva de São João, Erva Grossa, Mangueira.

FILHOS DE OXOSSI: Araçá, Cipó Caboclo, Lágrima de Nossa Senhora, Erva
doce.

FILHOS DE OBALUAIÊ/OMULÚ: Canela de Velho, Barba de Velho, Barba de
Milho, Sete Sangrias.

FILHOS DE OXUM: Agrião do Pará Jambuaçú, Alfavaca de Cobra, Erva de
Santa Maria, Calêndula, Alfazema.

FILHOS DE IEMANJÁ: Aracá da Praia, Fruta da Condessa, Musgo Marinho,
Guabiraba Anis, Rosa Branca.

FILHOS DE IANSÃ: Altéia Malvarisco, Bambu, Espada de Iansã, Erva de
Santa Bárbara, Açucena.

FILHOS DE NANÃ BURUQUÊ: Guarabu, Pau Roxo, Manjericão Roxo, Canela de
Velho.

A utilização das ervas na Umbanda devem seguir a recomendação de
Uma Entidade de Luz, como um Preto Velho ou um Caboclo, o mesmo serve
para a lavagem do Ori de um filho, não se deve fazer o uso dessas
ervas na espiritualidade sem essas orientações de como fazer, com o
que fazer, o dia de fazer e o porque fazer.

Que todos os Orixás e todas as Entidades de Luz possam nos mostrar
a melhor utilização dessas ervas, para nosso crescimento como
médiuns, como cura a nosso corpo, como limpeza a nossos ambientes e
como melhor caminho para iluminar nosso espírito.

Salve as Ervas de nossa Umbanda Sagrada!

Carlos de Ogum

As Vibrações dos Orixás!

Os Orixás são aspectos da Divindade, altas vibrações cósmicas que se rebaixam até nós, propiciando a apresentação da vida em todo o Universo.

Cada um dos Orixás tem peculiaridades e correspondências próprias na Terra: cor, som, mineral, planta regente, elemento, signo zodiacal, essências, ervas, entre outras afinidades astro-magnéticas que fundamentam a magia na Umbanda por linha vibratória.

Encontraremos nos sítios vibracionais dos orixás sempre os três reinos: animal, vegetal e mineral.

Os sete sítios vibracionais principais são: mar, praia, rio, cachoeira, montanha, pedreira e mata, os quais descrevemos a seguir.

 

mar

Mar: tudo no mar é movimento. Seu incessante vai e vem é a própria pulsação da vida, com sua expansão e contração, cheia e vazante, levando tudo o que é negativo, transformando- o e devolvendo convertido em positivo. Seu próprio som expressa essa possante e magnífica transformação.

 

Praia

Praia: tem praticamente a mesma composição do mar, sendo condensadora, plasmadora, fertilizante e propriciatória. Faz um potente equilíbrio elétrico, desimpregnando, descarregando excessos e promovendo o equilíbrio da energia interna do indivíduo.

 

rio-xingu

Rio: condutor, fluente, sem ser condensador, faz as energias fluírem, e também vitaliza. É muito importante numa purificação astro-física do indivíduo e na eliminação da energia interno do indivíduo.

 

cachoeira-3046

Cachoeira: encontramos elementos coesivos das pedras (mineral) e água potencializada na queda da cachoeira, que produzem ou conduzem várias formas de energia. Como a águas fluem num só sentido, purificam, descarregam, vitalizam, equilibram e fortalecem o indivíduo como um todo (no físico-etérico) .

 

morro-da-pedreira-03

Pedreira: reestrutura a forma, regenera, fixa, condensa, plasma e dá resistência mental, astral e física ao indivíduo.

 

mata atlant

Mata: condensa prana (energia vital), restabelece a fisiologia orgânica, principalmente a psíquica, fortalece a aura, o campo astral, o eletromagnetismo, a saúde, o mediunismo, plasmando forças sutis.

 

MONTANHA

Montanha: mesmo procedimento acima, havendo predominância dos elementos eólicos.

Benzimento para combater a Herpes

Material necessário:
01 ramo de Erva cidreira

Procedimento:
Cruzando o assistido de cima a baixo rezar:

Santo Antão disse a Cristo que um doente chorava de se fazer dó.
Cristo perguntou se era herpes de um lado só.
Então, o santo disse que era e curou dum lado e tudo ficou curado.
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo Amém.

Fonte: Cartilha de benzimentos

Autor Géro Maita

Umbral: o que é e onde fica?

Em 1943, André Luiz, o médico que se tornou conhecido psicografando livros pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, trouxe a público o significado dado à palavra na colônia espiritual “Nosso Lar”, onde passou a viver alguns anos depois de seu desencarne.

Em seu livro também chamado “Nosso Lar”, ele conta como ouviu falar do Umbral pela primeira vez, quando o enfermeiro Lísias lhe dava as primeiras informações sobre a colônia e descreveu-o como região onde existe grande perturbação e sofrimento e para a qual a colônia dedicava atenção especial.

Desde então, a palavra Umbral, escrita com inicial maiúscula, como
o fez André Luiz no livro “Nosso Lar”, tomou significado especial,
principalmente entre os espíritas, designando a região espiritual
imediata ao plano dos encarnados, para onde iriam e onde estariam
todos os espíritos endividados, perturbados e desequilibrados depois
da vida.

Com esta conotação a palavra difundiu-se muito e transformou-se
num quase sinônimo do Inferno e do Purgatório dos católicos, com
localização geográfica, tamanho, etc., conceito este que o próprio
Allan Kardec, codificador do Espiritismo, já havia desmistificado em
suas obras, mais de 80 anos antes, especialmente em “O Livro dos
Espíritos”

Como vemos pelas respostas dos espíritos a Kardec, o inferno e o
paraíso não passam de estados de espírito, condição moral de
sofrimento ou felicidade a que estão sujeitos os espíritos por suas
próprias atitudes, pensamentos e sentimentos durante a vida encarnada
e depois dela. E é bom lembrar que espíritos somos todos, encarnados e
desencarnados, vivendo cada um o seu inferno e o seu paraíso
particulares. O que nos diferencia dos espíritos desencarnados é
apenas o fato de estarmos temporariamente presos a um corpo denso de
carne. De resto, somos absolutamente iguais a eles, com desejos,
opiniões, frustrações, alegrias, defeitos e qualidades. Na verdade, a
figura geográfica e espacial do inferno dos católicos serviu de molde
aos espíritas para que melhor visualizassem o que seria o Umbral,
assim como o inferno da Igreja Católica foi tomado emprestado e
adaptado do inferno dos povos pagãos para compor os mitos de inferno e
paraíso. Se não existe inferno ou purgatório porque haveria de existir
o Umbral com localização, medidas, coordenadas, etc.?

Tudo o que existe no plano espiritual é criado pela mente dos
espíritos encarnados e desencarnados. Sempre que pensamos nossa mente
dispara um processo pelo qual somos capazes de moldar as energias mais
sutis do universo, criando formas que correspondem exatamente àquilo
que somos intimamente.

Extremamente apegados ao mundo material, nada mais natural que,
mesmo estando fora dele, queiramos tê-lo novamente quando
desencarnados. É aí que nossa mente entra em ação, criando tudo o que
desejamos ardentemente.
E várias mentes desejando a mesma coisa juntas têm muito mais força para criar.

A grande diferença é que, no mundo físico, podemos embelezar
artificialmente o nosso ambiente e a nossa aparência, enquanto que no
plano astral isso não é possível, pois lá todos os nossos defeitos,
mazelas, falhas, paixões, manias e vícios ficam expostos em nossa
aura, exibindo claramente quem somos como consciências e não como
personalidades encarnadas.

No Umbral, tudo o que está fora de nós é consequência do que está
dentro. Tudo o que existe em nosso mundo pessoal e nos acontece é
reflexo do que trazemos na consciência.

Assim, o Umbral nada mais é que uma faixa de frequência vibratória
a que se ligam os espíritos desequilibrados, cujos interesses,
desejos, pensamentos e sentimentos se afinizam.

É uma “região” energética onde os afins se encontram e vivem, onde
podem dar vazão aos seus instintos, onde convivem com o que lhes é
característico, para que um dia, cansados de tanto insistirem contra o
fluxo de amor e luz do universo, entreguem-se aos espíritos em missão
de resgate, que estão sempre por lá em trabalhos de assistência.

Alguns autores descrevem o Umbral como uma sequência de anéis que
envolvem e interpenetram o planeta Terra, indo desde o seu núcleo de
magma até várias camadas para fora de seus limites físicos.

O que acontece é que os espíritos se reúnem obedecendo, apenas e
unicamente, à sintonia entre si e acabam formando anéis energéticos em
torno do planeta, ou melhor, em torno da humanidade terrena, pois ela
é parte da humanidade espiritual que o habita e é também o foco de
atenção de todos os desencarnados ligados a ele.

As camadas descritas em alguns livros são mais um recurso didático
para facilitar o entendimento e o estudo do mundo espiritual, pois não
há limites precisos entre elas, assim como não há divisas exatas entre
um bairro e outro de uma mesma cidade, ainda que eles sejam de classes
sociais bem diferentes.

Esse mesmo mecanismo de sintonia é o que cria regiões
“especializadas” no Umbral, como o Vale dos Suicidas, descrito por
Camilo Castelo Branco, pela psicografia de Yvonne A. Pereira, em seu
livro “Memórias de um Suicida”.

Espíritos com experiências de suicídio, vivendo os mesmos dramas,
sofrimentos, dificuldades, agrupam-se por pura afinidade e formam
regiões vibratórias específicas. Assim também acontece com faixas
energéticas ligadas às drogas, ao aborto, aos distúrbios psíquicos, às
guerras, aos desequilíbrios sexuais, etc.

Apesar de toda perturbação e desequilíbrio dos espíritos que vivem
no Umbral, não devemos nos iludir. Existe muita disciplina,
organização e hierarquia nos ambientes umbralinos.

É o que nos mostra, por exemplo, o espírito Ângelo Inácio, pela
psicografia de Robson Pinheiro, em seu livro “Tambores de Angola”, e o
espírito Nora, pela psicografia de Emanuel Cristiano, em seu livro
“Aconteceu na Casa Espírita”.

Vemos ali o quanto esses espíritos podem ser inteligentes,
organizados, determinados e disciplinados em suas práticas negativas,
criando instituições, métodos, exércitos e até cidades inteiras para
servir aos seus propósitos.

É preciso que compreendamos que todos nós já estamos vivendo numa
dessas “camadas” de Umbral que envolvem a Terra e que todos nós
criamos o nosso próprio Umbral particular sempre que contrariamos as
leis divinas universais, as quais podem ser resumidas numa única
expressão: amor incondicional.

Mas o Umbral não é um mundo só de desencarnados. Muitos projetores
conscientes (encarnados que fazem projeções astrais conscientes)
narram passagens por regiões escuras e densas, semelhantes às
descrições de André Luiz em “Nosso Lar”.

Todos os encarnados desprendem-se do corpo físico durante o sono e
circulam pelo mundo espiritual.
Esse é um fenômeno absolutamente natural e inerente a todo espírito
encarnado.
Uma grande parte continua a dormir em espírito, logo acima de onde
está descansando o corpo físico.
Outros limitam-se a passear inconscientes pelo próprio quarto ou casa,
repetindo, mecanicamente, o que fazem todos os dias durante a vigília.
E há os que saem de casa e vão além.

Dentre estes, uma pequena parte procura manter uma conduta ética
elevada, 24h por dia, tentando sempre melhorar-se como pessoa,
buscando sempre ajudar e crescer e, muitas vezes, é levada ao Umbral
em missão de resgate ou assistência, trabalhando com espíritos mais
preparados, doando suas energias pelo bem de outros espíritos.

Mas há um grande número dos que conseguem sair de seu próprio lar
durante o sono e vão para o Umbral por afinidade, em busca daquilo que
tinham em mente no momento em que adormeceram ou obedecendo a
instintos e desejos inferiores que, embora muitas vezes não estejam
explícitos na vigília, estão bem vivos em sua mente e surgem com toda
força quando projetados.

Essas pessoas, muitas vezes, acabam sendo vítimas de espíritos
profundamente perturbados ligados ao Umbral que as vampirizam e
manipulam, em alguns casos chegando até a interferir em sua vida
física, criando problemas familiares, doenças, perturbações
psicológicas, dificuldades profissionais e financeiras, etc.

Vemos, assim, que o Umbral, de que falam André Luiz e tantos
outros autores encarnados e desencarnados, está mais próximo de nós,
encarnados, do que muitos de nós imaginam.

E, o que é mais importante, somos nós mesmos que ajudamos a manter
esse mundo denso com nossos pensamentos e sentimentos menos elevados.
Somos nós que damos aos espíritos perturbados, que se encontram
ligados a essa faixa vibratória, grande parte da matéria-prima de que
se valem para sustentar seu mundo de trevas e sofrimento.

O Umbral está em todo lugar e em lugar nenhum, pois está dentro de
quem o cria para si mesmo e acompanha o seu criador para onde quer que
ele vá.
Toda vez que nos deixamos levar por impulsos de raiva, agressividade,
ganância, inveja, ciúmes, egoísmo, orgulho, arrogância, preguiça,
estamos acessando uma faixa mais densa desse Umbral.

Toda vez que julgamos, criticamos ou condenamos os outros, estamos nos
revestindo energeticamente de emanações típicas do Umbral.
Toda vez que desejamos o mal de alguém, que nos deprimimos, que nos
revoltamos ou entristecemos, criamos um portal automático de
comunicação com o Umbral.
Toda vez que nos entregamos aos vícios, à exploração dos outros, aos
desejos de vingança, aos preconceitos, criamos ligações com mentes que
vibram na mesma faixa doentia e estão sintonizadas com o Umbral.
O Umbral só existe porque nós mesmos o criamos, e só continuará
existindo enquanto nós mesmos insistirmos em mantê-lo com nossos
desequilíbrios.

O Umbral é nosso também, faz parte do nosso mundo e não podemos
renegá-lo ou simplesmente ignorá-lo. Assim como não podemos também
fingir que não temos nada a ver com ele. Lá estão também algumas de
nossas próprias criações mentais, de nossos sentimentos inferiores, de
nossos pensamentos mais densos. E lá vivem espíritos divinos como nós,
temporariamente desviados do caminho de luz em que foram colocados por
Deus.

Por isso é importante que não vejamos o Umbral como um lugar a ser
evitado ou uma ideia a não ser comentada, mas como desequilíbrio
espiritual temporário de espíritos como nós que, muitas vezes, só
precisam de um pouco de atenção e orientação para se recuperarem e
voltarem ao curso sadio de suas vidas.

É comum encontrarmos médiuns e doutrinadores que têm medo ou
aversão ao trabalho com espíritos do Umbral, evitando atendê-los,
ignorando-os friamente ou tratando-os como criminosos sem salvação que
não merecem qualquer compaixão ou respeito.
Estas pessoas esquecem-se de um dos preceitos básicos da
espiritualidade: a caridade.

Os habitantes do Umbral não são nossos inimigos, mas espíritos que
precisam de compreensão e ajuda.
Não são irrecuperáveis, mas perderam o rumo do crescimento espiritual.
Não estão abandonados por Deus, mas não sabem disso e desistem de
procurar orientação.
Não são diferentes de nós, mas tão semelhantes que vivem lado a lado
conosco, todos os dias, observando nossos atos, analisando nossos
pensamentos, vigiando nossos sentimentos, prestando atenção às nossas
atitudes.

E, se não queremos ir ao Umbral por afinidade, que nos ocupemos em nos
tornar seres humanos melhores, mais dignos, mais éticos, 24h por dia.

Desse modo, nossa passagem pelo Umbral será sempre na condição de
quem leva ajuda sem medo, sem preconceito e sem sofrimento, e não de
quem precisa de ajuda para superar seus próprios medos, preconceitos e
dores.

Por: Maísa Intelizano.
Enviado pela Amiga: Gizele Aquino.
Retirado do grupo Facebook: Cavaleiros de Aruanda.

 

O Poder por trás das 7 Ervas na Umbanda

Na Umbanda se usam várias ervas, mais 7 ervas se destacam por seu poder magístico na cura e outros trabalhos. Confira quais são elas e suas características.

arruda

Arruda: é umas das ervas mais poderosas para combater inveja e olho-gordo. A arruda já era conhecida e usada na antiga Grécia e Roma. Foi popularizada no Brasil pelas escravas na época na colonização. Quando colocada num ambiente, além de proteger, emite vibrações de prosperidade e entusiasmo. Podemos ter sempre um galho de arruda junto ao corpo para reter as energias negativas.

guine

Guiné: em um ambiente tem o poder de criar um “campo de força” de proteção, bloqueando as energias negativas e emitindo vibrações otimistas. Atrai sorte e felicidade. Cria uma energia de bem-estar nos ambientes.

alecrim

Alecrim: é uma erva que tonifica as pessoas e os ambientes. É considerado também um poderoso estimulante natural, favorecendo as atividades mentais, estudos e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo e vitalidade das pessoas. Agindo em conjunto com arruda, “segura” as energias de inveja, mau-olhado e fofocas.

 

comigo-ninguem-pode

Comigo-ninguém-pode: o nome da erva já diz tudo. Afasta e quebra todas as energias negativas dos ambientes. Em uso conjunto com espada de São Jorge quebra feitiços, magia e mau-olhado. Além deste super poderes é uma planta muito bonita para qualquer ambiente.

 

espada-sao-jorge

 

Espada de São Jorge: por causa de suas folhas pontudas é facilmente associada ao poder de cortar as energias negativas, a inveja, olho-gordo, magia, etc. Alguns dizem que espanta os maus espíritos. Ao cortar as energias negativas, a erva atrai coragem e prosperidade.

 

manjeiricao

Manjericão: Além do delicioso sabor que passa como tempero da cozinha italiana, o manjericão, quando exposto num ambiente, tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos. Ao acalmar as tensões, afastamos os pensamentos negativos e nuvens negras.

 

pimenteira

Pimenteira: esta planta combate as energias pesadas e ariscas. É uma planta de vibração estimulante, afrodisíaca, tonificante e atrai boas energias para o amor.

O Poder da Oração

Quando uma pessoa ora, com sinceridade, com sentimento, sua aura se intensifica, muda de cor, cresce e pode beneficiar as pessoas e até produzir efeitos curativos.
Um passe dado com muito amor produz um efeito magnifico na aura de quem está tomando passe.
Um reiki ou johrei dados com amor produzem semelhante efeito!
Qualquer trabalho energético feito para curar, quando feito com amor, produz efeito benéfico no paciente.
Um enfermeiro ou um médico que atende com amor está irradiando boa energia para o paciente, e pode está irradiando mais para a sua cura do que o medicamento químico ministrado.
Uma pessoa que tem amor no coração, equilíbrio emocional e psíquico, e boa saúde física, cura mesmo sem querer, sem ter consciência de que esta curando, pela sua mera presença em algum lugar onde haja pessoas doentes.
Estamos o tempo todo interagindo com muitos campos de energia no universo.
Recebemos energias variadas o tempo todo. Absorvemos as energias que se sintonizem conosco, e irradiamos energias que sintonizem conosco, e irradiamos energias que afetarão pessoas que se sintonizem com as nossas energias irradiadas.

Retirado: Editora Minuano
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